HANNAH
"O que está acontecendo comigo com esse macho?!"
—Príncipe lycan, deite-se sobre a sua túnica, pedi com a voz saindo mais mandona do que o normal.
Eu tentava soar tranquila. Quer dizer, sempre fui uma mulher cheia de confiança, mas algo nele me deixava nervosa.
—Me chame só de Magnus, ele voltou a me corrigir, e eu assenti em um silêncio desconfortável.
Desviei um pouco o olhar ao vê-lo tirar a túnica em farrapos e depois a camisa para arrumá-las no chão da caverna.
Deusa, esse macho foi feito à mão, maldita seja a genética dele.
Como ele era gostoso, músculos volumosos e definidos nos lugares certos.
Era enorme, costas largas e cintura estreita.
A calça ficava bem sexy na bunda dele e eu jamais pensei que um cabelo ruivo caindo pelas costas chamaria tanto a minha atenção.
A pele clara era mais dourada nos ombros por causa do sol; dava para ver que ele se exercitava e caçava.
Ele se ajeitou para deitar e deixar à mostra a parte da frente do corpo.
Meus olhos indiscretos não resistiram a percorrer o volume marcado na virilha, e meu corpo inteiro estremeceu de desejo.
Algo quente se remexia nas minhas veias e meu coração acelerou.
Sempre tive dificuldade para encontrar amantes que me satisfizessem ou que não se sentissem intimidados pelas minhas curvas e pelo meu tamanho.
Sou uma mulher um pouco robusta, maior que a média.
Herança dos meus pais. Meu pai é um Alfa selvagem, criado nestas terras perigosas, cheias de feras e de um clima desafiador.
Minha mãe é a Beta Centuria, a mão direita da Rainha Raven, e também é uma ruiva bem grandona.
Sou gêmea da Abigail, mas não nos parecemos muito. Ela é a delicada, menor, elegante e feminina.
Eu sou a versão loira, selvagem.
—Eu vou... vou te examinar, se doer muito, você me toca..., avisei, querendo me concentrar em curá-lo.
De joelhos ao lado dele.
Eu me sentia estranha desde que o olhei de perto pela primeira vez.
—Posso fazer isso sem problemas... o de te tocar..., a voz dele, mais baixa e lupina, me respondeu.
Meus olhos voltaram a se prender àquele azul intenso demais.
Por que eu sentia que essas palavras tinham duplo sentido?
—Você só me interrompe se a dor for insuportável..., senti necessidade de deixar claro.
Porque juro que, se ele me apertar de novo com essas mãos enormes, tão quentes e rudes, sou capaz de gemer.
—Claro, respondeu a voz vibrante.
Por que eu sentia aquele aroma tão escuro e sensual vindo dele?
Essência defumada, de fogueira, de madeira perfumada queimando lentamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Rei Lycan e sua Tentação Sombria
Eu tava no 334 do REI LYCAN E SUA TENTAÇÃO SOMBRIA, resolvi voltar no capítulo anterior e agora, apresentando o bilhete hoje de cobrança mas num deixa abrir. Da erro...
Pq aqui nesse livro vc não pode voltar num capítulo que já leu?...
Comprei o capítulo e não consigo ler porquê?...
Eu queria continuar lendo...