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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4129

Quando os guardas ouviram isso, todos estremeceram de uma só vez!

Um deles gaguejou: — Eu... eu vou lá dentro perguntar.

O homem foi até o quarto e logo voltou, com um olhar desconfiado para Fausta:

— Ela tá te procurando. Pode entrar.

Fausta apertou os olhos e entrou no quarto, com os guardas dando passos para trás. Era como se tivessem que escapar de uma deusa da peste, morrendo de medo de serem envenenados por ela.

Valdeci e Fausta entraram juntos.

Nara estava deitada na cama, com o rosto muito abatido e os lábios arroxeados.

Assim que viu Fausta, ela agiu como se tivesse encontrado a salvação, levantando a mão para chamá-la:

— Rápido... vem.

Os olhos de Nara estavam vermelhos, e as veias do seu braço tinham se tornado roxas, o que dava calafrios a quem olhasse.

Era óbvio que tinha sido envenenada, e com algo extremamente tóxico!

Fausta começou a andar até Nara, quando Valdeci agarrou o seu braço, avisando-a que havia perigo.

Fausta disse: — Não se preocupe. Ela não me machucou quando estava bem. Quem dirá agora, que foi picada pela Sombra Rastejante da Isadora e tá muito fraca.

Valdeci perguntou: — É contagioso?

Fausta respondeu: — Só através do sangue, mas tá tudo bem, eu não me infecto.

Valdeci a soltou, aliviado.

Fausta foi até Nara, que estava desesperada:

— Me ajuda. O veneno tá se espalhando. Já tô começando a ficar sem ar. Que bom que você veio, eu falei pra me ensinarem com você, mas ninguém quis me ajudar, esses bichos!

O médico e a enfermeira em pé ao lado da cama franziram a testa.

Eles nunca tiveram muito apego a Nara e tinham uma mistura de ódio e medo de Fausta. Por isso, quando Nara pediu para chamar Fausta, eles se recusaram.

Para eles, Nara era como Isadora, um guarda-chuva que já não servia para nada e que eles não se importavam se ela morresse ou não.

Foi como se o castigo da sua confusão tivesse chegado!

Já no que diz respeito a Fausta, além de não terem chance em lutar, ainda morriam de medo e só queriam distância.

Portanto, não importava o quanto Nara insistisse para chamarem Fausta, eles ainda recusariam.

Fausta deu uma olhada rápida para os médicos e enfermeiras da família Marques:

— Saiam todos daqui, não precisamos mais de vocês.

Ao ouvir isso, os médicos e enfermeiras se puseram a caminhar para o lado de fora.

Eles realmente não queriam ficar na mesma sala que Fausta, pois toda vez que a viam se lembravam de Breno Marques.

Assustador!

Fausta foi para o lado da cama e se sentou.

Nara segurou seu pulso com tudo, como se estivesse segurando a própria salvação!

Valdeci franziu a testa, querendo soltar a mão dela, mas Fausta disse:

— Tudo bem. Vou ver o pulso dela primeiro.

Nara estava muito ofegante: — Me salve!

Fausta afastou sua mão e segurou seu pulso.

— É verdade que a gente já se esbarrou. E eu sei que ela tem ficado na família Marques nesses últimos dias. E... você tem razão, talvez eu possa te ajudar.

Os olhos de Nara brilharam: — Vai rápido pegar ela!

Fausta estreitou os olhos e perguntou: — Mas, por que eu ajudaria você?

Nara: — A... a gente é amiga. Amigos se ajudam. Hoje eu te ajudei, não foi?

Fausta disse:

— Eu não concordei em ser sua amiga. Hoje, foi por vontade própria que você me levou ao porão. E não foi de graça. Você disse que, se a família Marques ficasse com sequelas dos seus remédios, era pra eu ajudar.

— Então, você me levar ao porão hoje foi uma troca justa. Não foi amizade, e nem ajuda.

— Então não tenho obrigação nenhuma de te ajudar agora.

Nara franziu a testa, abismada por um longo tempo e logo começou com o apelo moral:

— Um médico tem compaixão, você vai cruzar os braços enquanto eu morro?

Fausta retorceu a boca:

— Não adianta vir com apelo moral pra cima de mim. Eu não ligo pro que os outros acham, mesmo que você diga que eu sou um monstro, não faz diferença. Eu só salvo quem eu quero salvar.

Nara: — Você...

Ela ofegou, olhando feio para Fausta, cheia de raiva:

— Então me fala. O que eu tenho que fazer pra você me salvar?

Fausta apertou os olhos e observou a garota por um momento e começou a falar:

— Quero saber de quem você aprendeu a medicina? Pelo que eu vi, nos últimos anos você nem teve contato com a tal mestre.

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