Lucas a abraçou assim por mais de dez metros, parando apenas quando ouviu o som do motor do carro se afastando ao fundo.
Luna também ouviu o som do carro partindo e soltou um longo suspiro de alívio. Ao levantar a cabeça, deparou-se com os olhos amendoados, profundos e sombrios dele.
Os olhares deles se encontraram no ar por alguns segundos. Luna imediatamente se afastou dos braços dele, coçando a bochecha sem graça.
— Desculpe, foi uma emergência, eu...
Lucas assentiu, mostrando que não se importava. Ele ajeitou os botões de punho com uma expressão impassível e perguntou casualmente: — Você veio de carro?
Luna não viu nenhum sinal de descontentamento em seu rosto e respondeu: — Vim de táxi.
Desde que Mateus a proibiu de dirigir, sua locomoção se tornou muito inconveniente.
Ou ela pegava um táxi, ou tinha que pedir o carro de Jona emprestado.
— Vamos, é no meu caminho. — A voz de Lucas era indiferente enquanto ele caminhava em direção ao estacionamento.
Luna hesitou.
Na verdade, embora o Museu de Arte da Vida e a Advocacia Fonseca não ficassem na mesma rua, o trajeto era todo em linha reta, sem necessidade de fazer curvas.
Saindo dali, ele realmente passaria pelo museu.
Como era no caminho, ela não se fez de rogada e o seguiu.
O trajeto foi tranquilo e sem trânsito. Em cerca de vinte minutos, chegaram à entrada do museu.
Luna soltou o cinto de segurança, agradeceu e abriu a porta para sair.
Lucas observou a silhueta dela desaparecer de vista, seus lábios finos comprimidos em uma linha reta.
Só depois de um longo tempo ele desviou o olhar, ligou o carro novamente e, após passar por um cruzamento, discou o número do CEO do Grupo Rios, Flávio Rios.
— Investigue todos os veículos de transporte do Gurpo Medeiros. Assim que descobrir, me envie os tipos de veículos e as placas.
O Grupo Rios e o Grupo Medeiros colaboraram por muitos anos e, embora agora fossem inimigos declarados, conheciam os segredos um do outro, o que tornava a investigação mais simples e rápida.
Flávio e Lucas tinham a mesma idade e eram velhos colegas de escola. Assim que a Família Medeiros entrou em uma disputa contratual, ele procurou Lucas diretamente.
Inicialmente, Lucas não queria pegar o caso, pois já tinha outros em mãos, mas não resistiu à insistência de Flávio, que usou de lógica e emoção, chegando a mencionar uma borracha que Lucas lhe emprestara na escola primária e que nunca fora devolvida.
No final, cansado da ladainha de Flávio, ele aceitou.
Flávio concordou e acrescentou: — As famílias das vítimas e dos feridos já foram acalmadas. E quanto à Família Medeiros, o que você pretende fazer a seguir?
— Sem pressa, vamos esperar até a próxima sexta-feira. — Ele lembrou: — Preciso das informações dos veículos hoje à noite!
Ao ouvir isso, Flávio não resistiu e perguntou: — Por que de repente você está investigando os caminhões de transporte...
*Tu... tu... tu...*
O telefone já havia sido desligado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....