A capital, a noite caía.
No saguão do primeiro andar do Coco Lounge, as luzes de neon brilhavam e o aroma de álcool era suave.
Risadas alegres de jovens e o tilintar das taças de vinho soavam um após o outro. A música era envolvente, marcando o início da vida noturna na metrópole agitada.
— Quando aquele desgraçado do Gabriel Albuquerque vai voltar ao país? Casados há cinco anos, ele sumiu há cinco anos. O que ele quer?
Camila Lopes, a melhor amiga, convidou Beatriz Fontes para compartilhar a alegria de seu casamento iminente, e depois defendeu a amiga.
Ao mencionar o homem que amava, o coração de Beatriz doeu de repente.
Pois é, cinco anos... Ele devia estar morto, né?
Não, não... ele ainda está bem vivo, em algum lugar por aí.
Camila, aproveitando o efeito do álcool, sugeriu com bastante raiva:
— Por mim! Você devia pedir o divórcio logo! Ficar com metade do dinheiro dele! E depois sair e procurar um cara mais novo, não seria bom?! O que não falta no mundo é homem! Por que ser viúva de marido vivo?
Nesse momento, o barulho do bar diminuiu de repente. Várias pessoas olharam para a porta. Dezenas de seguranças entraram, parecia que algo importante ia acontecer.
Um cliente franziu a testa: — Quem chegou? Pra fazer tanto barulho?
— Ouvi dizer que o príncipe da capital voltou ao país. — Alguém disse com um tom de reverência e expectativa.
— O príncipe voltou? Então a situação na capital vai mudar...
Todos sussurravam, e a luz batia nas taças nas mãos deles, refletindo um brilho ambíguo.
Logo, um homem alto entrou. Ele vestia uma camisa preta de alfaiataria fina, com o colarinho desabotoado revelando cansaço e casualidade, mas sem perder a presença.
Atrás dele, seguiam alguns acompanhantes.
— Uau...! É mesmo o príncipe!
— Já tinha ouvido falar que Matheus reservou o segundo andar inteiro para a festa de boas-vindas do príncipe, e até chamou várias beldades... Parece que o boato é verdade!
A melhor amiga não teve tempo de se soltar e assistiu à porta do elevador se fechar, deixando quatro subordinados vigiando do lado de fora, não deixando ninguém se aproximar.
— Beatriz, por que você me segurou? O seu marido... — Camila baixou a voz, irritada a ponto de seu coração perder o ritmo:
— Ele voltou ao país, não me diga que você foi a última a saber? E ainda por cima tá farreando com outra mulher! Você não vai tirar satisfação?
— Tem coisas que não dá pra esclarecer aqui. — Beatriz disse calma, soltando devagar o pulso da amiga.
Camila olhou para ela, sentindo muita tristeza, mas sem poder ajudar.
Beatriz desviou o olhar, sentou-se novamente no sofá decepcionada e começou a se servir de vinho, engolindo toda a sua firme tolerância.
O passado passava nítido por sua cabeça... como num filme.
A melhor amiga a olhava, sentindo uma dor no coração indescritível: — Você ainda é tão jovem, por que vocês não se divorciam logo? Assim você encontra alguém que te ame.
No lugar do coração, sentiu outra pontada de dor provocada pela amiga!

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