Mas Luna se sentia desconfortável ao ver aquilo.
Ainda assim, ela o repreendeu com o olhar.
— Se eu soubesse, não teria ligado a TV para você. A sua mão está tão inchada, não dói?
— Não se preocupe, não dói. — Mateus sorriu. — O que a Jona disse ao telefone? Por que demorou tanto?
Luna, sem alterar a expressão, inventou uma história com naturalidade.
— Era sobre a exposição de arte da Srta. Ivy. E minha bolsa ficou no escritório, ela perguntou se eu queria que a trouxesse.
Ela não disse mais nada.
Felizmente, a enfermeira chegou em poucos instantes, não dando a Mateus a chance de continuar o interrogatório.
A enfermeira trocou o acesso para a outra mão, deu algumas recomendações e saiu.
Luna então perguntou.
— O que você quer almoçar? Vou ligar para a Dona Ana e pedir para ela trazer algo, junto com uma troca de roupas para você. Você suou muito ontem à noite, um banho hoje vai te fazer bem.
— Qualquer coisa. Peça para ela fazer o que você gosta. — disse Mateus. — Peça para trazer uma roupa para você também, à noite...
Como se entendesse o que ele ia dizer, Luna balançou a cabeça.
— Você provavelmente terá alta amanhã, trazer roupas só vai dar mais trabalho. É melhor eu ir para casa à tarde, de qualquer forma preciso lavar o cabelo. Na volta, trago o seu jantar.
Ela não queria tomar banho com ele.
E não queria nem mesmo ouvi-lo sugerir isso.
Mateus apertou os lábios, sentindo uma pontada de aborrecimento e melancolia pela rejeição.
Mas ele não demonstrou, mantendo seu ar gentil e atencioso.
— Tudo bem, obrigado pelo esforço, querida. Você certamente não dormiu bem ontem à noite. Pode descansar um pouco em casa antes de voltar, não precisa ter pressa.
Embora seu tom fosse cheio de preocupação, ele não conseguiu dizer para ela não voltar.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....