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Procura-se Uma Noiva romance Capítulo 26

Amélie Petit

Olhar para os documentos que havia assinado na manhã anterior rasgados aos pés da cama fez sentir esperanças que possamos realmente fazer esse casamento das certo. Saímos do apartamento trocando várias carícias, Tom havia pedido para que o motorista da vovó Enora viesse nos buscar.

Entre uma conversa e outra o ouvia pedir para que fosse providenciado um motorista para que ficasse à minha disposição e principalmente seguranças, percebi durante o nosso café no bistrô que logo não conseguirei fazer coisas simples sem que tenha uma foto minha estampada em alguma revista.

Assim que chegamos a casa Miller, deixei que ele fosse trabalhar, mas como um animal pré-histórico meu querido noivo passou as mãos por minha cintura e me tomou em um beijo que tirou todo fôlego que tinha. Assumimos nosso relacionamento para todos na empresa com a atitude possessiva de meu homem.

Saio do andar da administração e desço os andares até o andar criativo de Noely, resolvo ir pelas escadas, assim tenho tempo para pensar sobre o que aconteceu. Tom rasgar o contrato não foi o que me chamou atenção e sim uma pequena frase que ele disse:

“Acho que sou o seu príncipe, talvez precise apenas retirar a venda e me enxergar melhor.”

Estava ali a frase, estava ali a confirmação que ele sabia que, sim, sou a dançarina com a máscara de pavão que supriu o desejo de conhecer o meu rosto, pior ainda, neguei a ele e principalmente a mim a necessidade de sentir outro orgasmo.

Se o Tom sabe que sou a sua dançarina porque ainda não se revelou?

Será que ele pensa que ficaria irritada com o fato de ter escondido que era?

Ele se engana que sumiria de seus braços por ser a mulher que adorou deixar ele na mão. Começo a rir, recordando de como achei divertido vir ele me procurar no dia seguinte…

Paro de andar assim que um pequeno detalhe me passou despercebido, estou tão envolvida nos últimos dias que nem, percebi qualquer coisa.

— Tom parou de procurar a dançarina. — Digo olhando elas escadas em direção o andar onde ele havia ficado. — Mas, se ele sabe, por que ainda não disse algo?

Um sorriso nasce em meu rosto, Tom sabe que sou a sua dançarina, a mulher que faturou mais que merecia por uma foda. Começo a voltar para o andar onde ele estava, retiro meu salto e subo as escadas praticamente correndo, preciso contar a ele que sim sou sua dançarina, porque não quero mentir para ele.

Faltava seis lances de escada para entrar novamente, onde deixei o Tom para trabalhar, subia cada degrau lembrando de minha mãe, dizendo que encontraria meu príncipe, que ele cuidaria de mim com carinho que merecia.

Mais dois lances então estaria correndo pelos corredores em direção os braços do meu noivo, do homem que tem se esforçado para não contar que sabe quem sou. Passo em frente as portas do andar anterior da minha intenção e ouço a porta abrindo, a voz de Noely me alcança, diminuo o passo e sinto o olhar dela em minha postura.

Naquele momento não era um exemplo de moda, estava começando a soar, ofegava pela subida de quatro lances correndo com os pensamentos no homem que estava trabalhando, meus saltos em cada mão, enquanto o tablet estava no bolso do meu sobretudo. O olhar da Noely parecia curioso e divertido ao mesmo tempo.

— Pessoal providenciem tudo isso que vou ali ajudar a futura senhora Walker. — Ela fecha a porta atrás de si, olho para a porta do andar que estava ali.

Mas como poderia sair correndo da minha chefe que estava rindo nesse momento para mim, ela caminha lentamente e aponta para meus sapatos, respiro fundo e consigo tranquilizar os meus pensamentos.

— Vai me dizer que pressa é essa? — Ela pergunta divertida e me puxa em direção contrária.

Estanco entre o décimo primeiro e décimo. Tenho que ir lá contar para ele, não quero mentiras entre o homem que estou começando a me apaixonar por ele, é errado e injusto.

— Ele sabe que sou a sua dançarina. — Noely segura em meus braços e sorri para mim.

— Sim, ele sabe! — Olho para ela e me surpreendo em como ela sabia disso e nunca me contou.

— Tom se interessou pelo fato de que você tirou o controle de uma situação, até o dia que mamãe foi hospitalizada ele não tinha certeza. — Passo a mão pelos meus cabelos tentando encontrar o ponto onde ele descobriu que sou eu.

Assim que conto a intenção que tenho, ela se empolga em desenhar vários modelos em uma velocidade incrível, sento na ponta do tablado e começo a organizar a vida da minha chefe. Ela tem algumas encomendas para entregar durante a semana e na próxima um pequeno desfile em um evento reservado para estilistas de moda intima.

Terei que convencer o Tom de empurrar o casamento para mais alguns dias, ou não teremos Noely na cerimônia, porque sei que ela não conseguiria voltar de Sydney a tempo para o casamento.

Respondo alguns e-mails de Elisa, estava irritada por não estar gostando da lua de mel, todos sabíamos que ela não aguentaria passar muito tempo sem trabalhar, não dou mais uma semana para ela voltar para casa. Mesmo que o Léo a ame incondicionalmente, ele estava ciente que estava se casando com uma garota que vive para o trabalho e jamais a faria mudar, são um casal apaixonados, mas para Elisa o trabalho é o seu amante.

Concluo tudo o que preciso e decido fazer uma surpresa para meu querido noivo, aviso a Noely que estava indo almoçar com o Tom e subo até o último andar, dessa vez vou pelo elevador, me aproximo da mesa da secretária e apenas acena para que saiba que ele não está acompanhado.

Tive a ideia assim que ele me contou que foi feito na mesa do escritório do pai, abro a porta e assim que passo por ela a tranco e me viro em direção do homem que abre um sorriso enorme na minha direção.

Me encosto na porta e desfaço o laço do vestido que usava, revelando a lingerie que coloquei para esse momento. O bom de trabalhar aqui é que tem vários modelos e tamanhos, sei que minha chefe não se importará. O modelo é o mesmo que usei na noite no Moulin Rouge, a diferença é apenas a cor, escolhi um preto.

— Hum, adorei o convite de almoço querida. — Tom fala assim que se ergue de sua mesa.

O vejo caminhar lentamente em minha direção, o seu olhar estava uma incógnita, tenho certeza que ele reconheceria a peça, até porque ele falou dela durante o café na mansão.

— Sabe querida, não faz muito tempo, vi alguém usando uma bem parecida com ela. — Sorrio de canto, o puxo pela gravata em minha direção.

— Espero que a partir de hoje, veja apenas em meu corpo…

Não consigo terminar a minha ameaça, ele me toma em um beijo cheio de carinho e desejo, caminha comigo até o sofá, seu sorriso safado me deixa ansiosa pelo seu toque e não me arrependo por deixar que ele comande novamente os nossos momentos de prazer.

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