Daisy ficou de repouso em casa por três dias seguidos. Todos os dias, depois do trabalho, Luna passava para vê-la, jantava com ela e conversava um pouco.
Nesses dias, Carlos esteve investigando a denúncia anônima, mas sem muito progresso.
Luna não se preocupava que ele descobrisse algo, mas a cada vez que ouvia Daisy reclamar, sentia um alívio.
No quarto dia, Daisy finalmente se levantou e saiu do quarto. Sua aparência ainda não era das melhores, estava um pouco pálida e fraca, como se o incidente a tivesse abalado profundamente.
Luna a ajudou a se sentar no sofá da sala e pegou o caldo de peixe nutritivo que uma empregada trouxe.
— Mãe, prove.
— Hum, está delicioso, bem suave. Foi você que comprou? — Daisy provou algumas colheradas e perguntou com uma voz gentil.
— Eu não ousaria levar o crédito. Foi Mateus quem comprou especialmente para a senhora.
O sorriso no rosto de Daisy se aprofundou.
— Por que não? Nestes dias, você veio cuidar de mim todos os dias depois de um dia de trabalho. Foi cansativo para você, Luna.
— Eu só vim aproveitar o jantar, não foi sacrifício nenhum. Quem realmente se preocupou com a senhora foi Clara, ela até emagreceu. É que a galeria está muito movimentada ultimamente, e ela precisa fazer horas extras, não consegue arranjar tempo para vir.
— Essa menina tem um coração de ouro. Diga a ela que estou bem, para que se concentre no trabalho e não se distraia.
— Eu direi a ela amanhã.
Enquanto conversavam, a luz da sala diminuiu consideravelmente.
Daisy olhou para a lâmpada da sala e franziu a testa.
— Já está escurecendo, por que não acenderam a luz?
Uma empregada se aproximou.
— Sra. Cruz, houve um curto-circuito na ala principal por volta das quatro da tarde. O mordomo já chamou alguém para consertar, deve estar resolvido em menos de meia hora.
Daisy franziu a testa.
O sistema elétrico da casa estava tão instável nos últimos meses?
Nesse momento, o mordomo entrou apressado na ala lateral, cumprimentando as duas com uma leve inclinação de cabeça.
Finalmente, ele se dirigiu a Daisy.
— Sra. Cruz, ouvi dizer que a senhora desceu. A Sra. Laura pediu para que a senhora fosse até a ala principal.
A mão de Daisy que segurava a tigela parou. Seu rosto mostrava uma clara impaciência, mas sua voz permaneceu amável.
— Não estou me sentindo muito bem estes dias, então não vou. Diga-me apenas o que a Sra. Laura quer.
— Isso eu não sei dizer. A Sra. Laura já havia pedido sua presença há dois dias, mas por consideração ao seu estado de saúde, ela não a incomodou.
Daisy franziu a testa ainda mais.
Apesar do tom respeitoso, havia uma firmeza clara em suas palavras.
O mordomo era leal a Laura; sua atitude refletia a de Laura.
Não era preciso adivinhar: Laura, incomodada por ver Carlos tão preocupado com ela todos os dias, estava usando uma desculpa para chamá-la e descontar sua raiva.
Era inevitável. E em menos de meia hora, Carlos estaria de volta.
Após ponderar, ela se levantou lentamente e disse, com uma voz frágil:
— Sendo assim, eu vou até lá.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....