Lucas, vendo-a naquele estado atordoado, não pôde deixar de rir. Ele bicou os lábios dela novamente.
— Se está tonta, feche os olhos e durma um pouco. Vamos para casa.
Dito isso, ele puxou o cinto de segurança e o afivelou nela, deu a volta no carro, sentou-se no banco do motorista, ligou o veículo e desapareceu no fluxo movimentado e barulhento do trânsito.
Meia hora depois, o carro chegou ao estacionamento subterrâneo do Jardim da Margem Esquerda.
Lucas tirou Luna do banco do passageiro e a ouviu resmungar com a testa franzida:
— Água... eu quero beber água.
— Tudo bem, vou te dar água agorinha.
Lucas caminhou a passos largos até o elevador. Após o reconhecimento facial, o elevador parou diretamente no 15º andar.
Ele não hesitou como da última vez; carregou-a diretamente para dentro de casa.
Cheese, ao ouvir o barulho, correu esfregando-se nas pernas dele, miando sem parar.
Se fosse em outro momento, Lucas certamente se abaixaria para pegar o gato e fazer um carinho, mas agora ele estava com Luna nos braços, sem mãos livres e, momentaneamente, sem cabeça para isso.
Ele carregou Luna até seu quarto principal, com Cheese seguindo logo atrás.
Lucas colocou Luna na cama, tirou os sapatos de salto alto dela, depois tirou o próprio paletó, arregaçou as mangas da camisa e foi para a cozinha preparar uma água com limão e mel para ela.
Ao voltar para o quarto, ele ajudou Luna a se sentar e levou o copo aos lábios dela.
Só quando a sensação de secura e queimação na garganta foi aliviada é que Luna semicerrou os olhos e tentou se levantar da cama.
Lucas a segurou firmemente.
— O que foi? Aonde você vai?
— Tirar a maquiagem, tomar banho.
Depois de um dia agitado, ela havia suado e, mesmo bêbada, não suportava aquela sensação pegajosa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Segredo por Trás da Traição
Porque não abre os capítulos? Que chato,não quer liberar? normal, é só não disponibilizar, mas já que disponibilizou libera os capítulos....