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Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos! romance Capítulo 4386

Miro assentiu, imprimiu o conteúdo que encontrou e entregou a Carlos.

Carlos pegou os documentos e começou a ler.

Miro disse:

— Não consegui achar o local de nascimento nem informações sobre os pais dele. Nem o nome verdadeiro descobri, os colegas e vizinhos só o chamam de Elias.

— Mais de dez anos atrás, ele e a esposa moraram na Cidade Polar por um tempo. Agora, moram na Cidade Y.

— A esposa dele tem a saúde frágil e vive de cama. Ele trabalha como segurança na Cidade Y. No dia a dia, os dois dependem apenas um do outro. Não têm filhos, não têm parentes e a casa onde moram é alugada.

— As condições nessa comunidade periférica são limitadas. Só tem câmera na entrada do bairro e mora todo tipo de gente por lá, então não dá pra saber com quem ele andou se comunicando todos esses anos.

Carlos perguntou:

— Eles nunca tiveram filhos ou aconteceu algo com a criança?

Miro respondeu:

— Dizem que o filho faleceu. Quando estavam na Cidade Polar, eles tinham uma criança, e há registro no hospital, mas só anotaram o apelido, Gabriel.

— Mas depois o Gabriel adoeceu e morreu.

— Foi nessa época que a esposa do Elias contraiu a doença dela.

Carlos estreitou os olhos:

— Tem alguma foto desse Gabriel?

Miro balançou a cabeça:

— Eu procurei. O hospital não tinha registro. Pelo jeito, na época eles ficaram no hospital por apenas um dia. Depois que o médico deu a notificação de estado crítico, eles quiseram transferir a criança, mas não deu tempo e o Gabriel não resistiu. E aí, ele faleceu.

Carlos continuou encarando os papéis:

— Morreu envenenado?

Miro assentiu:

— Os registros do hospital mostram que o garoto morreu por envenenamento.

Carlos perguntou:

— E nos registros tá escrito que ele tinha cinco anos?

Miro confirmou:

— É o que tá escrito, mas a idade pode não ser verdadeira. O hospital em que eles foram não era muito regulamentado. Eles nem deixaram os documentos de identidade, só usaram o apelido. É possível que tudo fosse falso, inclusive a idade.

Carlos ponderou:

— Se o hospital não era regulamentado e já se passaram mais de dez anos, por que os arquivos ainda existem?

Miro hesitou:

— Eu não pensei nisso.

Laín interveio:

— Papai tá suspeitando que essa criança que eles levaram pra Cidade Polar no passado pode ser o tal segurança do Zélio, o Vega?

Carlos assentiu:

— Mas as idades não batem.

Laín observou:

— As chances de terem falsificado a idade são grandes.

Carlos resmungou um "uhum", continuou lendo as informações no final do documento e perguntou a Miro:

— Você consegue descobrir exatamente o que é a doença da mulher dele?

Miro disse:

— Isso é mais fácil. Eles sempre consultaram num hospital público local e tem um prontuário médico lá. Mas quando tentei investigar o Elias através das informações dela, notei que os dados dela também pareciam falsificados.

— A identidade mostra que ela se chama Maria Vega, tem cinquenta anos e é natural da Cidade Y, mas quando procurei no departamento de registros, não existe ninguém com esse nome lá.

Isso não surpreendeu Carlos. Como o homem tinha uma ligação especial com Vega, os dados dele e de sua esposa deveriam estar protegidos.

— Tem algum indício de falsificação nos prontuários médicos?

Miro respondeu:

— Acredito que não. Eles vão às consultas de retorno regularmente. O quadro da Maria é grave, mas temporariamente não é fatal. A longo prazo, essa condição crônica é muito difícil de curar.

— Provavelmente ela vive em constante agonia com a dor.

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