Luna Dias ignorou o comentário dele. Pouco depois de ele terminar de comer, outra enfermeira veio para aplicar a medicação intravenosa.
Desta vez, Mateus Silva foi cooperativo. Ele até pediu à enfermeira que transmitisse um sincero pedido de desculpas à colega anterior, voltando a ser o homem amável, cavalheiro e educado de sempre.
Era como se a pessoa que havia gritado furiosamente com a enfermeira pela manhã não fosse ele.
Uma emoção indecifrável brilhou nos olhos de Luna.
A enfermeira mediu sua temperatura novamente: 39 graus. A febre havia voltado.
Ela recomendou que ele ficasse mais um dia no hospital, até que a febre cedesse completamente.
Eram cinco bolsas de soro no total, duas grandes e três pequenas. O gotejamento era lento, o que significava que levaria pelo menos duas horas.
Para que ele não ficasse entediado, Luna ligou a televisão e encontrou um programa de comédia para ele assistir.
A desculpa era de que ajudaria a relaxar.
Às dez e meia, o toque claro e agradável do celular na mesa de cabeceira soou de repente.
O som não era alto, mas parecia abafar as risadas estridentes da televisão.
Luna parou. Assim que virou a cabeça, viu o olhar sombrio de Mateus fixo em seu celular, as sobrancelhas franzidas, a expressão indecifrável.
Ela também franziu o cenho e pegou o aparelho.
O identificador de chamadas não mostrava um nome.
Mas Luna conhecia aquele número.
Era do detetive particular com quem ela colaborava.
Desde o desaparecimento de Catarina Mendes, o detetive não havia mais entrado em contato, e ela também não havia perguntado pelo paradeiro de Catarina.
Depois de tantas colaborações, ela confiava nele.
De repente, a voz grave de Mateus soou ao seu lado.
— Quem é?
Ao ouvi-lo, ela ergueu os olhos e encontrou o olhar profundo e ligeiramente sombrio de Mateus.
Sua expressão vacilou por um instante.
Era aquele olhar de novo.
Um brilho de crueldade passou por seus olhos.
Sem uma situação desesperadora como essa, como ele faria Luna depender dele, como a faria mudar de ideia e voltar para ele?
Um homem de verdade não deveria se prender a detalhes para alcançar seus objetivos.
Mesmo que fosse por meios tão desprezíveis, e daí?
Tudo o que ele queria era Luna.
Foi o que disse a si mesmo antes de discar o número.
O Sr. Nunes atendeu rapidamente.
— Diretor Silva, como está sua recuperação?
Mateus não respondeu à pergunta. Em vez disso, disse com frieza.
— Vaze a informação. Direcione as suspeitas sobre a identidade do denunciante do Salão de Beleza Rosa para a Luna. Não precisa ser muito direto, apenas sutil o suficiente para levantar dúvidas.
Ele usaria essa pequena informação como isca.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....