Ouvindo isso, Uriel ficou um pouco atordoado. Em seguida, apertou os olhos para ele:
— Você tá interessado neles?
Ledo assentiu:
— Uhum.
Uriel disse:
— Gente que não entende de feitiços estudando insetos é muito perigoso.
Ledo respondeu:
— Não tem problema. Mesmo se eu for envenenado por esses bichinhos, não vou culpar você.
Uriel apertou os lábios:
— Na Cidade M, quanto mais forte e perigoso for o inseto, mais caro ele é vendido. Você sabe o valor deles? Se eu colocar no mercado, a família Marques e a família Freitas vão se matar pra comprar.
Ledo fechou a cara:
— Você quer dinheiro? Quanto quer?
Uriel respondeu:
— Não tô querendo dinheiro.
Ledo, sem entender:
— Então qual o sentido do que você falou agora?
Uriel disse:
— Queria que você soubesse o quanto eles são valiosos.
Ledo apertou os lábios:
— Eu já entendi. E aí?
Uriel:
— ... E aí que, com um negócio tão valioso na mão, por que eu daria pra você? O que você quer fazer com eles?
Ledo disse:
— Tô muito interessado neles. Achei incrível esse negócio de bater nos outros à distância e também quero aprender.
Uriel disse:
— Você não sabe sobre feitiços, não tem como controlar os insetos.
Ledo disse:
— Aí já é problema meu. Você vai me dar ou não?
Uriel:
— ... Então voltamos à pergunta anterior: por que eu daria algo tão valioso pra você?
Ledo franziu a testa:
— O que você quer? A gente pode trocar.
Uriel apertou os olhos e disse:
— Eu quero a sua cobrinha de estimação.
O rosto de Ledo escureceu:
— Tá querendo morrer?
Uriel não se irritou, continuou na mesma:
— Então o papo acaba aqui. Eu não vou te dar isso de graça, a não ser que... você me deixe dar uma boa olhada nela.
Uriel pegou mais alguns insetos e os colocou na frente de Ledo.
— Se você concordar, eles já são seus.
Ledo ficou balançado, mas estava com medo de Cano correr perigo. Ele segurou o impulso e disse:
— Não quero!
Assim que Ledo terminou de falar, Cano de repente pôs a cabeça para fora, olhou pra Ledo botando a língua e disse:
— ... Quero.
Ledo resmungou:
— Quer o quê! Volta pra dentro, rápido.
Cano botou a língua pra fora de novo:
— ... Eu também tô muito interessado neles, pede alguns pra gente estudar. Não se preocupa comigo, esses peixes pequenos não conseguem me machucar.
Ledo hesitou. Cano botou a língua pra ele de novo:
— ... Aceita logo, eles não conseguem me machucar. Uma oportunidade dessas não aparece duas vezes.
Ledo:
— ... O Cano tá ficando cada vez mais culto agora.
Ele olhou fixamente para Cano por mais um momento, assentiu e disse a Uriel:
— Feito!
Ao ouvir isso, Cano foi logo para a palma da mão de Ledo, semicerrando os olhinhos para encarar Uriel.
— Quando ele tava nas últimas, foi você quem o salvou?
Ledo:
— Foi ué.
Uriel perguntou:
— Mas você não é médico, como você salvou ele?
Ledo respondeu de novo:
— Assunto pessoal, sem comentários.
Uriel franziu a testa e voltou a perguntar:
— E como você se comunica com ele?
Ledo disse:
— Falando ué.
Uriel:
— Ele só entende você ou entende tudo o que qualquer humano fala?
Ledo disse:
— Ele entende tudo o que humano fala.
Uriel ficou surpreso:
— Então as minhas palavras ele também entende.
Ledo confirmou:
— Entende sim.
Uriel ficou em choque encarando Cano!
Quando o tempo esgotou, Ledo logo fez menção de recolher Cano:
— Deu o tempo.
Uriel agarrou o pulso de Ledo num impulso:
— Posso tirar uma foto dele?
Ledo soltou a mão dele imediatamente:
— Não pode!
Ledo guardou Cano e esticou a mão pra pedir os insetos a Uriel.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....