Ledo perguntou:
— Andar de carro chama muita atenção?
Uriel assentiu:
— Uhum. Como tem poucos carros, todo mundo acha uma novidade. Qualquer um que vir vai ficar encarando, e isso facilita descobrirem a nossa rota.
Ledo disse:
— Lá fora tá cheio de carros. Já que a Cidade M não é tão fechada assim, por que não trazem mais carros? Carro é mais seguro, não acha?
Uriel explicou:
— A Cidade M tem muitas estradas de montanha, é mais prático usar carruagem. Além disso, a Cidade M é um lugar muito pobre, a maioria das pessoas não tem dinheiro pra comprar um carro.
Ledo ficou curioso:
— E como o pessoal da Cidade M ganha dinheiro?
Uriel disse:
— A maior parte das pessoas ganha a vida vendendo insetos e feitiços.
Ledo perguntou:
— Tem gente que compra insetos?
Uriel respondeu:
— Tem ué.
Ledo não conseguia entender:
— Todo mundo na Cidade M cria inseto, cada um devia saber criar os próprios insetos. Pra que comprar dos outros?
Uriel explicou:
— Algumas pessoas têm insetos bem comuns e, para melhorar seus próprios feitiços, pagam pra comprar insetos com um veneno mais forte de outras pessoas.
Ledo comentou:
— Mas por que os outros iriam vender? Eles não precisam pra eles mesmos?
Uriel disse:
— O que eles revendem costuma ser os insetos mais fracos que têm em mãos. Se tão dispostos a revender, é porque conseguiram outros melhores.
Ledo perguntou:
— Mas comprar os insetos também exige dinheiro. De onde sai o dinheiro pra eles comprarem os insetos?
Uriel respondeu:
— Eles compram os insetos, levam pra casa e usam pra estudar feitiços. Se tiverem sorte e criarem um feitiço poderoso, podem vender por um preço alto. O valor dos feitiços é muito maior que o dos insetos.
— Você pode comparar os insetos e feitiços a ervas medicinais e receitas. A receita pronta com certeza vale mais que as ervas.
— O inseto é como a erva medicinal, e o feitiço é como a receita médica.
Ledo entendeu e perguntou de novo:
— E as famílias grandes como a família Freitas e a família Marques também compram os insetos de outras pessoas?
Uriel disse:
— Geralmente não, a menos que achem algo muito bom. Por exemplo, se alguém encontrar por acidente um inseto novo nas montanhas dos fundos, com um veneno muito forte e que tem potencial para criar um feitiço poderoso, aí a família Marques e a família Freitas brigam para comprar.
Ledo perguntou:
Ledo perguntou:
— Qual das famílias tem os melhores negócios?
Uriel virou o rosto para olhar Ledo:
— Você tá bem interessado nos assuntos deles, né?
Ledo respondeu:
— Tô muito interessado na Cidade M.
Uriel alertou:
— Então você não deveria me perguntar. Deveria conversar com outras pessoas, eu não entendo muito sobre a Cidade M.
Ledo não se convenceu:
— Como você não entende da Cidade M? Impossível! Você mora aqui há tantos anos!
Uriel disse:
— Só conheço os assuntos da Isadora, não entendo dos da Cidade M.
Ledo:
— ?!
Uriel não explicou mais nada e continuou andando para a frente.
Ledo correu atrás e queria fazer mais perguntas, mas os dois já haviam chegado perto do jipe.
Alguns homens usando máscaras observavam os dois com muita cautela...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....
Que língua é essa?...
quando vão liberar mais capitulos...
coloca os proximos capitulo...