Amélie Petit
Estávamos todos sentados no sofá olhando a discussão entre mãe e filha dizendo que não precisava que ninguém ficasse com ela, que ficaria muito bem durante uma noite sozinha, por vezes segurei uma gargalhada. Enquanto olhava para aquelas duas falando, não deixei de notar que o Tom me manteve presa próximo ao seu corpo, me acomodando em seu ombro.
Podia perceber no olhar daquelas duas que elas estavam loucas para falar comigo e descobrir o que havia acontecido, quando o Tom recebeu uma ligação da relação-pública e precisou ir até o saguão as perguntas saíram delas como um raio.
— Conte-nos de uma vez, antes que ele volte. — Madame Enora perguntou toda empolgada.
— Combinei com ele que tentaremos, sem o peso desse contrato na minha cabeça. — Digo e o sorriso delas fica ainda maior.
— Então vão se casar? — Deixei a risada que vinha segurando sair.
— Acho que já até casamos, pelo menos foi o que entendi ele falando. — Vejo-as confusas e emendo — Hoje vou dormir no apartamento que ele comprou.
As duas estavam felizes, Noely correu até onde estava e me puxou para um abraço e o rosto tão parecido com o Tom com aqueles olhos azuis tão marcantes da família Walker e Miller me olham cheios de lágrimas.
— Estou tão feliz Amélie, tenho certeza que encontrarão a felicidade. — Ela segurava a minha bochecha e sorria.
— O que decidiu contar para ele? — Faço uma careta e coço a minha nuca.
— Decidi não me revelar, mas falei a verdade sobre o Jacques e principalmente meus medos sobre esse contrato. — Digo me sentando na cama da Madame.
Ela segura as minhas mãos com ternura, seus olhos se fixam nos meus e sinto a seriedade que ela toma para falar.
— Espero que vocês dois realmente se encontrem e possam ser felizes, esse contrato não tem valor algum para mim querida, ele é apenas um meio de que você consiga o que precise. — Sorrio para a velinha que em seus muitos anos é cheia de sabedoria.
— Sinto dentro de mim que ele sabe quem sou, por isso essa aceitação tão fácil, não sou tão ingênua assim, mas estou desesperada madame. — Respiro fundo e deixo as minhas angústias saírem. — Quero me livrar da ameaça do Jacques e se para que isso seja necessário que me case e tenha um filho por que não?
Tento falar de uma forma que elas não tenham uma péssima impressão de mim, mesmo assumindo o motivo real da minha aceitação, o que não era segredo para elas, ainda tenho vergonha pelo que o meu pai me sentenciou.
— Que isso, querida, se estivesse no seu lugar faria o mesmo, agarraria a oportunidade com unhas e dentes. — Olho para a Noely que abraça pelo ombro.
— Não se preocupe com a parte financeira, tenho certeza que o Tom providenciará tudo, logo se sentirá livre daquele crápula. — Madame fala com um sorriso. — Agora vamos falar de coisas felizes, quando será o casamento?
Essa é uma resposta que não tenho, mas pretendo tê-la ainda hoje, porque conhecendo essas duas como conheço e a senhora Walker, qualquer coisa é motivo de festa e provavelmente esse casamento será o evento do ano, talvez até da década.
O pensamento me tira uma risada fazendo as duas olharem para mim, antes que pudesse falar qualquer coisa ouvimos a entrada do Tom no quarto e pelo visto algo deve ter sido muito engraçado.
— Qual a graça Tom? — Minha chefe pergunta dele, enquanto me levanto da cama e me sento na cadeira.
— Está chovendo forte ainda lá fora, Kevin acabou escorregando e está aí embaixo se consultando. — Ele diz e se senta ao lado de sua tia.
— Mas está tudo bem? — Ele apenas confirma com a cabeça e me lembro que deixei o meu celular na bolsa ao seu lado.
Fico pensando em Laura que logo deve surgir aqui pelo hospital, ela deve estar presa pela chuva em algum lugar, ela sabe que trabalho com os Miller, então ela pensará em algo para entregar a minha bolsa.
— Tom o que tem em mente para o casamento? — Madame Enora pergunta e vejo que tinha curiosidade em seu rosto.
— Vovó, isso ficará nas mãos da Amélie e minha mãe, claro que tem pessoas que precisam ser convidadas e apenas uma faço questão que esteja lá. — Olho para ele com curiosidade. — Jacques Leclerc.
Nego com a cabeça, não há necessidade de cutucar a onça com a vara curta, para que esfregar na cara do homem que de certa forma o Tom comprou a minha liberdade.
