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O Rei Lycan e sua Tentação Sombria romance Capítulo 782

NARRADORA

Ambos viraram a cabeça em uníssono para ver o selvagem despreocupado, quase nu, que entrava sem se dar conta de nada.

Ou melhor, passava os protocolos pelo tapa-sexo.

—Drakkar, o que aconteceu? — o Lorde franziu a testa sem entender.

—Vou levar a Lyra para a sua fortaleza, fico uns dias na sua casa para que você cumpra sua palavra — Drakkar parou na entrada.

Seu cabelo negro-azulado caía ondulado abaixo dos ombros e aqueles olhos de meia-noite o fitavam fixamente.

Dracomir, de repente, teve um mau pressentimento.

—Claro, podem ficar o tempo que quiserem. Mas como posso te recompensar pela sua ajuda?

Perguntou com curiosidade.

O que queria dele aquele homem incrível que estava disposto a abandonar o céu por amor?

—Tenho muitas dúvidas, a primeira delas: como se cria um filhote de lobo? — Drakkar atirou sem aviso.

—O quê? — Dracomir quase engasgou com a própria saliva.

Ele ouviu um som estranho e, quando olhou para o sogro, em vez de estar como sempre, com aquela cara dura, Zarek tapava a boca.

Obviamente, estava se divertindo com essa saia-justa para ele.

—Drakkar, eu… nunca criei filhotes, não saberia te dizer… olha, o príncipe tem uma filha — jogou a bola para ele de uma vez.

—Minha filha é uma vampira, não uma loba… ou por acaso você não percebeu esse detalhe? — Zarek sibilou um aviso.

Que nem pensasse em deixá-lo encarregado da educação sexual de um Deus inocente.

—Bom, é verdade que você ainda não tem filhotes… — Drakkar coçou a barba, pensativo — mas tem mais uma coisa…

—Espera, Drakkar! — o Lorde Lobo o deteve quase com medo de ouvir a próxima pergunta.

Resignado, olhou para o rosto do aluno confuso. Era de foder; ele não faltaria à sua palavra.

—Eu te explico todas as tuas dúvidas quando tiver um tempo livre, tá? — respondeu, vendo o cenho tosco relaxar —. Você não vai ficar uns dias com a Lyra?

Drakkar assentiu, suspirando.

Ele gostava desse macho. Era direto e não ficava de miserê como os outros.

Aidan também era acessível, mas tinha escapado dessa vez do seu questionário.

—Bem, vou embora antes que passem para os abraços e beijos — Zarek começou a avançar para a saída.

Se não tinha ido ainda, era porque realmente tinha a intenção de arrumar esse reino.

Sabia muito bem que, por mais que se opusesse, sua filha já tinha tomado a decisão de ficar.

—Vou ouvir então os seus conselhos — Zarek gostou da resposta.

Se Victoria estivesse aqui, até se sentiria orgulhosa de não estarem querendo arrancar os olhos um do outro.

—Além disso, o Laziel me fez chegar aquele velho inimigo seu, o que eu faço com ele? — perguntou por fim.

—Transforma-o em um não-morto… da maneira mais atroz e dolorosa que puder — respondeu entre dentes, com o ódio filtrando em cada sílaba.

—Nem precisava dizer… eu tenho vários “experimentos” só para ele — a comissura direita de Zarek arqueou de lado, cheia de malícia.

Pela primeira vez, ambos estavam em sincronia, e era só o começo do tempo que teriam de passar juntos… quisessem ou não.

—Me reserva uma cadeira na primeira fila — Dracomir rosnou também com maldade, perseguindo as costas do vampiro ancestral.

Quem diria que algum dia ele ganharia títulos tão distintos?

“Mestre de Cama” de um semideus inocente e “Genro Número Um” de um vampiro milenar que cagava todos os dias nos Deuses.

Sua vida pitoresca, como o novo Rei da Loquilândia, não fazia senão melhorar.

*****

Enquanto cada um ia na sua, sem cuidar dos próprios reinos e assuntos, os gêmeos lycans viviam também sua própria aventura.

Uma que terminaria com o Alfa Hakon, o dono do pântano… bem puto da vida.

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