Entrar Via

O Segredo por Trás da Traição romance Capítulo 53

Enquanto Luna existisse, ela nunca teria essa oportunidade.

Nesta vida, ela estava destinada a ser escondida por Mateus em um porão escuro e úmido.

Longe da luz.

O ressentimento que sentia por Luna se aprofundou ainda mais naquele momento.

No início, ela invejava a família de Luna, sua beleza, sua elegância e inteligência. Depois... passou a invejar tudo sobre ela, a imaginar como seria se tudo aquilo fosse seu. E se a posição de esposa de Mateus fosse dela?

Ela queria desfrutar de todos os privilégios e da felicidade que Mateus havia dado a Luna.

Invejava todos os olhares de admiração e respeito que os outros lhe dirigiam.

Os olhos de Catarina se encheram de um ódio e inveja incontroláveis. Por fim, ela mordeu o lábio e baixou a cabeça, suprimindo todas aquelas emoções com força.

A cerimônia começou com o discurso do reitor, seguido por uma exposição sobre a história da universidade e, depois, os discursos dos ex-alunos famosos e dos melhores alunos atuais.

Dois ex-alunos famosos discursaram: um era Mateus, e o outro... Lucas.

Em contraste com a eloquência e o discurso articulado de Mateus, o de Lucas foi muito simples. Agradeceu à universidade por sua formação, expressou respeito por seus professores e compartilhou suas esperanças para os estudantes. Com sete ou oito frases, ele terminou, fez uma reverência e desceu do palco com uma expressão serena.

Luna achou graça e um leve sorriso surgiu em seus lábios.

A cerimônia de abertura terminou ao meio-dia e quinze. À tarde, haveria apresentações artísticas dos alunos no auditório.

Ao saírem do auditório, Mateus recusou educadamente o convite para almoçar do Diretor Menezes, dizendo que queria acompanhar Luna ao refeitório, uma oportunidade que não tinham com frequência.

Todos que ouviram comentaram sobre como o relacionamento deles era bom e como ele era um marido atencioso.

Luna já tinha ouvido esse tipo de elogio muitas vezes; agora, soava apenas irônico.

Depois de se despedirem do Diretor Menezes e dos outros, Mateus pegou a mão de Luna e eles se dirigiram ao refeitório 2, o mais próximo.

— Ah, faz tanto tempo que não como no refeitório, que saudade! — disse Catarina, com sua bandeja na fila atrás de Luna, com um sorriso nostálgico.

— Sim, nós costumávamos ir muito ao refeitório 4. A costelinha agridoce de lá é deliciosa. — Luna concordou.

O refeitório 4 era o mais próximo do departamento de artes, mas ficava longe do de finanças; levava quase 15 minutos de bicicleta.

Naquela época, Mateus sabia que ela adorava a costelinha agridoce e, sempre que tinha no refeitório 4, ele ia de bicicleta comprar para ela.

Fizesse chuva ou fizesse sol.

O Mateus de antes era puro em seus sentimentos por ela. Talvez o de agora também fosse, mas não completamente.

Ao ouvir isso, Mateus se virou para olhá-la, seus olhos cheios de ternura e afeto.

— Se eu soubesse, teríamos ido ao refeitório 4. Será que hoje tem a sua costelinha agridoce favorita? O peixe ao molho de vinho de arroz de lá também é muito bom.

— Não tem problema, a comida do refeitório 2 também é boa. — Luna sorriu.

Os três pegaram sua comida e encontraram uma mesa vazia. O refeitório estava bem cheio.

Catarina perguntou:

— Vocês vão assistir às apresentações artísticas à tarde?

Mateus olhou para Luna.

Luna disse:

Luna não era boba; via claramente que Catarina estava tentando se livrar dela.

— Catarina, vamos dar uma olhada na quadra de basquete?

Os olhos de Catarina brilharam.

— Claro, vamos.

Luna ficou surpresa. Pensou que ela aproveitaria a oportunidade para se separar dela, mas, em vez disso, ela concordou em ir junto.

A quadra de basquete ficava a cerca de dez minutos de caminhada. Quando estavam quase chegando, Catarina apertou a barriga e franziu a testa.

— Luna, pode ir na frente. Acho que minha menstruação desceu. Preciso ir ao banheiro.

Luna não sabia se elogiava sua atuação ou a criticava.

Ela adivinhou o motivo pelo qual Catarina queria se livrar dela: provavelmente para encontrar Mateus.

Seu coração se apertou, mas ela entrou no jogo.

— Não manchou sua saia. Você trouxe absorvente?

— Trouxe.

— Então vá rápido. Vou ver se encontro um lugar para sentarmos.

— Certo.

Quando a figura dela se distanciou, Luna estava prestes a segui-la quando seu celular tocou com uma nova mensagem: [Na antiga sala de equipamentos esportivos, Catarina e Mateus estarão tendo um encontro secreto!]

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição