Daniel negou inconscientemente:
— Não.
A avó e o pai olharam para ele, curiosos com a declaração incompleta:
— Nós já... o quê? O que exatamente aconteceu?
— Já encontramos um lugar para usar como nossa casa conjugal, então ela não está zangada.
Desde a infância até a idade adulta, Daniel sempre relatou apenas boas notícias e nunca más notícias. Havia assumido o controle do Grupo há apenas alguns anos — ninguém na empresa o respeitava no início, e ele estava sob muita pressão, sem nunca reclamar com a família. Se era capaz de lidar com assuntos oficiais sem revelar nada, seria ainda menos provável que revelasse seus assuntos privados.
Sem contar que tudo pode acontecer em um mês. Ele estava convencido de que Alana tinha mais um truque na manga. Depois de toda aquela discussão, eles ainda não se haviam divorciado de verdade — seria desnecessário preocupar a família.
— Não está zangada? — A avó pensou consigo mesma que Alana e Daniel estavam agindo de forma estranha nas últimas vezes em que os vira. Ela perguntou, hesitante: — Você tem certeza de que ela não está realmente com raiva e que não simplesmente não se importa mais com você?
— Sério? — Daniel ficou um tanto desconfortável.
Ele fez isso por uma mulher. Alana era verdadeiramente sua nêmesis.
A avó olhou para ele por alguns segundos, depois para o pai e disse:
— Filho, as palavras dele não são muito confiáveis. Ligue para a Alana — quero perguntar a ela.
— Mãe, você conhece bem o Daniel. Ele nunca recua e tem uma grande capacidade de execução. Não há nada nem ninguém que ele não consiga enfrentar.
O pai decidiu confiar no filho.
Daniel levou a mão aos ombros e ao pescoço, levantou-se e disse:
— Vovó, pai, está ficando tarde. Estou cansado depois de um longo dia de trabalho. Vou subir descansar.
— Por que você está subindo? — A avó pegou sua bengala. — Volte para casa e durma com sua esposa!
— É, a Alana ficará com medo se for deixada sozinha em casa. — O pai levantou-se, pegou o casaco e o colocou sobre os ombros do filho. — Tenha cuidado na estrada. Resolva essa questão do contrato o mais rápido possível, senão sua mãe vai se preocupar de novo.
....
Alana não conseguia descrever o que sentia naquele momento.
Uma mistura de sabores.
Ela nem havia almoçado e estava ocupada preparando o manuscrito para as semifinais com o laptop. Só quando ficou completamente escuro lá dentro é que voltou a si, trazida por um ruído vindo do estômago.
Pegou o celular, que estava no modo silencioso — ele exibia inúmeras chamadas e mensagens perdidas.
A maior parte envolvia Areta e Suzi.
Talvez tivesse sido Eduardo quem contou a Suzi sobre o divórcio.
No entanto, desta vez, o tom de Suzi era bem menos animado e surpreso do que antes:
Você já recebeu seu certificado?
Alana respondeu:
Não. Após um período de reflexão de um mês, obteremos a certidão de divórcio. Mas durante este mês, é como se já estivéssemos divorciados.
Suzi enviou um grande emoji sorrindo:
A maior diferença é: você pode se divorciar ou... desistir.
Ela achava o casamento de Alana muito misterioso. A questão principal era: com base na experiência do último divórcio, por que achava que Daniel não queria se divorciar?
Alana optou por permanecer em silêncio — provaria a Suzi, por meio de suas ações, que o divórcio era inevitável.
Ela fechou a janela de b**e-papo e abriu as mensagens de Areta:
Qual é exatamente a situação atual entre você e o Daniel?
Casas não são vendidas tão facilmente!
Não espere até que a casa seja vendida para agir!
Por favor, diga alguma coisa! Você nunca responde às minhas mensagens!
Alana sabia que, se respondesse, Areta teria inúmeras perguntas para fazê-la desistir do divórcio. Após refletir, ela respondeu:
Já fomos ao Cartório de Registro Civil para concluir o processo. Depois do período de reflexão de um mês, receberemos nossas certidões de divórcio diretamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oito Segundos para o Arrependimento do CEO