Mateus ficou sem reação.
Talvez por ter jantado com Catarina naquela noite, toda a desconfiança e o ciúme que borbulhavam dentro dele se dissiparam.
Ele suspirou, impotente. — Querida, por que você está trazendo isso à tona de novo? Aquilo foi realmente só coincidência...
Sim.
Ele sempre usava a desculpa da “coincidência” para enrolá-la.
Ela queria cortar pela raiz qualquer pergunta que ele ainda não tivesse feito, poupando-se do esforço de inventar mais desculpas.
O beijo de Mateus, embora rápido, a havia feito instintivamente virar a cabeça, mas ainda assim a deixou com uma sensação horrível.
Ela cerrou o punho, resistindo à vontade de limpar o rosto novamente.
Lançando-lhe um olhar de soslaio, ela retrucou: — Como assim? Só você pode ter coincidências com ela, e eu não posso encontrar o Lucas por acaso?
Dito isso, ela bufou e subiu as escadas.
— Não foi isso que eu quis dizer...
Mateus a seguiu apressado, explicando. — Querida, você está me julgando mal. Eu não tive nenhuma outra intenção, só fiquei curioso.
Luna abriu a porta do quarto, deu dois passos para dentro e bloqueou a passagem com o corpo, seu olhar indiferente. — E agora, ainda está curioso?
— Não mais.
Luna disse “ah” e se preparou para fechar a porta.
Mateus a impediu rapidamente, perguntando com um tom bajulador: — Querida, olha, eu sei que errei da última vez. Quando posso voltar para o nosso quarto?
Luna franziu a testa.
Ela finalmente conseguiu uma boa desculpa para expulsá-lo do quarto principal.
Como poderia deixá-lo voltar?
— Você não está bem no quarto de hóspedes? Saia da frente, vou tomar banho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....