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Oito Segundos para o Arrependimento do CEO romance Capítulo 83

Alana não sorria na frente de Daniel há muito tempo. Principalmente esse tipo de riso genuíno.

Daniel lembrou-se cuidadosamente de que ela quase não havia sorrido desde que retornara. Nos dois anos de casamento, ele se lembrava de seus sorrisos — mas aqueles sempre carregavam um toque de cautela e bajulação.

Dentro do carro e no interior do restaurante, a sensação havia sido de estar em dois mundos completamente diferentes.

Ela havia respondido às mensagens de Eduardo com sinceridade, dizendo "obrigada" quase sempre. Mas se não dissesse obrigada, não saberia o que mais dizer — havia pensado muito antes de responder.

Eduardo, persevere. Você gosta de design, mas os negócios da família também exigem sua gestão. Deve ter sido difícil conciliar as responsabilidades com a busca pelos seus próprios sonhos.

Após responder à mensagem, Alana guardou o celular no bolso, abriu a porta do carro e saiu.

O brilho intenso da iluminação externa a envolveu quando entrou na casa. A cada passo que dava, o sorriso em seu rosto desaparecia um pouco. Assim que atravessou a porta, seu rosto pequeno voltou à expressão de cansaço habitual.

Alana atravessou o hall de entrada e imediatamente viu Daniel fumando perto das janelas francesas.

— Desculpe o atraso.

Ela havia combinado com a tia que não precisaria vir aos sábados e domingos. No sábado anterior, a avó havia saído e não havia nada para fazer na casa antiga, então a tia havia vindo cozinhar. Hoje ela não viria — mas Alana havia acabado de chegar e ainda nem havia começado a preparar o jantar.

Daniel deu uma tragada profunda no cigarro, a fumaça rodopiante obscurecendo seu rosto. Aquilo ocultava a angústia profunda em seus olhos, mas não conseguia esconder a aura tensa que emanava dele.

Inesperadamente, um único olhar dele a fez congelar no lugar, incapaz de se mover. O olhar do homem era gélido, o maxilar fino tenso — um sinal de raiva iminente.

Seria porque ela havia recusado jantar com ele mais cedo naquele dia? Ela não achava que fosse motivo suficiente para irritá-lo.

Os olhares se encontraram no ar, carregados de tensão. Após um instante, Daniel deu o primeiro passo, caminhando em sua direção.

Ele afastou ligeiramente a mão que segurava o cigarro e, com a outra, passou o braço em volta do pescoço dela, puxando-a para perto do peito:

— Onde você esteve? Conte para mim.

As últimas palavras foram proferidas entre os dentes.

O pescoço delicado de Alana foi pressionado até arder:

— Eu tinha um compromisso. Precisava sair.

Os lábios de Daniel se curvaram num sorriso sem humor:

— Que compromisso?

— Fomos visitar uma exposição de design. — Alana colocou as mãos no peito dele.

Através da fina camada da camisa, ela conseguia sentir claramente o calor do peito dele. O calor escaldante a fazia sentir-se desconfortável, especialmente a uma distância tão curta. Com o dedo mindinho pressionado contra o lado esquerdo do peito dele, as batidas fortes e poderosas do coração faziam o dela bater em uníssono.

— Como vai? — Daniel virou a cabeça e deu outra tragada no cigarro.

Suas sobrancelhas estavam franzidas, e seu perfil belamente esculpido surgiu diante de Alana. Ela sempre havia sido completamente indefesa diante de cada movimento dele.

Sentia como se algo estivesse corroendo lentamente seu coração — uma sensação de formigamento misturada com dor. Sua garganta parecia cheia de algodão, e ela não conseguia falar.

O estado atual dele indicava que, não importa o que ela dissesse, ele continuaria irritado. Mas mesmo que não dissesse nada, não conseguiria impedir a raiva dele.

— O quê? Você não entendeu? Você já não assumiu projetos individuais e projetou vilas para a Mansão Expo? Não consegue entender uma exposição de design? O que estava fazendo lá?

Daniel não quis mencionar Eduardo. Subconscientemente, queria extravasar sua raiva menosprezando Alana.

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