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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 760

NARRADORA

Ninguém tinha se mexido alarmado ou ativado defesas.

Essa mão horripilante serpeou para cima, enfiando-se de novo pelo buraco negro, que ia se fechando no teto.

Uma risada monstruosa se ouvia do outro lado e Dracomir achou ver olhos olhando para ele através da abertura rasgada.

O pelo inteiro do corpo se arrepiou.

Isso era feitiçaria negra, e pior que os mortos revividos da Victoria ou os truques do Frederick.

— Não subestime o Laziel só porque o vê mais jovem e fique tranquilo, esse traidor está com as horas contadas — o sogro vampiro lhe garantiu.

As pupilas surpresas de Draco se moveram para o garoto, que levantava como um gato preguiçoso do parapeito.

— Vou tentar trazê-lo vivo para que se vinguem, ou façam o que for que vão fazer — disse com calma, olhando para Dracomir com olhos dourados cheios de frieza.

Draco se deu conta de que não podia subestimar ninguém dessa família.

— Deixo então a teu cargo — respondeu com seriedade, tentando recuperar um pouco a pose.

— Bem. Avô, estou indo — Laziel anunciou sem mais, estalando os dedos no ar.

Seu corpo se dissipou em milhares de brilhos negros, como pequenas libélulas de sombras que foram voando pela janela.

O suor ainda descia pelas costas de Dracomir quando ele se aproximou para examinar sua poltrona favorita.

Assim, destruída por aquele macho, sem ele sequer se mover do lugar.

— Não vou perguntar o que foi isso — Draco bufou, um pouco áspero, indo se servir de uma bebida bem forte.

Ele precisava.

— Não se deixe impressionar, é melhor ser um lycan — Aldric logo defendeu a raça.

— Por sorte, desta vez não nos caiu outro feiticerinho, ou vampiro… sem ofensas, príncipe — acrescentou logo ao ver a sobrancelha erguida de Zarek.

— Bom, seguimos então com a divisão, e calculem para os meus dois filhos, que com certeza vão querer se juntar…

Dracomir ouvia em silêncio, entre piadas e muita testosterona.

Olhou até com pena como desciam seus melhores uísques, mas fazer o quê; era como quando sua família numerosa vinha te visitar e faltava mais.

Família… algo que jamais tivera depois da morte dos pais.

Sentimentos que achou sentir por Frederick e aquelas duas harpias… puras fantasias criadas por mentiras e magia.

Sua Victoria trouxera toda essa felicidade com ela. Sua mulher incrível.

Algo se remexia no peito e agradava demais.

Seu lobo sentia respeito por outros semelhantes na sala, a hierarquia do poder.

Sobretudo aquele homem que perguntava tudo, cuja curiosidade não tinha limites: Drakkar.

O poder selvagem que morava dentro de Dracomir venerava a força suprema.

Lembrava como era a transformação dele e se perguntava o que esperava por Drakkar quando unisse todas as partes do chamado Coração da Besta.

— Eu irei com ele — Dracomir não pôde evitar fazer equipe com Drakkar. Se até os nomes soavam parecidos, era como destino.

Desejava vê-lo em ação, queria voltar a se surpreender, ser amigo.

Só que nunca imaginou que, além de amigo, ele se tornaria seu “mestre de assuntos íntimos”.

276. GUERRA E BANHO QUENTE 1

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