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O Segredo por Trás da Traição romance Capítulo 30

Aquelas pereiras, fosse na primavera com seus brotos, no início do verão com suas flores, ou no inverno cobertas de neve, eram sempre lindas de se ver.

Ela ficou ali por um bom tempo e, de repente, percebeu que seu amor pelas flores de pereira já havia diminuído muito.

Arrastando seu corpo cansado de volta para o quarto, ela parou na porta e olhou ao redor. Cada objeto ali continha todas as memórias dela e de Mateus desde o casamento.

A decoração havia sido feita de acordo com o seu gosto.

Especialmente o projeto do closet, que ela mesma desenhou. Depois, desde os móveis grandes como a cama, o sofá e as cortinas, até os pequenos detalhes como a roupa de cama e as toalhas, tudo foi escolhido por eles em lojas de móveis.

A doçura do passado agora se transformara em uma piada de mau gosto.

Ela forçou um sorriso, foi até a penteadeira e olhou para os frascos de perfume de flor de pereira que ele havia personalizado para ela. Segundos depois, pegou-os decididamente e os jogou no lixo.

Em seguida, sentiu nojo da roupa de cama em que dormira com ele e a trocou por um jogo novo. Depois de tomar banho, enquanto passava seus cremes, Mateus ligou, como de costume.

Ela não atendeu. Somente depois de passar creme nas mãos, iniciou uma chamada de vídeo para ele.

A chamada foi atendida após uns dez segundos. O rosto familiar dele apareceu na tela, com cortinas marrom-escuras ao fundo.

— Amor, acabou de tomar banho? — Mateus perguntou com um sorriso nos olhos.

— Sim.

Luna não notou nada de estranho no rosto dele ou no ambiente, e uma nova onda de amargura subiu em seu peito.

Ainda assim, precisou perguntar com naturalidade: — A que horas você volta amanhã?

— De manhã.

Assim que ele terminou de falar, um baque soou do lado dele.

Luna cerrou os punhos. — O que foi isso?

Mateus desviou o olhar por um instante, mas permaneceu calmo, com um tom de voz suave. — Nada, foram uns documentos que caíram da mesa.

— Ah, entendi.

Assim que Mateus desligou, viu Catarina com o rosto amuado, os lábios curvados para baixo, parecendo prestes a chorar.

Seu coração amoleceu. Ele se aproximou e a abraçou com ternura, mas Catarina resistiu. — Mentiroso! Você não disse que ia ficar mais um dia comigo?

— Tenho uma reunião importante na empresa amanhã às duas da tarde, não posso faltar. — Mateus a abraçou novamente, sussurrando para acalmá-la. — Seja boazinha, não faça birra.

Os olhos de Catarina estavam úmidos, cheios de mágoa. Ela ergueu o rosto em seu peito. — Quando será a próxima vez? Só no mês que vem, não é?

Mateus acariciou o rosto dela com o polegar e sorriu suavemente. — O colar de safira olho de gato que você viu hoje à tarde, eu já comprei. Chegará amanhã.

Os olhos de Catarina se arregalaram. Ela o abraçou pelo pescoço, animada. A alça fina de sua camisola escorregou pelo ombro branco e arredondado, revelando um charme puro e sedutor.

— Sério? Meu amor, você é o melhor. Eu te amo tanto.

O olhar de Mateus escureceu. A força em sua cintura aumentou, e sua voz ficou rouca. — Hmm? E quem foi que acabou de me chamar de mentiroso?

Os olhos de Catarina brilharam com uma luz sensual. Seus dedos finos desenharam círculos no peito dele, e sua voz soou doce e provocante. — Então, como você vai me punir? Com a posição de ontem à noite? Ou... vamos tentar uma nova?

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