[Peyton]
"E-eu?"
"Você deu a ela uma esperança pela qual ela havia parado de procurar. Eu sei que estou pedindo demais..." ele apertou a mandíbula. "Mas... você pode protegê-la, por favor?"
"E-eu..." Eu apertei o conserta-tudo na minha mão e baixei o olhar.
Como posso proteger alguém quando estou à mercê dos senhores demônios?
"O fato de você estar aqui hoje significa algo. Talvez seja o destino..." Azum olhou para Zosha.
"Hã?" Eu inclinei a cabeça.
Ele olhou para mim novamente.
"Você. Sua música da alma. A harmonia que sua música da alma cria junto à dela gera uma melodia misteriosa que até mesmo eu não posso definir ou reproduzir."
"Minha música da alma?"
As nossas cabeças viraram rapidamente para o som dos passos distantes ecoando pelo corredor.
"Eles chegaram", murmurou Azum, sua voz dominada pela determinação de proteger.
Minha respiração ficou superficial, meus dedos frios de medo.
Ajoelhei-me entre Zosha e a criança inconsciente, segurando o conserta-tudo antes de colocá-lo ao meu lado.
Não havia nada para decidir ou escolher. Eu tinha que ajudá-las. Mas como?
Não entre em pânico. Pense, Peyton. Pense.
Minha mente correu, buscando qualquer solução quando meus olhos caíram sobre o tudo-em-um.
"Certo! O tudo-em-um. Eu posso escondê-los aqui por enquanto. Azum—”
Azum estava perto da porta, seu sobretudo esvoaçando enquanto ele fechava parcialmente as portas, nos escondendo das autoridades que se aproximavam.
Eu estiquei a boca do tudo-em-um. Exatamente nesse momento, com um estalo e um zunido, Boredbones saltou da bolsa, agarrou Zosha e a criança pelas mãos e mergulhou de volta na bolsa com eles.
Eu olhava para a bolsa, de olhos arregalados, lutando para processar o que acabara de acontecer. Lana me deu um sacudida forte, me trazendo de volta à urgência da realidade. Eu mexi no tudo-em-um, segurei a mão de Lana, e nos escondemos atrás de uma estante.
"Oficiais, que prazer. O que os trazem aqui hoje?" Eu ouvi Azum dizer.
"Estamos em busca de um felino-humano. Sabemos que ela está aqui, e que você tem ajudado ela. Precisamos revistar este local e encaminhá-lo para interrogatório. Você tem todo o direito de resistir, atacar ou tentar fugir", disse um oficial.
"Nah. Isso é muito trabalho. Eu vou cooperar", disse Azum.
"Obrigado por nos poupar o problema."
"Claro, oficial. Nada ilegal aqui. Eu ajudei aquele felino com esquilos feridos. Eu não sabia que curar era um crime." Azum riu fraquinha.
"Curar não é, mas atacar policias em serviço e raptar um paciente VIP é. Se você sabe algo sobre aquele felino-humano, é melhor nos dizer. Este é o seu último ano de faculdade. Você não gostaria de arriscar sua licença por um incômodo, gostaria?" O oficial colocou uma mão no ombro de Azum, projetando sua sombra sobre ele.
Eu abracei a bolsa mais perto do meu peito, tentando não respirar.
"Claro que não, oficial. A felina estava aqui", disse Azum calmamente, apontando para a destruição ao redor deles. "Ela teve uma erupção de poder, depois desapareceu. Não sei onde ela está agora, mas vou informá-los se ela voltar."



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