PRESA COM O TRAFICANTE (MORRO) Episódio 40

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ALEMÃO NARRANDO

Quando o hacker descobriu onde ela estava, ele enviou as imagens para os meninos, e eles não pensaram muito, apenas me avisaram, e quando me mostraram as imagens eu vi que era ela, eu não estava em mim, eu estava louco demais, a gente já estava no caminho, era longe do morro, eu fiquei ali ansioso, eu não conseguia pensar em nada, o meu ódio estava tomando conta de mim, eu mandei todos os hacker tentar hackear as câmeras, mas sempre tinham dificuldade, até que eu conseguir um que conseguiu fazer o que outros incompetentes não conseguiram, eu fiquei puto de ódio, e só não matei eles porque eu não estava do lado deles, mas quando conseguir achar o melhor já até contratei como fixo do morro, e ele aceitou, então o Rick acelerava o carro, e evitava conversar comigo, afinal eu não estava bom com a cara de ninguém, e todos ali estavam ciente disso, ele continuou dirigindo até que chegamos próximo a um abrigo de pessoas que moram nas ruas. Já estava escurecendo, e o Rick estacionou o carro no acostamento, quando ele estacionou descemos do carro, e fomos andando, eu fiquei ligado a tudo, a todo movimento. Eu não sou nenhum idiota, nós que é bandido é ligado a mais de 220 por hora, e foda-se o resto, não ligamos para nada, então continuamos andando, fomos olhando em todos os locais e ali ela não estava, e eu não sabia como iria resolver, eu estava louco, eu não consigo ficar sem ela, eu vou matar todos se eu não encontrar ela, até que andamos mais um pouco, e ao chegar perto de um grupo de moradores de rua ouvimos uma conversa.

XXX: A moça é muito linda, mas o Tormento pegou ela, e esse homem é escroto demais. - um senhor fala, e eu não pensei muito me aproximei dele, e ao chegar perto ele se assustou, eu estava numa tensão grande e os meus olhos estavam negros.

Alemão: Onde isso está acontecendo? - perguntei para o senhor.

XXX: O senhor, não vai conseguir fazer nada, esse homem é capaz de matar qualquer um. - ele diz e eu acabo gargalhando.

Alemão: Se ele é capaz mesmo, eu sou dez vezes pior, eu sou o chefe do morro da Coroa, então ele não será um problema. - foi eu falar isso e o senhor se tremeu, e apontou o local que estava acontecendo a crueldade com uma moça, eu não sei quem é, mas meu coração tá me mandando ir atrás e eu não vou ignorar isso.

Rick: E se não for ela, você vai se meter em confusão atoa. - ele diz e eu olho na sua direção.

Alemão: Eu não vou ignorar isso, pode ser ela, e te garanto, que mesmo que não seja, eu vou matar esse filho da puta, por tentar estuprar mulheres. - digo nervoso e vou caminhando, quando me aproximo do local eu ouço o MG.

MG: É ela. - ele diz e eu olho na direção e meu coração disparou, ao ver aquele homem com as mãos dele nela, aquilo me subiu um ódio imenso.

Alemão: Larga ela. - grito distante, e ela olha na minha direção, eu vi como ela está mal, seu semblante está muito triste, e as roupas sujas, isso me doeu muito, mas no momento em que ela se virou e me viu ela desmaiou, o homem largou ela e uma mulher correu em cima dela, e ficou tentando acordar ela, eu não pensei muito eu fui me aproximando mais rápido.

Tormento: Quem você pensa que é para tentar tirar a minha diversão? - ele pergunta e eu gargalho uma risada macabra.

Alemão: Eu sou o seu pior pesadelo seu filho da puta. - chego perto dele e lhe acerto um soco na cara e ele retribui, e o Rick e o MG seguram ele.

Rick: Você mexeu com a mulher do cara errado, você vai se foder. - ele diz rindo, e o tal Tormento tenta se soltar.

MG: Quer saber quem é esse? Ou você vai esperar pra descobrir? - o MG fala e ele rir.

Tormento: Eu sou o dono desse pedaço e não tenho medo de ninguém, seus filhos da puta, me larguem e vamos ver quem sai vivo daqui. - ele diz e eu sorrio.

Alemão: Vou me apresentar pra você, um prazer imenso te conhecer dono do pedaço, eu me chamo Alemão, o dono do morro da Coroa, já ouviu falar? - foi eu falar isso e ele se tremeu, e começou implorar perdão. - Levem ele, que eu vou acudir a minha mulher. - digo e saiu de perto deles, e assim que corro até ela, a mulher ainda estava tentando acordar ela.

XXX: Flor, amiga, acordar. - ela fala chorando.

Alemão: Quem é você? E o que faz perto da minha mulher? - pergunto e ela me olha chorando e chega duas crianças perto.

XXX2: Tia Flor, acorda. - a menina maior chama a Florência.

