Ele reprimiu seus pensamentos e tirou um documento para mostrar a ela.
Disse lentamente:
— Esta é a petição inicial, será enviada ao tribunal da jurisdição competente. Deve levar cerca de três dias para que o caso seja aceito e notificado. Após a aceitação, o tribunal enviará uma cópia da petição ao réu em cerca de cinco dias. Manterei você informada de qualquer progresso. Durante este período, não precisa se preocupar.
Ao ouvir isso, o coração de Luna, que já estava relativamente calmo, ficou ainda mais tranquilo.
Ela pegou a petição e deu uma olhada. As grandes letras em negrito no topo diziam “Petição Inicial Civil”.
Abaixo, estavam as informações das partes, o pedido, o estado civil, os motivos do divórcio, os fatos e as provas.
Tudo detalhado.
Ela devolveu a petição a ele e disse com um sorriso:
— Então, agradeço pelo seu trabalho neste assunto. Muito obrigada.
Lucas terminou o café em sua xícara. O que se espalhava em sua boca era apenas amargor, e mais amargor.
Ele franziu a testa levemente, guardou a petição em sua pasta e se preparou para se levantar e ir embora. No entanto, antes que pudesse falar, a campainha tocou.
Ambos ficaram surpresos.
Luna instintivamente olhou para o relógio na parede; já era quase onze horas.
Era Mateus.
Ela apertou os lábios, caminhou até a porta e, no vídeo do interfone, viu o rosto de Mateus, como esperado.
Lucas, que a seguiu, também franziu a testa ao ver quem era.
Luna sentiu uma presença se aproximando por trás e, instintivamente, virou a cabeça. Seus olhos encontraram o perfil bonito, frio e bem definido dele.
Ela hesitou por um momento e, em seguida, moveu-se discretamente para o lado, criando uma pequena distância.
Só então ela falou, hesitante:
— Com licença, Doutor Fonseca, vou ter que pedir para o senhor se esconder em um dos quartos.
Sua voz era suave, como uma pluma roçando levemente em sua orelha, causando um leve formigamento.
Ele notou o movimento dela para se afastar, moveu levemente as sobrancelhas e assentiu.
— O que você veio fazer aqui?
Mateus, ao vê-la, exibiu um brilho de alegria em seus olhos amendoados.
O ferimento na testa, causado pela xícara de chá que Carlos atirou ontem, parecia ter sido tratado superficialmente.
O corte tinha cerca de um ou dois centímetros.
Em seu rosto, que já era bonito e gentil, era bastante visível.
Se fosse antes, Luna certamente estaria preocupada e nervosa sobre se deixaria uma cicatriz ou se haveria alguma sequela, afinal, o golpe foi na cabeça.
Mas agora, seu coração não sentia mais nenhuma ondulação.
O olhar de Mateus era gentil, e ele não se importava com a atitude fria dela.
Ele ergueu a pintura em suas mãos, seu tom era extremamente suave e agradável.
— Esta pintura foi feita por você e pela mamãe. Lembro que você sempre a valorizou muito. Encontrei-a no depósito esta manhã e a trouxe para você. No caminho, comprei seus doces favoritos, palmiers e mont blanc, daquela confeitaria que você costumava frequentar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....