Mariela disse instintivamente:
— Impossível.
A casa de Alana não era a mesma que a de Daniel. Como alguém poderia cozinhar para Alana lá?
— Eu os ouvi dizer isso com meus próprios ouvidos! — disse Amanda com convicção.
Houve silêncio do outro lado da linha por alguns segundos. Mariela deu uma desculpa para desligar e discou imediatamente outro número.
— Fique de olho em cada passo de Alana — ela ordenou. — Para onde ela vai e com quem ela se encontra.
Às cinco horas da tarde, Alana saiu do trabalho pontualmente.
Ela havia combinado de se encontrar na rua seguinte para evitar ser vista por pessoas da empresa e causar mal-entendidos. Ao sair do prédio, tirou o celular da bolsa e ligou para a tia Lulu.
— Tia Lulu, não irei para casa jantar esta noite.
Instintivamente, a tia Lulu perguntou:
— O Sr.Craig vai voltar?
As ruas estavam lotadas no horário de saída. Alana passou pelos pedestres e sussurrou:
— Não sei. Você pode ligar e perguntar, e dizer a ele que estou fazendo hora extra esta noite e não estarei em casa para o jantar.
— Está bem — concordou prontamente a tia Lulu.
Alana guardou o celular, acelerou o passo e chegou à rua seguinte, onde avistou imediatamente o SUV que a esperava.
Ao vê-la chegar, a porta do passageiro foi aberta por dentro.
Isso fez com que Alana, que estava prestes a entrar no banco de trás, parasse por um momento antes de contornar a frente do carro e sentar no banco do passageiro.
— Você está esperando há muito tempo?
Havia levado cerca de cinco ou seis minutos caminhando. O início da noite de inverno estava frio, e seu nariz estava vermelho, o que deixava sua voz levemente anasalada.
O aquecedor do carro foi ligado imediatamente:
— Acabei de chegar. A Suzi já comprou os ingredientes, então vamos direto para lá.
— Ela que pagou? — Alana parou de apertar o cinto de segurança. — A gente havia combinado que eu pagaria, e agora é ela de novo.
— Não seja tão formal com a gente. Estamos só aproveitando a oportunidade para sentar juntos. Não importa quem paga.
Depois que o carro partiu, ele olhou pelo retrovisor e viu alguém segurando uma câmera, tirando fotos da traseira do veículo.
Instintivamente, ele pisou no freio.
Alana perdeu o equilíbrio e quase foi jogada para frente:
— O que foi?
Ela virou a cabeça, olhando na mesma direção. Ele se virou, soltou o freio e acelerou:
— Desculpe, acho que vi alguém conhecido.
As ruas estavam cheias de pedestres, mas ela não notou nada de incomum. Ele olhou em volta mais uma vez, mas não conseguiu encontrar a pessoa.
— Deveríamos descer e cumprimentá-la?
— Não precisa. Devo ter me confundido.
Ele não queria dizer nada sobre o qual não tivesse certeza, com medo de causar preocupação e mal-entendidos desnecessários.
Eram cerca de vinte minutos de carro até o condomínio. Veículos de fora precisavam se registrar na entrada, mas quando chegaram ao portão, ele buzinou duas vezes, o segurança saiu da cabine, reconheceu o carro e levantou imediatamente a cancela.
Alana disse, prestes a desabotoar o cinto:
— Vou me registrar, você entra primeiro.
— Não precisa.
Ela ficou boquiaberta:
— Não entendo gente rica. Comprar um apartamento é como comprar qualquer coisa, e ainda assim nem precisam registrar a placa.
O segurança, segurando um punhado de sementes de girassol, observou o carro virar a esquina. Não entendia muito de veículos, mas pelo simples fato de alguém comprar um apartamento apenas por conveniência, concluiu que se tratava de alguém muito bem de vida.
Quanto à questão de alguém lhe pagar para impedir a entrada de estranhos... eles compraram uma casa. Agora pertenciam ao bairro.
O carro foi estacionado na entrada do prédio. Quando Alana saiu e fechou a porta, perguntou curiosa:
— Por que você não precisou se registrar?
— Dei um agrado ao segurança certa vez — ele respondeu com uma risada. — Pode subir, a Suzi já chegou.

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