XXX: Eu sou amiga dela, me chamo Carla, ela está doente. - ela fala e eu sinto meu coração apertado.

Alemão: Faz duas semanas que ela sumiu do meu morro, e eu só descobrir quando ela fugiu que ela tá doente. - digo e pego ela no colo.

Carla: Onde você vai levar ela? - ela pergunta e eu começo a andar, e nesse momento ela vai acordando.

Alemão: Vou levar ela para o hospital, eu preciso cuidar dela. - digo e nesse momento ela ao acordar começa a chorar.

Florência: Eu quero que a Carla vá conosco. - ela fala franco e eu não contesto.

Alemão: Vamos, você também é responsabilidade minha agora. - digo sério e ela desmaia de novo, eu não sei o que ela tem, talvez seja essa maldita doença que ela tem que tá fazendo isso com ela, e eu tô mal com isso, então vou andando com ela e a moça com as crianças vem nos seguindo.

XXX3: Mamãe, quem é esse senhor? - a menininha pequena pergunta.

Carla: Ele é o marido, da tia Flor, Clarinha. - ela fala enquanto caminhando, andamos mais um pouco, até que chegamos no carro.

para o hospital mais próximo daqui. - falo sério e ele concorda.

Rick: Vamos, mandamos o MG com os cara levar o fulano lá para o morro. - diz e entro com ela atrás, a mulher coloca a filha dela maiorzinha, atrás comigo e com a Flor, e a outra vai no seu colo na frente.

Ela precisa de tratamento, hoje cedo ela não comeu nada, eu não sei se ela conseguiu comer hoje, ela vomitou muito. - ela diz com a voz de choro.

Clara: Claudinha, a titia flor ta dodói. - ela diz com a voz triste.

Claudia: Senhor, a tia Flor, vai ficar bem? - ela me pergunta e eu continuo segurando ela contra meu corpo, eu estava tão conectado com ela, que meu coração estava apertado.

Alemão: Vai sim, pequena. - digo e o Rick continua dirigindo.

Vamos todos ali dentro do carro, e a Claudinha fica acariciando a Florência, enquanto ela está desmaiada, eu estou muito preocupado com ela, então eu apresso mais o Rick e ele apressa o carro, ele continua dirigindo em alta velocidade até que chegamos no hospital, assim que chegamos ele vai até a entrada do hospital, ele estaciona e eu desço do carro com ela nos braços, eu vou entrando com ela, e assim que o pessoal que estava ali na recepção viu ela desmaiada correu na minha direção.

Enfermeira: O que ela tem? - ela pergunta e indica a maca para colocar ela.

Alemão: Ela desmaiou a algum tempo e não acordou ainda. - digo nervoso.

Carla: Moça, ela está com câncer, por favor cuida dela. - a mesma diz preocupada.

Enfermeira: Como vocês sabem disso? - ela pergunta curiosa.

A duas semanas atrás eu contratei um laboratório para fazer uns exames nela, porque ela estava passando mal, e no dia seguinte a médica levou o resultado, e foi esse o resultado. -

Vamos chamar os médicos, e vamos fazer uma bateria de exames nela. - diz e saem levando ela, eu tento ir mais me

Se acalma, a gente tá fora do morro, e isso pode dar ruim. - diz e eu fico andando de um lado para o outro, já estava tarde

Mamãe, eu tô com fome. - ela fala para a mãe, e eu olho para

minhas pequena, perdoa a mamãe, eu não conseguir dinheiro nenhum hoje, para comprar a nossa comidinha, mas a mamãe amanhã vai levantar cedinho e vai conseguir tá? - ela diz e eu olho para o

Elas são responsabilidades do morro, liga para o MG, manda arrumar um dos barracos próximos da minha casa lá, para elas, e vai comprar comida para elas. - digo e pego o dinheiro e dou

- ele diz e vai na direção das crianças. - Vamos com o tio comprar comida. - ele diz e elas olham para a

tranquila, pode liberar, eu me responsabilizo, se ele fizer qualquer coisa com elas, eu estouro os miolos dele. - digo e ela

Eu não quero incomodar, eu só vou esperar a Flor acordar, e vou embora. - ela diz baixando

Minha mulher quer você perto dela, então eu vou te abrigar em um dos meus barracos na minha comunidade, lá você vai ter emprego, e suas filhas vão poder ir para a escola, então fique tranquila. - digo e ela acaba liberando a ida das meninas com

não quero incomodar senhor, eu não tenho como pagar nada que o senhor queira me dar. - ela diz e eu respiro

tenho certeza que você foi muito boa com a Florência, então eu serei bom para vocês, e eu darei a casa que vocês vão morar, então não precisa ficar com medo de me dever nada. - digo e ela

obrigada senhor, eu não tenho palavras para tamanha gratidão, muito obrigada meu Deus, por ter me dado essa oportunidade. - ela faz em voz alta e fico ali andando de um lado para o outro, até que a enfermeira que levou a Florência, ela vem na nossa