— Concordo com a Amélie, não deveria fazer esse convite. — Minha chefe fala ao lado dele.
— Está decidido! — Olho para as duas que apenas se calam.
Ficamos por um bom tempo conversando sobre o casamento, somos interrompidos por uma das enfermeiras que surge com a minha mala de viagem e diz que minha amiga pediu que fosse entregue. Sabia que ela acharia um meio para me entregar, apenas agradeço e deixo a minha pequena mala ali no canto mesmo.
— Acho que vamos indo, amanhã o dia será bem complicado. — Tom avisa.
Realmente amanhã teremos a alta da vovó Enora e temos certeza que a imprensa estará aqui para enchê-los de pergunta, o que estava preocupando a Noely e principalmente o Tom, que estava com medo que nos ligassem a saúde da madame Enora.
Saímos do hospital em direção à mansão Miller, apenas para o Tom pegar uma muda de roupas e escolher um dos carros para usar, enquanto ele esperava o que foi encomendado. Subimos até o seu quarto e me sento em uma poltrona enquanto ele entra direto para o closet, puxo o meu celular e procuro o contato da Laura, estou curiosa.
Amélie: O que houve para não me procurar?
Pergunto de uma vez sem enrolar muito!
Os beijos do Tom, me tiram daquele lugar escuro e começo a sentir suas mãos habilidosas arrancando o sutiã e minha calcinha. Começo a rir do seu desespero, é como se ele estivesse com medo que sumisse da cama. Se ele souber que tenho a intenção de fazer dar certo.
Consigo mudar a nossa posição na cama e acabo por cima dele, rebolo em cima da sua ereção, o seu braço me puxa em direção a sua boca e sinto a sua língua massageando o meu mamilo, aperto a colcha enquanto gemo com o seu carinho.
Sua outra mão alcança a minha abertura e começa a me masturbar, sentia que estava lubrificada, deixando a nossa diversão ainda mais prazerosa, procuro por seus lábios quando o sinto indicando a sua ereção o caminho para poder entrar em mim.
Quando nos encaixamos deixo que a minha bunda bata com força em suas coxas tiro um gemido de prazer dele, que em troca me dá um tapa na carne do meu quadril. Não perco o ritmo e o aperto até que seu gemido fiquem sôfregos.
Cavalgo no homem que apertava as minhas coxas tentando controlar o desejo que estava sentindo. Seus palavrões em seu idioma me afetam, fazendo com que me estimule a subir e descer com mais velocidade. Não deixo de usar a musculatura da minha buceta para ele sentir ainda mais apertado, inclino o meu corpo para trás quando sinto o meu orgasmo se formando, quando ele toca no nervo inchado e cheio de tesão, meu orgasmo veio forte nos deixando ainda mais escorregadios, não perdi a velocidade, me aproximei de seu rosto a procura de seus lábios, precisava sentir o seu carinho.
Necessitava de seu cuidado, que não eramos algo de fachada, que estaríamos juntos tentando realmente uma relação, tentar solidificar o nosso futuro casamento.
Seus gemidos se intensificam, ele nos vira na cama e passo as mãos por seu pescoço e olho para aquele azul tão lindo que estava me sondando.
— Preciso gozar querida… — Ele fala baixinho e apenas concordo.
Cruzo as pernas por seu quadril, o aperto ainda mais contra o meu corpo, começo a sentir que a minha musculatura da minha intimidade começa a se contrair e sinto os seus espasmos liberando tudo dentro de mim.
Mesmo suados e com a cara de cansados que estávamos, a única atitude que tivemos foi nos deitar um de frente para o outro e nos cobrir com a colcha da cama.
— Sei que a minha fama não é a das melhores, mas realmente quero tentar a vida que meus pais têm, quero ter uma família linda com você Amélie! — Apoio a minha cabeça em seu peito e sinto o seu beijo.
— Sempre sonhei em encontrar o príncipe encantado, será que o encontrei? — Falo baixinho.
— Deixe-me ser o príncipe do seu conto de fada preferido, acredito que pela tatuagem você goste da CindELLA. — Sorrio em seu peito e deixo um beijo ali.
— Apenas não me magoe Tom, estou de coração aberto para esse casamento e deixar que os sentimentos se tornem algo maior. — Seu abraço em torno do meu corpo se intensifica.
— Prometo que cuidarei de seu coração. — Ele fala baixinho. — O que acha de passar a noite aqui e de manhã irmos para o apartamento? — Bocejo e confirmo com a cabeça.
Estava cansada de mais para pensar em qualquer coisa nesse momento, já estava de olhos fechados, sentindo as batidas de seu coração e o som começou a velar o meu sono.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......