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Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 18

Laura Ventura

Minha vida nunca foi fácil, quando decidi me aventurar na Europa para sair da miséria que vivia no Brasil, nunca pensei que teria que me prostituir, mas as coisas aqui não facilitaram ainda mais quando fiquei com pena da Amélie, uma adolescente que decidiu fugir de casa devido o pai que queria leiloar a virgindade da pobre garota.

Mas nos unimos a incentivei para continuar a escola, pena que o pouco que ganhava só dava para nós manter, sabia que a Amélie teria um grande futuro, ela era esforçada e muito dedicada, o que pude fazer para que ela se mantivesse estudando e fora das ruas eu fiz, infelizmente o cretino do pai dela sentenciou a filha a um destino muito pior do que trabalhar no Moulin Rouge.

Se pudesse faria todo o possível para que ela ficasse livre do Jacques, ela não merece ficar presa em uma dívida que não é dela. O dinheiro que ela recebe sendo assistente na casa Miller vai todo para a poupança para que ela consiga pagar aquele desgraçado.

Uma parte do que ganho vai para a mesma poupança e não me arrependo de entregar essa parte para que ela se livre daquele cretino.

Na noite que ela me veio para o Moulin Rouge sabia que ela apenas dançaria e já daria para levantar um bom valor, principalmente com as gorjetas, mas me surpreendi quando soube que ela aceitou ir para um reservado e ainda mais quando ela me disse que transou com o sobrinho da chefe dela e não se revelou. Achei uma loucura, mas tenho certeza que sei que ela estava fazendo.

Aquela noite trouxe surpresas não apenas para Amélie, mas aceitar ter um cliente especial, era a última coisa que imaginava para mim naquele momento, começo a me recordar da noite que tive com o Kevin Tremblay.

Como diria uma das meninas que trabalham comigo, nossa senhora das mulheres solteiras, aquele homem é puro fogo e se não saísse praticamente correndo daquele quarto, ele teria me queimado completamente.

Estava usando uma das lingeries que a Amélie ganha da madame Enora, usava a Máscara Veneziana, um lado ria e outro chorava, entrei no quarto acompanhada por um homem alto, ele não deveria ser alguém famoso, porque não me recordava de seu rosto.

Entramos no quarto, ele era como qualquer um que tem na boate, uma cama quadricular com led embaixo da cama, um frigobar e um chuveiro tendo uma espécie de jardim vertical, a proprietária acredita que as plantas amenizam o odor do cigarro. Me mantenho com a costa na porta e espero para que ele olhe todo o ambiente e o vejo sentar na cama e me olha atentamente.

— Posso ver o seu rosto. — O vejo tombar a cabeça e jogar os braços para atrás e apoiar o seu peso.

Ele é loiro e tem um olhar penetrante, parece não ser um daqueles homens que espancam desejando nos causar dor para que eles mesmo sintam prazer.

Ergo a mão e desfaço o laço da minha máscara, por algum motivo consegui sentir confiança naquele desconhecido que analisava meu corpo e principalmente o meu rosto. Me assusto quando o vejo se levantar e caminha até onde continuo parada.

Dou um passo para trás e sinto a porta atrás de mim e um sorriso de canto surge no rosto daquele homem.

— Medo senhorita? — Ouço o seu francês carregado de sotaque americano.

— Americano? — Faço outra pergunta para fugir da dele.

— Sim, e você não respondeu a minha pergunta. — Mordo o lábio inferior e nego com a cabeça.

Porque é a verdade, tinha algo na presença dele que me tranquilizava a ponto de me excitar e desejar o seu toque, não é à toa que deixei que ele pudesse ver meu rosto, porque desejo sentir os seus lábios nos meus.

— Na verdade, não. — Digo por fim.

Minha respiração começa a se acelerar quando ele se aproxima e ergue o meu rosto com o indicador para que pudesse olhar em meu olhos, mas meu corpo estava com vontade própria e acabo olhando para os lábios que estavam entreabertos com um convite libertino.

