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Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 22

Amélie Petit

Acordo um pouco depois das oito com alguém batendo na porta. Me assusto quando percebo que estou sozinha, ainda por cima continuo na cama uma hora dessas.

— Menina, chegou uma correspondência da empresa para você. — Ouço a voz da governanta da mansão.

Levanto correndo da cama e entro no closet feito um raio a procura de algo que pudesse vestir, encontro um roupão e me vesti com ele, abro a porta amarrando ainda o roupão na cintura.

Assim que abro a porta a governanta abre um sorriso enorme, ela provavelmente deve está sabendo o que esteja acontecendo. Ela me entrega o envelope, noto que é algo da Miller pelo timbre da marca no envelope, deve ser algo importante.

— A senhora Enora e Noely já estão na mansão e perguntaram se não deseja se juntar a elas para o café. — Apenas confirmo com a cabeça.

— Pode dizer a elas que vou apenas colocar algo mais confortável? — Peço a governanta que começa a rir.

— Mais que isso é impossível, menina. — Caio na gargalhada.

Volto para o quarto para procurar algo para vestir, por sorte coloquei um jeans e uma camisa de botoes, calço a sapatilha, penteio o cabelo e faço um coque um pouco mais bagunçado que o normal.

Pego o envelope e desço para a mesa onde elas estavam me esperando, da escada já ouço a alegria das duas, que já estavam dando algumas ordens para as meninas separarem as coisas do Tom, assim que elas me veem o sorriso de todas fica enorme me deixando envergonhada.

Me sento ao lado esquerdo de madame Enora e deixo o envelope de lado para poder acompanhar as duas no café.

— Como foi a noite querida? — Madame Enora me pergunta cheia de curiosidade.

— Eu que deveria perguntar da senhora como foi a sua noite. — Pergunto tentando desviar das perguntas delas.

— Não mude de assunto, nos conte porque estão aqui e não no apartamento de vocês. — Noely sorri com a mão no queixo.

— Acabou ficando muito tarde para voltar para o apartamento, acabei dormindo cansada. — Sinto as minhas bochechas ficando vermelhas de vergonha.

— Noely, quero perguntar desde aquela manhã que descobrimos que você é a mascarada do Tom. — Volto com a minha atenção para a madame Enora.

— Pode perguntar madame. — Digo com carinho e a vejo fazer uma careta.

— Pode parar com isso de madame, me chame de Enora ou vovó, mas pare de me chamar de madame. — Noely começa a rir do jeito carinhoso da sua mãe.

— Tudo bem, pode perguntar vovó, o que está lhe deixando curiosa. — Pergunto olhando para seu rosto que estava tranquilo.

— Desde a primeira vez que foi para a cama com o Tom, você chegou a tomar alguma medicação contraceptiva? — Sua pergunta me acerta de uma forma que fico em panico.

As duas mulheres se olham entre elas enquanto, puxo na mente que esqueci literalmente de tomar algum contraceptivo, ainda mais agora que estamos transando igual dois coelhos e sem precaução alguma.

Sinto quando a minha respiração começa a se acelerar, me sirvo com um copo de café e tomo de uma vez sem adoçar, na esperança de que acorde do pânico estou saindo.

— Pensa comigo mamãe, só não engravida quem não transa, no caso nos duas! — Minha chefe fala e começa a rir.

— Você quer dizer eu, porque sei muito bem que anda se encontrando com certo alguém. — Olho para as duas que se entreolham.

— Bem, não tomo contraceptivos, então existe uma possibilidade de que esteja grávida, só saberemos com tempo. — Digo recobrando as ideias.

Mas realmente não havia me preocupado com nada disso de verdade, talvez seja porque sempre me imaginei sendo mãe, desejo ter uma família grande e de preferência ser mãe em tempo integral durante a infância para que meus filhos não cresçam sem a minha presença.

Fico sentada com a vovó e minha chefe por um bom tempo, tomamos café e conversamos sobre alguns pontos que quero para o casamento e começo a ter uma ideia de quem será convidado para o casamento, mesmo não gostando da ideia de chamar o Jacques, tenho a sensação que o Tom vai fazer questão que ele esteja lá.

Homens…

Caminho para o escritório da vovó Enora para poder trabalhar um pouco enquanto elas duas subiram para os seus quartos para descansarem, sento atrás da mesa e ligo o computador logando na minha senha pessoal no sistema da Miller.

Precisava organizar algumas coisas para a Noely, principalmente agora que recebemos vários pedidos de produção, sei que Noely tem algumas clientes que encomendam praticamente todas as suas lingeries com a casa Miller, principalmente que agora uma das suas clientes deve casar.

Enquanto estou mexendo na agenda da Noely o meu celular vibra na mesa, deixo para olhar depois, tenho que terminar primeiro essa agenda e ainda preciso ir na casa Miller entregar esse envelope, tenho certeza que o Tom precisa com urgência.

— Onde deseja ir senhora? — O motorista da mansão me pergunta gentilmente.

— Vou para o apartamento, vou chamar um táxi… — Ele revira os olhos e sai puxando as malas para a garagem.

— Se alguém me procurar diga que fui deixar a senhora Walker em sua casa e já retornarei. — Ouvi-lo me nomear como senhora Walker me fez sentir estranha.

É como se não tivesse um reconhecimento de quem sou agora, mesmo que naquele papel, esteja me tornando a senhora Amélie Walker, ainda não me sinto assim, acho que talvez depois da festa possa realmente me sentir a esposa do Tom.

Entro no carro e vamos em direção ao apartamento que ele já sabia onde fica, porque em nenhum momento ele me pediu o endereço ou me fez alguma pergunta. Quando chegamos no prédio ele me ajuda com todas as bagagens que trouxe e entramos no apartamento, ainda bem que antes de sair ontem cadastrei a minha digital para poder abrir a porta.

O motorista me deixa sozinha no apartamento e deixo tudo no sofá enquanto vou para cozinha preparar algumas coisas para almoçar com a Laura, sei que ela anda bem gripada esses dias, farei uma sopa para ela se sentir melhor.

Ouço a campainha tocar e caminho até a porta e olho pelo olho magico para ver se era minhas visitas, sorrio para ver que Laura estava lá com um sorriso no rosto acompanhada de outra mulher. Abro a porta e deixo que as duas entre.

Abro a minha amiga e cumprimento a mulher que antes que pudesse se apresentar somos interrompidas por uma série de palavrões e o baque da porta do vizinho, fecho a minha porta para a pessoa não pensar que estava bisbilhotando.

— Que lugar lindo, senhora Walker! — A decoradora fala e vejo o olhar da Laura cair em cima de mim.

— Depois explico… — Digo enquanto acompanho a decoradora. — Fiz algo para você na cozinha, vou atender a decoradora e já me sento ao seu lado.

Converso com a mulher que disse ter várias ideias e que me mostraria o portifólio até o fim de semana e marcamos uma reunião em seu escritório para o fim da semana. Vou com a mulher até a saída e me despeço dela.

Caminho de volta para a cozinha e minha amiga estava lá sentada em uma baqueta tomando a sua sopa com um sorriso no rosto e me olha como se tivesse a notícia bombástica.

— Posso estar grávida do Kevin, Kevin Tremblay. — Vejo o seu sorriso morrer e ficar tensa.

— Então estamos no mesmo barco amiga, também já posso estar grávida do Tom. — Ela arregala os olhos na minha direção.

Agora só nos resta esperar para descobrir.

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