Kevin Tremblay
Precisava voltar para a empresa para resolver algumas pendências e principalmente para que acionasse a equipe de relações-públicas da Miller, porque do jeito que saímos da empresa não demorará para que algum video comece a circular pela internet. Aconteceu como imaginava, mal deu tempo de que chegasse na empresa, entro desviando de alguns repórteres e meu celular começa a vibrar.
Retiro do bolso assim que entro no interior da casa Miller, vejo o nome da Eve e ignoro a ligação por um momento, pelo menos até chegar na sala do Tom e conseguir entender como estava toda a situação. Assim que o elevador se abre no andar da presidência, o olhar de todos caem sobre mim.
— Chamem o relação-publica, estou aguardando na presidência. — Caminho apressado até a sala de reunião e fico aliviado que os documentos do contrato de casamento do Tom e Amélie ainda estavam aqui.
Recolho tudo e vou para a sala esperar a pessoa que precisava, antes mesmo de entrar a minha irmã liga novamente e atendo colocando ela na viva-voz.
— Kevin, vi o video, como a vovó está? — Ela me pergunta.
Realmente não somos parentes sanguíneos com os Miller ou Walker, mas minha mãe é tão amiga da tia Emily que acabamos todos sendo criados juntos, então fomos adotados pela vovó Enora como netos e a amamos como nossa avó.
— Eve, não fiquei para saber notícias, tia Noely me pediu para voltar para empresa para recolher um documento e deixar alguma nota para imprensa. — Digo enquanto respondo um e-mail que havia acabado de chegar.
— Qualquer coisa nos avise, é questão de tempo da mamãe te ligar. — Começo a rir, isso tenho certeza.
Desligo a ligação e logo resolvo tudo o que preciso, tento falar com o Tom, mas pelo visto, ele conseguiu se acertar com a sua dançarina, quero ver até quando eles dois vão conseguir levar essa brincadeira de esconder a identidade um do outro. Dá para notar que ela está começando a pensar na possibilidade de um relacionamento.
Enquanto o meu amigo, a curiosidade dele instigou a caçada, agora o vejo rendido pela mulher e talvez ele ainda nem tenha percebido o que ele esteja sentindo pela moça.
Depois que resolvo tudo, tia Noely me pede para pegar algumas coisas em sua casa, aproveito que o Tom deixou seu carro aqui e consigo ir até a mansão e corro voltando para o Hospital, via que o tempo estava virando, provavelmente teremos uma tempestade em pouco tempo. Estava surpreso em como acertei a previsão do tempo e em como o hospital estaria repleto de repórteres na frente tentando alguma foto ou nota dos familiares.
Peguei um guarda-chuva que por algum milagre estava no carro, puxei a pequena mala com os pertences das duas mulheres que estavam do hospital e pelo visto ficaram internadas até que a vovó Enora se sinta melhor.
Caminho desviando dos repórteres, que insistem em enfiar as suas câmeras na minha cara, mal consigo olhar por onde andava, apenas avistava a parte de cima da porta giratória do hospital, acelerei o passo, entrei de costas fechando a sobrinha. E tenho a melhor surpresa que poderia imaginar.
Ouço-a se desculpando, a surpresa estava estampada em seu rosto, enquanto no meu sentia uma felicidade sem explicação, enquanto o meu primo estava feliz por encontrar a sua mascarada, afundava na bebida frustrado por não conseguir nenhuma informação sobre onde ela estava.
Já tinha procurado ela no apartamento que a Amélie mora e o porteiro disse que a senhorita Ventura estava viajando, isso me deixou irritado por vários dias.
— Achei você! — Digo feliz, mas ela acaba desmaiando em meus braços.
Solto tudo o que segurava para segurá-la e pedir socorro, um dos seguranças me ajudou a sair da porta giratória, uma maca apareceu nem sei da onde, um médico aparece e pede para esperar no lado de fora.
Pego a bolsa dela e procuro por seus documentos para fazer a sua ficha, enquanto a atendente estava ali me atendendo ligo para o Tom.
