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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 27

A luz do sol da manhã era intensa, banhando toda a enfermaria em um brilho dourado deslumbrante. Dentro do quarto ao lado, Daniel olhava para a mulher na cama com uma voz carregada de profunda preocupação:

— O trabalho não é importante.

Para ele, Mariela era nitidamente mais importante do que qualquer compromisso profissional. Do lado de fora, no corredor, as mãos de Alana, que pendiam sobre suas pernas na cadeira de rodas, fecharam-se involuntariamente, agarrando com força a barra da roupa. As pontas de seus dedos ficaram brancas e seu rosto empalideceu gradualmente. Sua aparência, já abatida pelo acidente, tornou-se ainda mais desoladora.

— Aquele... — Suzi começou a dizer algo, pronta para explodir, mas Alana rapidamente segurou sua mão e balançou a cabeça negativamente.

— Vamos.

Alana sabia que não era boa com as palavras e sua mobilidade estava limitada; se as coisas saíssem do controle e Suzi a defendesse, o confronto com Daniel seria inevitável e desgastante. Além disso, uma ideia amarga passou por sua mente: ele estava apenas acompanhando Mariela ao médico na noite anterior, por isso não atendeu. Isso era "melhor" do que a imagem deles dormindo juntos que ela alimentara a noite toda, não era?

Suzi, relutante, lançou um olhar fulminante para os dois dentro da enfermaria. Mariela removeu a bandagem do pulso, revelando apenas uma leve vermelhidão, e o girou com charme.

— Veja, agora está tudo bem — disse Mariela, saindo da cama e caminhando até o homem para puxar a manga da camisa dele. — Por favor, me deixe sair do hospital. Eu realmente não gosto de ficar aqui.

Daniel segurou o pulso dela, examinou-o cuidadosamente e cedeu, impotente: — Está bem.

Um sorriso vitorioso espalhou-se pelo rosto de Mariela enquanto ela entrelaçava seu braço no dele, conduzindo-o para fora. Eles não deram dois passos antes de pararem abruptamente. Ao atravessarem a porta, seus olhares se cruzaram inesperadamente com os de Alana e Suzi.

Alana tentava convencer a amiga a se retirar, mas seu olhar acabou fixo em Daniel. Observando os gestos íntimos dos dois, ela hesitou. No instante em que seus olhos frios encontraram o olhar profundo dele, ela se obrigou a manter a calma e desviou o rosto.

— Suzi, vamos embora — pediu Alana, com a voz baixa.

Suzi mostrou o dedo médio para Daniel antes de empurrar a cadeira de rodas com força. Atrás delas, a voz surpresa de Mariela ecoou pelo corredor: — Daniel, aquela não é a sua empregada? A outra também me parece familiar...

O rosto anguloso de Daniel ficou tenso. A gaze na testa de Alana era particularmente chamativa e gritava que algo sério havia acontecido. Como se tivesse uma ideia repentina, ele tirou o celular do bolso. O aparelho, que estivera no modo silencioso, exibia inúmeras chamadas perdidas. Alana ligara repetidamente.

O que aconteceu ontem à noite?

Ele podia ser frio ou cruel em suas decisões, mas não era insensível. Era genuinamente inadequado que um marido desconhecesse que a esposa estava hospitalizada. Mariela observou discretamente a mudança de humor dele e perguntou cautelosamente: — Daniel, por que você ficou em silêncio? Depois da reunião, você poderia me ajudar com a mudança?

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