Como uma pessoa assim poderia ser digna de entrar para a Família Fonseca?!
A avó Fonseca lançou um olhar indiferente para ela com seus olhos turvos, fazendo a voz de Larissa cessar abruptamente e ela fechar a boca.
A velha senhora não comentou o assunto, como se não tivesse dado importância, e continuou amavelmente:
— Vamos.
A enfermeira parou de chorar, virou a cabeça observando-as se afastarem, respirou fundo e empurrou o carrinho para dentro do quarto de Yolanda.
— Sra. Nobre, vim colher seu sangue.
Yolanda baixou o livro, ergueu a manga e sorriu para ela:
— Tudo bem, desculpe o incômodo.
A enfermeira passou o algodão com álcool na dobra do braço dela, procurando a veia, e disse:
— Sra. Nobre, fiz como a senhora pediu, mas a velha senhora não teve nenhuma reação.
— Hum, entendi — respondeu Yolanda, com o canto dos olhos levantado, sem demonstrar emoção. — Obrigada pelo esforço, vou pedir para transferirem o dinheiro para você hoje.
— Não foi nada, não foi nada.
A enfermeira sorriu e, após a coleta, saiu do quarto.
Yolanda pressionou o algodão no braço, e um sorriso sutil surgiu em seus olhos claros e suaves.
Era preciso vacinar a velha senhora contra Luna, plantar uma semente de preconceito para facilitar seus planos futuros.
Uma vez só não teria grande efeito, mas e se fossem várias?
Se a conduta de Luna parecesse inadequada, mesmo que o amor de Lucas fosse profundo, a avó jamais concordaria que ela entrasse para a Família Fonseca.
Ela olhou a data e calculou mentalmente: Clara Barbosa e Catarina, essas duas peças do tabuleiro, precisavam ser bem utilizadas para não serem desperdiçadas.
*
Depois de resolver os assuntos do escritório, Lucas começou a se preparar para ir à Cidade C.
No dia anterior à partida, ele foi ao hospital conversar com Júlio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....