O vento noturno era cortante e frio, e o céu escuro tinha poucas estrelas e uma lua pálida.
Saindo do hospital, Mateus a levou diretamente para o carro.
Ele ligou o aquecedor e deu a Luna a bolsa de água quente que sempre mantinha no carro, segurando firmemente seus dedos gelados. — Esta noite está fazendo dois graus negativos. Onde está o seu casaco? Por que está vestindo o de Lucas?
Luna o encarou fixamente.
Seja pelo tom, pela atitude ou pelos gestos, sua preocupação e nervosismo por ela eram visíveis.
Ela sabia que Mateus estava um pouco irritado e desconfiado da aparente intimidade entre ela e Lucas, mas sua primeira reação não foi questioná-la, e sim se preocupar com ela.
Ela suprimiu a leve emoção que não deveria sentir, e uma amargura se espalhou, enchendo sua boca.
— Hoje à noite, eu queria ir à floricultura na Avenida Mar para comprar algumas orquídeas. Ao passar pelo Centro de Estacionamento, ouvi barulhos de uma briga e vi Lucas lutando com um homem de preto. O homem estava armado e, com medo de que algo acontecesse, eu chamei a polícia.
Quanto ao incidente com o ácido, ela apenas disse que Lucas a salvou, que o casaco foi atingido pelo ácido e que o jogou fora.
Quanto mais ouvia, mais a testa de Mateus se franzia. Ele apertou a mão dela com mais força, sua voz carregada de uma forte repreensão. — Absurdo! Era ácido sulfúrico, e você teve a coragem de ir salvar alguém?
— Você está grávida! Se Lucas tivesse reagido um pouco mais devagar, quais seriam as consequências se aquele ácido atingisse você? Ele é um homem adulto, precisa de uma mulher para salvá-lo?
O tom de Mateus tornou-se mais severo, e sua respiração, mais ofegante. — Não me importo se Lucas está bem ou não, isso não tem nada a ver comigo. Mas você e o bebê são a minha vida, não posso viver sem vocês!
Sua expressão era tão sincera e genuína.
Luna sentiu um momento de vertigem. O rosto bonito e gentil à sua frente pareceu se sobrepor ao do jovem entusiasmado de anos atrás.
Aquele jovem que a amava como a própria vida, que era paciente e atencioso com ela em tudo, cujo coração estava completamente preenchido por ela.
Agora, tudo parecia uma nuvem passageira. Ela não conseguia alcançá-la, apenas observá-la se afastar.
Foi um leve toque de Mateus em seu nariz que a trouxe de volta à realidade. — Querida, por que você tem andado tão distraída ultimamente? Você ouviu o que eu acabei de dizer? Não trate sua vida como se não valesse nada. Aquele Lucas merece que você arrisque a vida por ele?
Ela sorriu lentamente. — Certo, eu entendi. Nunca mais farei isso...
— Ainda pensa em um 'nunca mais'? — Mateus franziu a testa. — De agora em diante, você precisa manter distância de Lucas, não tenha muito contato com ele. Desde que se formou e entrou no mundo jurídico, em apenas alguns anos, por que ele alcançou o sucesso que tem hoje? Não nego sua capacidade, mas é exatamente por causa dela que o maior problema que ele enfrenta é o perigo!
— Ele ofendeu gente demais. É só porque tem o respaldo de ser o segundo filho da Família Fonseca que muitos não se atrevem a prejudicá-lo. E ele não tem um bom temperamento. Nunca se sabe o que vai no coração de alguém. Não é bom para você andar perto dele.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....