Sinto sua mão apertar a minha nuca e me puxar em direção o seu corpo, um choque delicioso é o suficiente para que cedermos ao desejo que pela primeira vez estava sentindo com algum cliente, deixo que ele me conduza para a cama e aí começou um erro atrás do outro. Estava tão enebriada com o desejo e o tesão que mal nos demos contas quando estávamos pelados, com ele chupando os meus seios e me fudendo de uma forma que deveria ser um pecado.

Sentir um orgasmo alucinante um atrás do outro, quando pensava que ele estava perto de acabar, ele me trocava de posição e me dava outra surra de prazer, quanto mais ele me dava, implorava por cada vez mais. Depois de mais de meia hora com ele se negando ao próprio orgasmo.

— Você é tão linda! — Ele se mantinha entrando e saindo devagar de dentro de mim.

— A escuridão ajuda muito. — Digo sentindo um novo orgasmo se aproximando.

Sinto uma nova chupada em meu pescoço enquanto ele massageava meus seios que estavam sensíveis de tanto que ele chupou e massageou cada um.

— Querida pode ter certeza que se aparecer um filho nosso, nos casamos na mesma hora, e isso seria algo que adoraria. — Ouço dizer. — Use o dinheiro como quiser, mas caso não me queira como marido recomendo tomar alguma coisa, volto amanhã.

Ele beija mais uma vez e não deixo de retribuir o beijo que ele me dá, sinto quando ele se afasta e a porta se fecha, deixo o meu corpo cair para trás e respiro fundo, que merda fiz.

Levanto correndo quando percebo que ele pode voltar e exigir passar a noite com ele, e pelo valor que tem na cama ele pode muito bem voltar aqui e se deitar aqui do meu lado, e sendo sincera eu não me negaria, mas daria bastante raiva para aquele otário.

Termino de vestir a roupa, pego todo o dinheiro e saio do quarto as escondidas para que ele não me veja caso esteja ainda por perto, deixo o dinheiro da Françoasi e fico um tempo pelo camarim, precisava ainda fazer a minha apresentação.

Depois de toda aquela comoção estou aqui gripada arrumando as roupas que a Amélie me pediu para levar, acho que aproveitarei que vou ao hospital e me consulto para tomar algo para melhorar essa gripe, já tem uma semana que estou assim, e nada que tome melhora.

Olho para a cama dela e a bolsa com as roupas que ela me pediu estava pronta, envio uma mensagem para que ela me encontre no saguão. Chamo um carro por aplicativo, porque do nada começou a chover, ainda bem que a nossa sobrinha estava aqui.

Saio de casa e a chuva começa a ficar mais pesada, respiro fundo, abro a sobrinha e aperto o casaco no meu corpo e cubro a cabeça com o capuz do casaco. Entro no carro que já me aguardava e vamos em direção ao hospital e ficou olhando para os casais que tentavam se abrigar da chuva que veio sem aviso prévio, molhando a todos que estavam pela rua.

Quando chegamos na frente do hospital pago o motorista e ele gentil parou o mais próximo possível da entrada, percebo haver vários jornalistas por ali, tentando com toda certeza conseguir alguma foto dos Miller. Abro a minha sobrinha e saio andando em direção à entrada e não percebo que havia outra pessoa ao meu lado tentando escapar dos jornalistas e acabamos entrando juntos na porta giratória.

— Desculpe monsieur! — Digo tentando virar de frente para o homem que entrou logo atrás de mim.

Sinto o sangue fugir do meu corpo e uma onda de vertigem me atinge assim que reconheço os lindos olhos azuis que vem me deixando com um tesão aflorado há quase dez dias.

— Achei você! — Surge um sorriso lindo em seu rosto.

Mas por algum motivo começo a não sentir as minhas pernas e tudo fica escuro ali mesmo.

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