Miro assentiu, imprimiu o conteúdo que encontrou e entregou a Carlos.
Carlos pegou os documentos e começou a ler.
Miro disse:
— Não consegui achar o local de nascimento nem informações sobre os pais dele. Nem o nome verdadeiro descobri, os colegas e vizinhos só o chamam de Elias.
— Mais de dez anos atrás, ele e a esposa moraram na Cidade Polar por um tempo. Agora, moram na Cidade Y.
— A esposa dele tem a saúde frágil e vive de cama. Ele trabalha como segurança na Cidade Y. No dia a dia, os dois dependem apenas um do outro. Não têm filhos, não têm parentes e a casa onde moram é alugada.
— As condições nessa comunidade periférica são limitadas. Só tem câmera na entrada do bairro e mora todo tipo de gente por lá, então não dá pra saber com quem ele andou se comunicando todos esses anos.
Carlos perguntou:
— Eles nunca tiveram filhos ou aconteceu algo com a criança?
Miro respondeu:
— Dizem que o filho faleceu. Quando estavam na Cidade Polar, eles tinham uma criança, e há registro no hospital, mas só anotaram o apelido, Gabriel.
— Mas depois o Gabriel adoeceu e morreu.
— Foi nessa época que a esposa do Elias contraiu a doença dela.
Carlos estreitou os olhos:
— Tem alguma foto desse Gabriel?
Miro balançou a cabeça:
— Eu procurei. O hospital não tinha registro. Pelo jeito, na época eles ficaram no hospital por apenas um dia. Depois que o médico deu a notificação de estado crítico, eles quiseram transferir a criança, mas não deu tempo e o Gabriel não resistiu. E aí, ele faleceu.
Carlos continuou encarando os papéis:
— Morreu envenenado?
Miro assentiu:
— Os registros do hospital mostram que o garoto morreu por envenenamento.
Carlos perguntou:
— E nos registros tá escrito que ele tinha cinco anos?
Miro confirmou:
— É o que tá escrito, mas a idade pode não ser verdadeira. O hospital em que eles foram não era muito regulamentado. Eles nem deixaram os documentos de identidade, só usaram o apelido. É possível que tudo fosse falso, inclusive a idade.
Carlos ponderou:
— Se o hospital não era regulamentado e já se passaram mais de dez anos, por que os arquivos ainda existem?
Miro hesitou:
— Eu não pensei nisso.
Laín interveio:
— Papai tá suspeitando que essa criança que eles levaram pra Cidade Polar no passado pode ser o tal segurança do Zélio, o Vega?
Carlos assentiu:
— Mas as idades não batem.
Laín observou:
— As chances de terem falsificado a idade são grandes.
Carlos resmungou um "uhum", continuou lendo as informações no final do documento e perguntou a Miro:
— Você consegue descobrir exatamente o que é a doença da mulher dele?
Miro disse:
— Isso é mais fácil. Eles sempre consultaram num hospital público local e tem um prontuário médico lá. Mas quando tentei investigar o Elias através das informações dela, notei que os dados dela também pareciam falsificados.
— A identidade mostra que ela se chama Maria Vega, tem cinquenta anos e é natural da Cidade Y, mas quando procurei no departamento de registros, não existe ninguém com esse nome lá.
Isso não surpreendeu Carlos. Como o homem tinha uma ligação especial com Vega, os dados dele e de sua esposa deveriam estar protegidos.
— Tem algum indício de falsificação nos prontuários médicos?
Miro respondeu:
— Acredito que não. Eles vão às consultas de retorno regularmente. O quadro da Maria é grave, mas temporariamente não é fatal. A longo prazo, essa condição crônica é muito difícil de curar.
— Provavelmente ela vive em constante agonia com a dor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Oops! O Ex é o Pai dos Quatrigêmeos!
nao tem mais ninguém lendo este livro. se nao tiver final nao leio mais livros ....
nao vao colocar maiis capitulos...
vão colocar final...
uma semana sem capítulos asim fica difícil...
nossa quando vão colocar os capítulos.e dar final....
nao estraguem o livro com estas gírias por favor...
nao gosto deste jeito de escrever.e ridículo...
ta demorando muito pra querida dar uma surra daquela olegaria .e está , Muller deve sr por isso que a sombra da isadora ta braba....
nao gosto desta linguagem .r ruim tao estragando o livro...
O autor deveria ver a linguagem com que escreve o livro, a escrita está como se estivesse num quintal a conversar com pessoas sem estudo. Quando se escreve um livro em que se vende tem que ter cuidado com a escrita....