Querida sussurrou alguma coisa e Ledo riu alto.
— Boa ideia!
Valdeci deu um sorriso leve e olhou para Querida com ainda mais carinho.
Querida era aquele tipo de pessoa que todos adoravam, bondosa, inteligente e amável.
— Me dá a coisa, vou repassar pra outra pessoa fazer.
Querida balançou a cabeça:
— Uhum!
Assim que a carruagem parou, Valdeci desceu primeiro, passou a coisa para o cocheiro e sussurrou algumas instruções.
O cocheiro confirmou, compenetrado:
— Entendi. Deixa comigo.
Valdeci:
— Bom trabalho. Pode ir.
O cocheiro virou-se e sumiu na escuridão.
Ledo ajudou Querida a sair, Valdeci avisou:
— Bota a capa. Tá muito frio.
Ledo pulou de volta para a carruagem em um instante, pegou a capa de Querida e ele mesmo a amarrou nela.
Querida encarou a multidão.
— A noite de hoje tá mais movimentada que a de anteontem.
Valdeci retrucou:
— A noite de hoje sempre é a mais agitada, pelo que ocorre todo ano na Cidade M.
Os três adentraram o formigueiro de gente.
Quando alguém percebeu a presença do trio, logo os fofoqueiros dispararam:
— Olha só, a namoradinha do Zacarias chegou!
— É ela mesma, achei que não teria peito de aparecer!
— Eu também, achei que tinha ficado sabendo que ia rolar disputa com Olegária hoje à noite, que se cagou e escondeu, mas pelo jeito tem as garras afiadas.
— Isso é não ter noção de perigo! Tá claro que ela não tem medo da Olegária, de repente até acha que vai ganhar.
— Ganhar da Olegária? Só nos sonhos! Hahaha...
A risadaria rolava alto.
Nesse exato momento, Olegária esperava pelo médico na sala de descanso. Ao ouvir a zoeira, foi até a janela.
Logo que os olhos dela caíram sobre Querida, ela franziu a testa.
Ao flagrar Zacarias correndo louco de alegria na direção de Querida, apertou o rosto de raiva, os dentes rangendo de inveja.
A funcionária adentrou a sala:
— Senhorita, o médico já está aqui.
Olegária desviou os olhos:
— Diga pra ele entrar, e você fica vigiando lá fora. Não deixa ninguém encostar aqui.
A funcionária confirmou com um meneio de cabeça:
— Certo.
A funcionária saiu, o médico da família Barros surgiu na porta.
— Senhorita.
Olegária tirou o frasco que a família Marques entregou e passou para o médico.
— Dá uma conferida pra ver do que se trata isso aí.
Sem demoras, ele apanhou, avaliou primeiro com os olhos, então cheirou na ponta da língua. Logo o rosto enrugou e mandou:
— Só por fora eu não sei o que é, pra saber direitinho o que compõe isso, preciso levar de volta pro meu cantinho e analisar fundo.
Olegária questionou:
— Dá pra saber se tem algum veneno?
Com o vidro sumindo da visão após a saída do médico, a funcionária apontou e disse:
— Corre lá fora, senhorita, seu irmão quase brigou de novo!
Olegária retorceu a face:
— Contra quem?
A funcionária declarou:
— O capacho do Onofre.
Olegária apertou os cenhos:
— Por que o meu irmão arrumaria conflito com ele?
A funcionária esclareceu:
— A falha não recai nele desta vez, a família Marques quem pecou. Ele encostou aqui carregando flores com doces. O seu irmão logo assumiu que foi pra ti. Pulou rindo a rodo para abraçar o fulano. Falou também que logo, logo voltaria a se encontrar com ele.
— O infeliz logo respondeu na cara dura e perante os convidados, que não é pra você e sim para a senhorita Fausta.
— Acelerou reto, sem dar bola pra mais ninguém. Direto pra família Freitas. Frente a todo o circo ali armado, bajulou a Fausta com os quitutes doces e floridos.
— A Fausta duvidou e interpelou de volta sobre estar entregando no lado errado da rua? Ele rebateu firme, alegando não ter errado.
— Comentou também sobre o machucado do seu patrão o proibir de bater perna aqui hoje, que mandou as flores e os docinhos pra Fausta para o tal pedido de arrependimento pela briga rolando na tarde hoje lá na casa da família Marques.
— Acrescentou uma falinha do patrão: Somente a senhorita Fausta era a merecedora dessas tão preciosas flores!
— A fofocada, ao notar as falinhas e cochichos, logo começou a explodir. Houve reações em cadeia, o susto pegando no povo, zoeiras voando e mais de um ou outro caçoando da gente.
— E essa atitude não reflete claramente uma bofetada nas bochechas da família Barros? Com razão que o seu irmão sentiu as chamas engolirem, que procurou de cara a família Marques pra pedir uma clara versão e exigiu de Onofre o motivo oculto dessas bizarrices!
— Com o nariz erguido pras estrelas, ele foi taxativo e cortante que bastava nós nos limitarmos nas nossas redomas e nem chegar perto das engrenagens da família Marques.
— Seu irmão enlouqueceu de revolta e tentou soltar porrada em todos... Só não fez um regaço lá porque seguraram o homem!
— Então, de pressa vai presenciar! O palco lá, de confusões, tá feio ainda.
Olegária avançava célere com as bochechas pálidas pelo circo a rolar. Enquanto caminhava, indagava:
— Os laços de Onofre contra os irmãos não tavam já cortados? Por qual motivo entregar rosas nas mãos da Fausta?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....
Que língua é essa?...
quando vão liberar mais capitulos...
coloca os proximos capitulo...