NARRADORA
Frederick caminhava alheio ao perigo pelo caminho guardado por árvores retorcidas e feias.
Esse era seu mundo interior, uma espécie de bosque encantado e macabro, como ele.
No fim do caminho, esperavam-no uma mesa, uma cadeira, alguns documentos e, o mais importante, outra caixa que guardava sua relíquia preciosa.
Mas, mal levantou a tampa e esticou os dedos, um aroma diferente o alertou.
Passos pararam por perto; alguém estava às suas costas.
Como é que não conseguiu detectar isso antes?!
Sem perder um segundo, pegou aquele rosto horrível, que abriu os olhos cheios de agonia, e o colocou no próprio rosto.
Virou-se de supetão, sentindo a dor percorrê-lo quando sugavam seu sangue.
Era horrível, todas as sensações que experimentava, mas, se alguém conseguiu descobri-lo tão rápido, então era poderosa.
— Quem é você e como entrou onde não foi convidada?! — a voz de Frederick tentou soar poderosa, embora fosse uma mistura de tons femininos.
Ele observou, meio em pânico, a bela mulher de cabelo curto e preto e olhos verdes tomados de nojo.
— Lavinia, eu já estava ficando irritada porque você me invocou para algo tão simples, mas admito que mudei de ideia — falou para o nada e deu vários passos à frente.
Frederick recuou com cautela.
Aquela mulher não era normal, ele sentia, e, além disso, nem se assustou um pouquinho com o poder dessa coisa, pelo contrário, parecia irritada!
— Como ousa, um verme como você, acorrentar a alma de tantas bruxas?!
Rugiu e se lançou sobre ele, de modo que ele só viu um borrão flutuar no ar.
Quando tentou abrir a boca para conjurar, umas garras enfiaram-se entre seus lábios e começaram a puxar sua língua para arrancá-la.
Da sua língua real, atravessando a máscara!
A outra mão o segurou pelo pescoço, cravando as unhas afiadas, e começou a erguê-lo, cortando-lhe a respiração.
O suor frio explodiu por todo o corpo trêmulo de Frederick ao encarar diretamente os olhos verdes fantasmagóricos daquela mulher.
Poder, um poder esmagador que ele não podia imitar.
Ofegante por oxigênio, com os pés já pendendo e tentando conservar a língua e a cabeça, fez algo extremo que nunca pensou executar.
“Eu lhes darei a liberdade se me salvarem, juro desta vez com a minha alma em jogo!” Gritou aos espíritos daquelas feiticeiras, que enlouqueceram.
As correntes do destino cercaram a alma negra de Frederick; ele havia jurado por vontade própria e já não podia voltar atrás.
Decidiram ajudá-lo pela última vez, porque era melhor um mal conhecido… do que um bem por conhecer, e ele já não podia enganá-las.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...