— Sim, eu sei.
Depois de vários dias de chuva, Cidade Manba continuava nublada.
Após o café da manhã, ela viu Mateus sair de carro para a empresa. Assim que se virou, seu celular tocou: [Leve os contratos que você assinou com Daisy para o Lucas. Ele vai te ajudar.]
Luna olhou para a mensagem, seus olhos se aprofundando.
Quem era o remetente?
Antes de tudo isso, ela e Lucas eram estranhos, e mesmo agora, a relação deles não era profunda.
Como essa pessoa podia ter tanta certeza de que Lucas a ajudaria?
Será que era só por ele ser advogado?
Sem encontrar uma resposta, ela guardou o celular e subiu para pegar os contratos que havia assinado com Daisy no ano anterior.
Quando assinou esses contratos, ela os leu com atenção e, na verdade, não havia nada de estranho neles.
Depois de pensar um pouco, ela saiu de carro, sem sequer se maquiar, e foi direto para a Advocacia Fonseca.
Quando chegou, viu Lucas saindo de um Bentley cinza-prateado. Ela rapidamente abaixou o vidro do carro e chamou: — Sr. Fonseca.
Lucas parou e se virou. Seus olhos escuros e profundos encontraram um rosto bonito e sem maquiagem.
Luna desceu rapidamente do carro, trancou-o e se aproximou dele. — Tenho algo muito importante para discutir com você.
Vendo sua expressão séria, Lucas assentiu. — Venha ao meu escritório.
No escritório, Lucas tirou o paletó e perguntou com um tom neutro: — Café ou chá?
— Tanto faz.
A assistente entendeu, assentiu e saiu. Pouco depois, voltou com uma xícara de café preto e um cappuccino.
Lucas estava examinando os três contratos que ela trouxera. Ele lia com muita atenção, sem deixar passar uma única cláusula ou palavra.
— Isso... não é o suficiente?
— Você conseguiu alguma prova? Tirou fotos?
O olhar do homem era tão penetrante que parecia impossível escapar. Sob essa pressão, ela teve que mentir: — Ontem fiquei tão chocada que não consegui reagir a tempo, esqueci de tirar fotos.
No momento, ela só tinha aquela mensagem de texto, mas precisava que Lucas acreditasse nela, pois só ele poderia ajudá-la!
Ela estava à beira de um penhasco. Com um simples empurrão de Daisy, poderia cair no abismo a qualquer momento.
— O capital inicial, você investiu três milhões? — Os dedos de Lucas batiam levemente em um dos acordos de acionistas.
— Quando ela quis abrir o salão, disse que não tinha fundos suficientes. Aqueles três milhões foram, na verdade, um empréstimo que fiz a ela. Depois, ela disse que, para me agradecer e como forma de me pagar, me deu um acordo de acionista e o contrato de representante legal.
Ela via Mateus como a pessoa mais próxima e, com Daisy a tratando como uma filha, nunca desconfiou deles.
E Daisy usou justamente essa confiança a seu favor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....