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O Segredo por Trás da Traição romance Capítulo 32

— Gostou?

— Adorei. — Luna fingiu um brilho nos olhos. — Obrigada, meu amor. Você deve estar cansado.

Mateus observou atentamente sua expressão. — Você comeu e dormiu bem nestes dois dias?

— Sim, dormi muito bem ontem à noite.

Enquanto respondia, Luna abriu o bolo e comeu alguns pedaços.

Como ele conseguiu aquele bolo?

A pergunta não saía de sua cabeça. Quando Mateus se inclinou, ela notou uma marca em seu pescoço, logo abaixo do colarinho.

Parecia um chupão.

Provavelmente ele tentou cobrir com base, não estava muito visível, mas o atrito com o colarinho removeu parte da maquiagem, revelando a marca.

Ao que parecia, a noite anterior fora intensa e apaixonada.

O coração de Luna se contraiu dolorosamente, como se estivesse sendo esmagado.

O sorriso em seu rosto desapareceu um pouco.

Ela baixou os cílios para esconder a névoa que se formava em seus olhos.

Durante o almoço, Mateus, atencioso, descascou camarões para ela. No meio da refeição, recebeu uma ligação do reitor da Universidade A, convidando o casal para a celebração de aniversário da universidade.

Mateus não respondeu imediatamente, mas olhou para Luna, pedindo sua opinião.

Luna pensou um pouco e assentiu, indicando que aceitava.

Embora não soubesse por que as coisas com Mateus haviam chegado a esse ponto, a época da faculdade, além do namoro, guardava muitas boas lembranças para ela.

Ela não descartaria tudo de uma vez.

Depois que Mateus aceitou, ele conversou mais um pouco com o reitor antes de desligar.

Instintivamente, ele ajeitou o colarinho, colocou as luvas novamente e continuou a descascar camarões para ela. — Amor, você quer comprar umas roupas novas? Notei que você quase não comprou nada neste outono.

Mateus sabia que o apetite dela não andava muito bom ultimamente, então disse: — À noite, eu cozinho para você quando voltar.

— Certo.

Os dois terminaram o almoço em uma atmosfera de harmonia e carinho. Mateus ficou por meia hora e depois foi para a empresa.

Luna ficou na porta por um bom tempo, o rosto gelado. Foi Dona Ana quem se aproximou para avisar: — Senhora, não fique na corrente de ar, pode pegar um resfriado.

— Certo.

Ela respondeu com indiferença, desviou o olhar das pereiras, entrou em casa e se aninhou no sofá, escolhendo roupas com as vendedoras de algumas grifes.

Entre roupas, vestidos, chapéus, sapatos, bolsas, colares e brincos, ela montou três looks completos.

Pagou com o cartão que ele usara para fazer a transferência para Catarina no Dia dos Namorados.

Gastou mais de quatro milhões.

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