Tommáz Walker
Receber a imagem do contrato assinado me deixou muito feliz, agora tenho realmente a chance de conquistar a minha mascarada, quando tiver certeza que ela está apaixonada por mim revelarei que sei que ela é a mulher que me privou de olhar o seu rosto enquanto estava dando prazer ao seu corpo.
Ainda tenho a que explicar a ela que o preservativo rasgou, talvez ela já até mesmo esteja esperando o nosso primeiro filho, que tenho uma convicção enorme que será o primeiro de muitos, ou pelo menos dois.
Mantenho os meus olhos em Kevin enquanto estou pensando em como sou sortudo de ter encontrado a minha mascarada e ela está a cada dia mais entregue a minha proposta e vendo a sua assinatura é prova que ela realmente tentará uma vida comigo e me esforçarei em fazer que ela se sinta amada.
— O que está te preocupando Kevin? — Pergunto novamente enquanto ele estava pensativo.
— Minha mãe vai me matar! — Ele afirma com convicção e sorrio de lado prestando atenção no computador.
— Não só ela, minha mãe também e talvez seu pai. — Digo para deixá-lo ainda mais nervoso.
Sinto a bola de beisebol passando ao lado do meu rosto e estreito os olhos na direção do meu amigo que apenas mostra o dedo do medo.
— Você quer que eu diga o quê? — Pergunto dando atenção para ele.
— Apenas que me ajude a não ser morto, tenho até medo de chegar em casa, sei que quando contar a vovó ele cortará o meu pau. — Caio na gargalhada olhando para um homem de 1,90 cm com medo de uma velinha.
Antes que pudesse continuar a minha conversa com o meu primo, minha secretária bate na porta.
— O senhor Leclerc, já está a sua espera senhor! — Kevin olha na minha direção, com um olhar tenso.
— Pode deixar que ele entre. — Fico em pé e fecho os botões do meu terno.
Respiro fundo e centralizo meus pensamentos para conseguir encarar esse homem sem arremessá-lo aqui de cima. Sinto uma raiva terrível apenas por saber que ele tem interesse em prender a minha mascarada a vida dele.
Olho para o meu primo que se senta melhor no sofá e fica esperando pela entrada do Jacques na minha sala. Somos surpreendidos com a sua entrada acompanhado de um de seus seguranças, sorrio para ele e me aproximo estendendo a mão para o idiota que será derrubado.
— Qual a honra de ser chamado para conversar com o senhor Walker? — Ele pergunta sarcástico, o que me irrita mais ainda.
— Na verdade, quero tratar de negócios com você. — Estico a mão e mostro a cadeira para que ele possa sentar-se. — Tenho interesse em algo que parece lhe pertencer.
Digo enquanto dou a volta em minha mesa e sento de frente para ele. Se ele se acha o dono de Paris, descobrirá que tenho muito mais poder do que ele imagina, ele que ouse não se afastar da minha noiva.
Puxo alguns documentos que havia pedido para ser investigado e entrego em suas mãos, seu olhar vai para o papel e vejo a confusão se formando em seu olhar, quando ele levanta o olhar Kevin se aproxima.
— Creio que esteja cobrando da minha noiva o valor de novecentos e sessenta mil euros. — Digo deixando subtendido o porquê o chamei.
— Não sabia que a mademoiselle Petit era a sua noiva. — Sua expressão deixa claro o quanto ele estava tentando engolir a situação.
— Sim, somos noivos e recentemente ela confiou a situação que você deixou sobre os ombros delicados da minha mulher. — Vemos enquanto ele faz uma careta com o que digo.
— O que deseja Walker? — Ele cospe as palavras ficando de pé.
— Estou avisando que farei a transferência para sua conta, assim que pôr os pés para fora da minha sala. — Noto a sua respiração ficando descompassado e uma veia em sua cabeça saltando.
— Tudo bem, era somente isso? — Sua pergunta sai afiada.
— Espero que não cerque minha mulher novamente, ou teremos um grande problema. — Digo ficando de pé, fecho meu terno com os olhos cravados nesse idiota.
Ele deixa os documentos que havia entregado para ele e se aproxima um pouco mais da minha mesa, me mantenho parado sem me intimidar com esse idiota.
— Espero que faça bom proveito. — Dou um sorriso de canto e tufo o peito com orgulho.
— Pode ter certeza que sim, Monsieur Leclerc. — Seu rosto fica em um tom avermelhado e sai da minha sala tentando controlar a sua raiva.
Saio da reunião e aviso que estou indo para meu apartamento, Kevin faz o mesmo e me diz que conversará hoje com os pais, abraço o meu amigo e desejo sorte, porque se a dançarina dele realmente estiver grávida a tia Emma aparece aqui no próximo voo.
Saio da empresa em direção ao apartamento, no semáforo fechado uma garotinha aparece na janela e com vários pequenos buquês, escolho as rosas vermelhas, compro todas que ela tinha na caixa e coloco no banco ao meu lado, lembro do conselho de dona Emily.
“Mulheres gostam de coisas simples, quando aparece todo dia com algo, por mais bobo que seja em casa, vai manter a chama da paixão e o amor, acesos em seu casamento”
Lembro que meu pai sempre que aparecia em casa quando ela não ia para empresa, tinha algo especial para ela, sei que isso deu certo no casamento, não consigo me recordar um dia sequer que os vi brigados.
Chego na garagem do nosso apartamento e recebo a notificação do banco informando a transferência para a conta do Leclerc. Pego todas as rosas e saio do carro com um sorriso no rosto, minha mascarada está livre das ameaças daquele idiota.
Olho para o relógio assim que saio do elevador e noto que praticamente é hora do jantar, era um pouco mais de 18 h, sinto o cheiro do jantar no instante que abro a porta. Entro no apartamento e caminho devagar em direção a cozinha, olho para a mulher que estava com o cabelo amarrado em um coque alto preso com um lenço, seu sorriso quando vê as rosa parece ser o suficiente para que sentisse a tranquilidade que procurei a cada noite que saia com uma mulher diferente.
Amélie é como o primeiro raio de sol após um período de inverno intenso, pode me chamar de emocionado ou qualquer coisa do tipo, mas por um acaso encontrei a mulher que fará a minha vida ter sentido, por ela meu desejo de retornar a cada dia de trabalho.
A vejo desligar o fogão e se aproximar olhando para as rosa e meu rosto com um sorriso tão encantador que assim que ela se aproxima agarro pela cintura e sinto seu beijo cheio de desejo e algo que não consegui saber o que é.
Pelo menos não ainda.
— Sentiu saudades, querida? — Ela deita a sua cabeça em meu peito e beijo a sua testa.
— Mentirei se disser que não! — A ouço enquanto sinto seu abraço na minha cintura. — Espero que esteja com fome.
Ela me solta e volta para cozinha, caminho atrás dela com as rosa, ela encontra uma jarra e enche com água.
Entrego as suas rosas e me encosto ao seu lado no balcão e a vejo cuidar das flores com um sorriso lindo, percebo que acertei em fazer a surpresa.
— Paguei o Leclerc! — Digo e a vejo paralisar...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......