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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4169

O médico velho continuou:

— Fiquei sabendo que você entende muito de medicamentos e sabe trazer as pessoas da beira da morte. Espero que faça de tudo pra salvar ele.

Ele temia que Fausta não usasse todos os seus recursos para ajudar.

Fausta disse: — É claro que eu vou fazer o meu melhor, mas minhas habilidades têm limites. Não sou capaz de trazer as pessoas da morte. O estado dele agora vai depender do destino dele. Se não for a hora dele, ele sobrevive. Se ele sobreviver, não será graças a mim, e sim porque Deus não quer levá-lo ainda.

O velho médico: — ...

Fausta puxou o ar e expirou de forma pesada.

— Ele me ensinou sobre venenos, sou grata a ele. Também quero que ele fique bem.

O médico velho observou Dante de sobrancelhas unidas, suspirando de preocupação.

Fausta virou a cabeça pra olhar pra ele: — ...

Ela falou que o Dante havia lhe ensinado sobre as artes com venenos, e ele nem ficou surpreso.

Qualquer outra pessoa ficaria espantada. Afinal, a cidade M inteira já tinha visto o quanto ela era forte, logo o professor que a ensinou seria ainda mais!

Ou seja, Dante seria um mestre ainda mais habilidoso que ela!

A aparência de doente de Dante escondendo um super professor como ele faria qualquer um se espantar!

Mas o velho médico ali não ficou chocado...

Fausta sabia que ele escondia algo, agora tinha certeza.

Ela não falou mais nada, mudando de assunto.

— Vai descansar também. Não adianta nada ficar olhando pra ele, e nem precisa. Se acontecer qualquer coisa, os monitores emitem o aviso.

— É melhor ir descansar um pouco, sua saúde vem primeiro.

O médico velho assentiu: — Ainda não tô com sono. Quando sentir sono, vou descansar.

Fausta: — ...Tá bom, bom trabalho.

O velho médico disse: — Imagina, vai dormir. Se ele acordar amanhã, vamos precisar de você para examiná-lo e tratá-lo.

Fausta assentiu e virou as costas.

Os seguranças a escoltaram de volta para o pátio oeste. Ela não voltou para os próprios aposentos, foi direto para a porta de Valdeci e colou o ouvido na madeira.

Ao não escutar nada, ela disse a Rosa:

— Rosa, entra lá e vê se o Valdeci tá dormindo. Se tiver, acho que nem vou bater.

Rosa mostrou a língua, assentiu e rastejou por debaixo da porta.

Depois de um tempo, a cobrinha voltou.

Ficava mostrando a língua freneticamente, muito agitada.

Fausta não entendia exatamente o que a cobra dizia, mas podia imaginar que Valdeci não tava bem.

Tentou abrir a porta, mas estava trancada por dentro.

Fausta ficou na porta e gritou: — Valdeci, sou eu. Abre a porta.

Valdeci não respondeu: — ...

Fausta bateu na porta de novo, fazendo um barulho alto: — Valdeci, você tá me ouvindo? Sou eu, abre a porta.

Rosa balançou a cabeça, nervosa, mostrando que bater não estava adiantando.

Fausta disse: — Eu vou fazer acupuntura nele. Ajuda a tirar a camisa dele, e levanta a barra da calça, até aparecer os tornozelos e os joelhos.

O segurança atendeu imediatamente: — ...

Porém, Valdeci resistia. Mesmo dormindo, agarrou com força as próprias roupas, impedindo que o tocassem.

O segurança tentou várias vezes sem sucesso.

Fausta chegou perto do ouvido dele e gritou: — Valdeci, acorda, acorda!

Ele não respondeu, então ela falou:

— Tudo bem você não responder, mas não fica tenso assim. Desse jeito não conseguimos tirar sua roupa, e eu preciso te aplicar as agulhas.

Ele parecia não ouvir, trincava os dentes e apertava as mãos com força.

Fausta franziu a testa e colocou uma agulha de prata direto em um de seus pontos de pressão.

A dor aguda o fez acordar na mesma hora, mas ele ainda estava desorientado.

A febre alta o deixou tão fraco que não tinha forças sequer para abrir os olhos.

Seus cílios tremiam, como se tentasse abri-los, mas não conseguia.

Porém, seus músculos relaxaram e ele parou de estar tão tenso; seu corpo finalmente cedeu.

Fausta suspirou:

— Tinha que sentir dor pra acordar, que tipo de pesadelo era esse pra não conseguir acordar? Ai, ajudem a tirar a roupa dele.

O segurança assentiu: — Certo!

Enquanto Fausta aplicava as agulhas, ela dizia:

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