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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 35

O nome do remetente no pacote era claro: Sra. Alana. Quase instantaneamente, Daniel adivinhou o conteúdo. Seus olhos tornaram-se frios, cobertos por uma camada de gelo que parecia congelar o ambiente ao redor.

— Daniel, o que é isso? — Mariela, que permanecia sentada com os cotovelos apoiados nos braços da cadeira, perguntou com uma preocupação calculada.

— Saia primeiro — interrompeu Daniel. Seu tom era mais cortante do que nunca.

Mariela sentiu-se momentaneamente constrangida diante de Bruno, mas rapidamente recuperou a compostura, levantando-se com naturalidade.

— Muito bem, vou deixá-lo trabalhar.

Após ela sair, o silêncio no escritório tornou-se sufocante. Bruno já havia previsto o que havia no pacote, mas ainda custava a acreditar: Alana estava mesmo decidida a levar o divórcio adiante?

Daniel abriu o envelope e retirou o documento. As palavras "Acordo de Divórcio" saltaram aos seus olhos. Com um gesto brusco, ele jogou os papéis sobre a mesa, levantou-se e foi para a varanda fumar. Frustração, depressão e uma onda de emoções negativas o invadiram — e tudo isso fora provocado por Alana.

— Presidente Daniel — começou Bruno, interrompendo o silêncio. — Há um almoço de negócios ao meio-dia. O plano é levar o Sr. Eliote para conhecer o CEO da Evergrande.

A agenda de Daniel fora organizada com antecedência, antes do desentendimento com Alana chegar a esse ponto. Mas agora, tudo mudara.

— O almoço continua de pé? — insistiu Bruno.

— Cancele — sentenciou Daniel. — Não quero mais me envolver em nada relacionado à família Bratz.

Bruno assentiu; ele também não tinha interesse em lidar com Eliote. Ele então colocou outro documento na mesa: o relatório do paradeiro de Alana nos últimos dois dias. O relatório incluia a cena da noite anterior, quando Eduardo abraçou Alana na entrada do prédio, e o fato de ela ter começado a trabalhar na Totws.

Bruno sentiu um arrepio. Ele sabia que Daniel havia proibido qualquer empresa de contratá-la, mas agora entendia que Eduardo, como sócio da Totws, abrira uma exceção. O assistente temia a reação do chefe e permaneceu calado.

Daniel olhou para os documentos de soslaio e desviou o olhar.

— Jogue fora.

Ele estava convencido de que Alana não ousaria fazer nada ultrajante. Para ele, ela estava apenas sendo "cegada pela ganância" de Eliote, tentando ameaçá-lo com o divórcio para conseguir algo. Nos últimos dois anos, sua impressão dela era a de uma mulher humilde e dependente. Ele decidiu que não precisava vigiá-la; apenas esperaria que ela desistisse e voltasse por conta própria. Jamais daria a ela uma saída fácil.

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