Luna sentiu um desprezo, mas conhecia aquele restaurante.
Por estar localizado à beira do rio, com uma vista noturna agradável, o negócio era um sucesso, com reservas agendadas com pelo menos dois ou três meses de antecedência.
O aluguel anual era de pelo menos dois milhões.
Ambas as lojas eram muito lucrativas e, mais importante, praticamente sem custos.
Conseguir essas duas lojas antes do divórcio era um grande ganho para ela.
Ela baixou os olhos, e ninguém notou o breve lampejo de satisfação que passou por seu rosto.
Daisy, vendo que ela ainda não cedia, começou a se irritar.
Só Deus sabia que o aluguel daquelas duas lojas antes ia para ela e Carlos.
Perder mais de cinco ou seis milhões por ano, como ela poderia não sentir a dor?
Mas, se pudesse salvar o casamento e a reputação de seu filho, valia a pena gastar um pouco de dinheiro.
Era assim que ela se consolava.
De repente, uma ideia passou pela mente de Daisy. Ela ponderou e disse: — Parece que só o seu pai está sendo o bom samaritano, fazendo com que eu, a mãe, pareça insensível. Mateus fez o que fez, e eu tenho metade da responsabilidade. Seria injusto não fazer nada.
— Que tal assim: à tarde, eu também mando preparar um contrato de transferência de ações do Salão de Beleza Rosa. Dez por cento, o que acha?
Luna ficou atônita.
Ela já possuía dez por cento das ações. Com mais dez por cento, sua posição não seria mais apenas nominal.
Sua situação se tornaria indefensável.
Ela realmente não esperava que, mesmo naquele momento, Daisy ainda estivesse pensando em usá-la como bode expiatório.
Sem lhe deixar nenhuma saída.
Que ridículo.
E toda aquela compaixão e consolo da noite anterior, o que significavam?
Luna ergueu a cabeça lentamente, seus olhos amendoados e avermelhados cheios de surpresa e choque.
Ela olhou para Mateus, ainda ajoelhado, e balançou a cabeça. — Não, mãe, não posso aceitar as ações do Salão de Beleza Rosa. Aquilo é o trabalho da sua vida.
— Eu já me aproveitei bastante. Se aceitar suas ações, em que tipo de pessoa me tornarei? O que o pai me deu já é mais do que suficiente.
Daisy disse, exasperada: — Que menina boba, por que ser tão certinha? O que é meu não é seu e de Mateus? Além do mais, com algo assim acontecendo, como eu poderia fingir que nada aconteceu?
Luna não se atrevia a aceitar.
Assustada, ela balançou a cabeça, as lágrimas brotando enquanto falava de forma incoerente: — Eu sei que a intenção da senhora é boa, mas por favor, não faça isso. Eu não mereço tal recompensa. Não fiz nada para receber tantas ações. Eu... eu...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....