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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 63

Alana enxugou as mãos sem querer no avental e foi rapidamente até a sala pegar o celular.

Ela pressionou o dedo indicador nos lábios, sinalizando pra amiga ficar quieta, e foi até a varanda atender.

— Onde você está? — A voz de Daniel soou pelo telefone, preguiçosa e indiferente, mas com aquele toque de quem quer controlar tudo.

Alana enrolou uma mecha de cabelo entre os dedos, com o coração acelerado:

— Fazendo hora extra.

Daniel soltou um "hm" pelo nariz.

Um silêncio pesado se instalou — tão fundo que Alana achou que a ligação tinha caído. Ela olhou pra tela pra confirmar que ainda estava conectada.

— Se não tiver mais nada, vou desligar.

— Que horas você volta? — Daniel perguntou de novo. — Vou te buscar.

Vir me buscar? Alana jamais sonhou com isso.

Sem pensar, ela respondeu:

— Como assim?

— Desce daqui a meia hora. — O tom de Daniel era claramente impaciente.

— Não precisa.

Ele tomou a iniciativa pela primeira vez. Ela recusou pela primeira vez.

— Não precisa? — O tom de Daniel soou um tanto cético, mas logo ele disse com leveza: — Tudo bem, você se vira pra voltar sozinha.

Ele desligou.

Irritado, ele tinha ouvido da funcionária que Alana estava fazendo hora extra — e, sem nem perceber, teve o impulso de ir buscá-la.

Ela recusou, e a frustração dele virou deboche.

Será que ela está se fazendo de difícil pra que eu corra atrás dela?

Ele simplesmente não foi — queria ver o quanto ela ia se arrepender.

Logo depois, pegou as chaves do carro, saiu da empresa e foi direto pra casa.

Meia hora depois, chegou ao destino e saiu do carro.

O celular vibrou no bolso, e ele atendeu enquanto subia os degraus.

Tinha dado apenas alguns passos quando parou de repente, com o olhar fechado.

Pelo celular, Alana estava entrando no carro de outro homem — eles seguiram em direção ao condomínio.

As veias da mão que segurava o celular saltaram. Ele quase cerrou os dentes — não era à toa que ela não precisava de carona; estava fingindo culpa!

Depois de desligar a chamada de Daniel, Alana ficou com um frio na barriga sem conseguir explicar bem o porquê.

Quando voltou pra cozinha, ele já tinha terminado o último prato.

— Pode sentar, a mesa tá posta. — Ele tirou o avental e foi levando os pratos.

A amiga já estava sentada à mesa de pernas cruzadas, os olhando agitados, enquanto ela mesma não fazia nada além de tagarelar.

— O Daniel não pediu pra você voltar pra casa?

Alana colocou duas tigelas de sopa na mesa e balançou a cabeça:

— Ele disse que viria me buscar, mas eu recusei.

Ela ficou pensando: Será que eu menti e Daniel descobriu?

Pensando bem, se ele tivesse descoberto de verdade, não teria ficado tão calmo na ligação.

— Vamos comer primeiro. — Ele sentou e distribuiu os talheres pra cada um.

Então olhou pra Alana e disse:

— Aquela competição que mencionei agora pouco pode ser inscrita por pessoa física.

Depois de ouvir sobre a competição, Alana tinha pesquisado as regras online.

Profissionais de grandes empresas de design podiam se inscrever direto na final nacional.

Já os designers independentes precisavam passar por várias fases eliminatórias antes de chegar lá.

Alana não tinha nem cogitado se inscrever:

— Tô cheia de trabalho, e no tempo livre preciso visitar meu irmão. Não tenho energia pra competição.

— O primeiro lugar no ranking nacional leva um milhão de reais de prêmio. O processo de seleção termina em três meses.

Ele baixou os olhos, escondendo o que sentia, mas continuou:

— A competição é online, o que pode ser difícil, mas acho que é uma oportunidade grande demais pra deixar passar.

Ele tinha pedido a alguém que avaliasse os esboços de design de Alana — e designers renomados tinham dito que ela era muito talentosa.

O tempo não apaga o talento de uma pessoa.

Principalmente agora que ela estava se dedicando tanto.

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