Uma hora depois, no hospital municipal.
Alana foi ao pronto-socorro, e o médico fez um exame geral em Areta:
— Não é nada sério. Ela pode pegar um resfriado ou febre depois de se recuperar, então vamos dar a ela algum remédio preventivo.
A caminho do hospital, o motorista havia ligado o aquecedor na potência máxima. Areta havia se recuperado um pouco, mas estava com o nariz escorrendo e espirrando sem parar. Seu rosto, que estava pálido e acinzentado, ficou levemente corado.
Alana agradeceu ao médico, deu os remédios para Areta e saiu com ela.
Ela acenou para um táxi na entrada do hospital:
— Para o Apartamento.
Ao ouvir isso, Areta a agarrou imediatamente:
— Onde fica o Apartamento ? Não vamos voltar para a casa do Daniel?
O motorista parou o carro:
— Para onde estamos indo?
— Apartamento na avenida central. — Alana respondeu ao motorista sem hesitar, depois se virou para Areta: — Eu me mudei da casa dele.
— Por que você se mudou? — Areta beliscou o braço dela com raiva. — Eles te expulsaram? Você não deveria ter ido embora. Vocês foram marido e mulher por um tempo.
Areta continuou falando, fazendo com que o motorista ficasse olhando para elas pelo retrovisor.
Alana não teve escolha a não ser franzir a testa e dizer:
— Se você disser isso de novo, eu te mando de volta para a casa do papai.
— Não! — Areta a soltou imediatamente. — Eu vou até a sua casa.
Finalmente as coisas se acalmaram, e Alana virou a cabeça para olhar pela janela.
A vista noturna da cidade no inverno era belíssima, com luzes deslumbrantes iluminando toda a paisagem.
O táxi parou na entrada do condomínio. Alana pagou a corrida e saiu.
Areta, que havia descido primeiro, olhou ao redor da vizinhança:
— Quando você comprou uma casa aqui?
— Está alugada. — Alana entregou-lhe o casaco de plumas, com o próprio corpo todo envolto no vento gélido. — Vamos entrar depressa.
— Alugada? — Areta a alcançou e perguntou enquanto caminhavam: — Quanto dinheiro você tem? Você não conseguiu comprar uma casa depois de dois anos casada com o Daniel?
Alana caminhava muito rápido. Mantinha a cabeça baixa e o pescoço enfiado no suéter de gola alta, mas ainda assim tremia de frio. Queria chegar em casa rapidamente e não teve tempo de responder.
Areta insistiu implacavelmente:
— Ou você tem dinheiro, mas não comprou uma casa? O dinheiro está em seu nome? Se vocês se divorciarem, haverá partilha de bens. Por que você não transfere o dinheiro para o meu nome? Assim, eu posso receber um pouco mais.
— Só tenho cento e cinquenta mil comigo.
Assim que entrou no prédio, estava muito mais quente. Alana saiu do elevador e acrescentou:
— Nem carro eu tenho.
As portas do elevador se abriram e ela entrou primeiro.
Areta saiu do transe e a seguiu rapidamente.
Dentro do elevador, estavam apenas as duas. Alana não conseguiu escapar da enxurrada de perguntas:
— Por que você se divorciou do Daniel? Se queria o divórcio, por que não pensou no seu próprio futuro? Por que não transferiu alguns bens antes?
Alana observou os números do elevador subirem:
— O que aconteceu entre você e o meu pai? Se não for nada sério, eu te levo para casa amanhã.
Areta revirou os olhos:
— É tudo culpa sua. Você é desobediente e me arrastou para o fundo do poço junto!
Alana não sabia o que dizer.
Ao chegar em casa, ela imediatamente ferveu água e preparou um chá de gengibre com açúcar mascavo. Ela também precisava se aquecer — senão não aguentaria.
Areta tirou o casaco de plumas, vestiu uma camisola cara e olhou ao redor da pequena casa alugada, de dentro para fora. Não conseguiu esconder o desgosto enquanto caminhava até a mesa, puxava uma cadeira e se sentava:

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