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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 775

NARRADORA

Lyra fechou os olhos, contendo as lágrimas emocionadas que escapavam do seu controle.

Acariciou as costas dele e ergueu o olhar para ver seus olhos de meia-noite, seu rosto masculino e lindamente selvagem.

—Nós sempre vamos encontrá-los, meu companheiro destinado… sempre… —acariciou a barba curta e enredou os dedos entre as finas mechas escuras.

—Olha, Ly… pertencemos totalmente a você, somos seus de corpo e alma…

Drakkar então pegou a mão dela e a levou ao seu peitoral esquerdo.

As palavras ficaram presas na garganta de Lyra e Aztoria.

As pontas dos dedos roçaram a cicatriz profunda e extensa que tinha ficado sobre a pele de Drakkar.

Sobre a cicatriz em forma de vários raios entrelaçados, as letras do nome dela estavam talhadas em carne viva, de modo rude, rústico, pela mão de um homem…

Não, pela mão de um Deus, e um bem fera, diga-se de passagem.

Quanto isso deve ter doído neles?

Lyra derramou mais lágrimas e seus ombros tremeram com tantos sentimentos a açoitando de uma vez só.

Eles foram além até do que faziam as Selenias.

Aceitaram um contrato mágico muito mais agressivo… a alma mágica deles… estava com ela, dentro do próprio peito, para sempre.

Ela tinha o controle da vida ou da morte deles, de tudo…

“Pequenina… não, você não gostou?”, a voz de Khalum enfim soou em sua mente, baixa, com dúvidas.

Lyra ergueu o olhar para ver as pupilas lupinas refletidas em Drakkar, que a observava sem entender se tinham feito algo errado.

O cenho franzido, com aquela expressão de confusão que o deixava tão lindo.

—Ly… nós…

—Companheiros bobos… —ela fechou os punhos e os golpeou nos ombros.

Ela sempre parecia tão pequenininha diante da figura volumosa dele.

Lyra se inclinou e começou a beijar a cicatriz lentamente e o seu nome marcado sobre a pele bronzeada.

Seus lábios macios arrepanhavam, trazendo deliciosos arrepios por todo o corpo de Drakkar; Lyra podia sentir os sentimentos intensos dele.

“Ainda bem, por um segundo achei que tinha sido má ideia deixar isso nas mãos do Lykahel, olha como ele é desleixado…”

O sorriso da Alfa começou a brilhar em seus lábios ao escutar os pensamentos de Khalum e a afirmação de Drakkar.

Eles tinham feito algo tão louco e único.

Desprezando um futuro incrível de imortalidade, atando a vida à de outra pessoa e só se importavam em incomodá-las com a estética.

Suas pernas se abriram descaradamente para o seu macho, sibilando de excitação diante do gigante que se erguia trêmulo por trás do tapa-sexo rústico.

Ela o desejava tanto que sua boceta já pulsava e escorria por ele.

—Sou sua, sempre fui sua… desde a primeira vez —sua voz era o feitiço mais sedutor para os ouvidos de Drakkar.

Seus lobos já brincavam movidos pelos instintos.

Drakkar levou as mãos às tiras nas laterais do quadril, quase arrancando o tapa-sexo diante de Lyra, sua Lyra, sua mulher.

Ela engoliu em seco ao ver seu pau longo e ereto, bombeando sangue e ficando com um tom agressivo, pecaminoso, delicioso, de dar água na boca…

Seus olhos de besta percorriam a maciez daquela pele branca perfeita, as gotas de suor que brilhavam entre os seios.

Aqueles mamilos, de um tom rosa mais escuro, tentadores, deliciosos; e, descendo pelo ventre, estava o lugar que ele morria de vontade de profanar, de encher com sua semente com investidas profundas.

Drakkar inclinou-se lentamente, de joelhos entre as pernas dela, onde ficariam para sempre.

Ela lhes tinha ensinado tudo o que sabiam sobre amor, sobre sexo, sobre o prazer que só os mortais podiam desfrutar.

Drakkar inclinou-se para a frente, apoiando as mãos ao lado de seus quadris arredondados, indo novamente atrás dos lábios de ameixa dela.

Eles não se arrependiam de ter entregue a alma a essa mulher mortal… nunca se arrependeriam de ter escolhido o amor acima do poder.

Lyra e Aztoria eram o presente mais precioso dos Deuses para eles.

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