— Vem aqui na recepção, mas não traga a Amélie e não demora. — Ele atende no primeiro toque.
De onde estava conseguia olhar para a minha dançarina e não tirava os olhos da bendita, vai que ela resolve desaparecer como fumaça. Em menos de cinco minutos Tom aparece e o olhar dele preocupado, olhando para todos os lados, parecemos dois idiotas por conta dessas mulheres.
— O que houve? — Ele fala se aproximando e aponto em direção a minha morena de cabelos ruivos.
O vejo rindo e bate no meu ombro, entrego a pequena mala para ele que estende a mão para mim.
— Não deixe que sua mascarada saiba que a Laura está aqui, ou elas terão uma ideia de que já sabemos quem elas são. — Digo por fim.
— Mas tenho a sensação que a Laura veio para trazer roupas para a Amélie. — O ouço dizer.
— Então vou esperá-la acordar e descobro o que fazer. — Percebo a curiosidade em seu rosto. — Ela desmaiou assim que me viu na entrada do hospital.
Não conversamos muito, digo que depois do café amanhã conto tudo para ele. Aproveito que a atendente terminou de fazer a nossa ficha e volto para a emergência no momento que ela abre os olhos.
Fico eufórico no momento que ela me reconhece e um sorriso surge no seu rosto.
— Procurei por você durante dias e ninguém sabia onde estava, voltei porque precisava me desculpar pela minha atitude, não sou assim… — Sinto o seu toque em meu rosto e consigo me acalmar.
— Calma, o que houve? — Ela me pergunta em português e estranho.
— Não é francesa? — Pergunto em francês e a vejo negar com a cabeça.
— Queria ter certeza que ia se cuidar, na verdade, eu queria cuidar de você… eu… fique sem reação na hora. — Confesso e me aproximo dela.
— Não preciso que se preocupe comigo Kevin. — O seu olhar parecia tão seguro do que ela falava.
— Deixe-me pelo menos cuidar de você enquanto está doente, por favor? — Peço dela, não quero me afastar.
— Melhor não, não pertencemos a mesma classe social e sou apenas uma prostituta Kevin. — Não aguento o que ela fala e me aproximo do seu rosto.
— Nunca assistiu Pretty Woman? — Pensei que o sonho de toda garota de programa fosse encontrar Edward Lewis na vida delas.
— Já, mas tenho meus dois pés no chão monsieur! — Céus, meu pau começa a ganhar vida olhando para a boquinha dela falando em francês.
Acho que agora estou entendendo melhor a fascinação do Tom com a francesa dele, me aproximo quando noto que ela também estava desejando o meu toque, que desejava o meu beijo assim como estava ansioso pelo dela.
A puxo pela nuca e nos rendemos pelo beijo quente e cheio de desejo que precisávamos naquele momento, assim como ela, haviam tantas dúvidas em nossas cabeças que não poderíamos simplesmente decidir assim. Sinto seu riso entre nossos beijos, suas mãos estavam presas na gola da minha camisa.
— Conversaremos com calma, vamos esperar o médico passar o seu medicamento e o exame sair e a levarei para casa. — A vejo suspirar derrotada. — Boa menina, é assim que gosto.
— Tenho que… que… — A vejo procurar uma mentira na mente para me contar, adoraria dizer a verdade para ela.
— Quê? — Incentivo que ela fale.
— Vim entregar a mala para uma amiga, que está internada aqui. — Sorrio para ela e a vejo tranquila.
Conversamos um pouco até que o médico entra na sala com um tablet na mão e sorri na direção da minha dançarina.
— Acho que a quantidade de medicamento que tomou cortou o efeito do seu comprimido de emergência, pela dosagem de HCG existe a possibilidade que realmente esteja gravida, sugiro repetir em dez dias. — Um sorriso satisfeito surge em meu rosto, enquanto no dela só via preocupação.
— Não se preocupe, estou com você. — Digo com firmeza beijando seus lábios.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......