Tommáz Walker
Adoro a minha família, principalmente quando nos reunimos assim e eles decidem que tenho que me casar e largar essa vida de libertino que tenho. Dessa vez darei ouvidos aos pedidos de mamãe, mas principalmente porque não quero ver o nosso patrimonio dividido em mãos de estranhos, hoje com a entrado do marido da Eliza em nossa família ele pode se tornar o responsável para administrar o império da Casa Miller.
Minha vó e minha tia já haviam saído da mesa, então aproveitarei e vou até o Moulin Rouge para conseguir alguma informação sobre a minha mascarada, preciso avisar a ela sobre o preservativo que rasgou. E claro que vou culpá-la, se ela tivesse me deixado sem a venda isso não teria acontecido.
A minha ideia me faz deixar um sorriso surgir em meu rosto, pego um dos diversos carros que tem na garagem da mansão e antes que pudesse ligar a porta ao meu lado se abre e me surpreendo quando Kevin e Ethan entram no carro.
— Onde vocês pensam que vão? — Me viro para olhar os dois intrusos.
— Paro o mesmo lugar que você, quero convidar a minha mascarada francesa para o casamento hoje. — Começo a rir do Kevin.
— Jura que ela aceitará te acompanhar ainda mais em cima da hora? — Pergunto confiante ao meu amigo, que parece perceber o que falei.
— E a sua, também pode se negar, isso se vocês conseguirem descobrir quem são essas mulheres. — Meu irmão fala e então percebo que ele está certo.
— Vamos pelo menos tentar encontrar com elas! — Digo olhando para os dois que estão ao meu lado.
Ligo o carro e tenho uma certa dificuldade para chegar até o Moulin Rouge, algumas avenidas estavam com o trânsito sendo desviado para outras ruas e o que era para ser um caminho de menos de meia hora acabou sendo um pouco mais de uma hora, o que fez minha vó ligar várias vezes para saber o porquê da demora, a festa da minha prima estava perto de começar.
— Finalmente chegamos, tenho certeza que a mamãe vai nos matar Tom! — Meu irmão fala com um tom preocupado.
— Não vai nada, agora vamos lá. — Estaciono o carro em uma vaga de frente para a casa de show e caminhamos pela calçada com um capuz na cabeça para ninguém nos reconhecer.
Chegamos em uma porta na lateral da boate e batemos na esperança que alguém nos recepcione, e como em um filme de terror que o mordomo de uma casa mal assombrada abre apenas uma fresta, um homem enorme põe a cara na fresta com um olhar mortal.
— Preciso falar com o gerente, temos que encontrar duas dançarinas que estavam ontem aqui. — Digo para o homem que apenas me olha da cabeça aos pés.
— A casa só abre a noite, se as dançarinas estavam de máscara é sinal que não querem ser encontradas. — Ele diz com tédio.
Antes que ele feche a porta na nossa cara, Ethan enfia o pé na fresta impedindo que ela se feche, puxa a carteira e mostra as notas que ele tem na carteira.
— Dou tudo, se você nos der informação sobre as duas moças, é importante que elas sejam encontradas. — Os olhos do homem mostram interesse na carteira do meu irmão.
Tudo nessa vida tem um valor, as pessoas têm a mania de falar que dinheiro não nos traz felicidade, mas se você não tiver dinheiro para pagar algo que deseja, tenho certeza que não será o amor que pagará.
— Que dançarina? — Ele pergunta secamente.
— A com máscara de pavão loira e a com uma máscara francesa ruiva. — Digo na esperança que ele possa nos esclarecer quem seja aquelas duas desconhecidas.
— A ruiva avisou hoje que não irá mais participar do elenco da casa, parece que ela conseguiu levantar o valor que precisava, um dos idiotas aí se deu mal quando abriu a mão e deu muito dinheiro para ela. — Ele abre uma gargalhada e percebo que Kevin fica irritado.
— A loira, foi a primeira noite dela aqui, ela veio apenas para dançar, até onde sei, ela é alguém conhecida na cidade e duvido muito que a reencontre aqui. — Ele estende a mão para o meu irmão que lhe entrega um valor considerável. — Te dou uma informação útil se me passar tudo o que tiver na carteira. — Ele diz e olha para o Ethan, que retira todas as notas e entrega para o homem na penumbra da casa noturna.
— As duas são amigas e moram juntas perto do centro, mas não sei o endereço, ache uma que encontrará a outra. — Assim que ele se cala, ele fecha a porta na nossa cara.
Olho para o meu amigo que estava com uma cara de derrotado, ponho a mão em seu ombro.
— Não se preocupe iremos encontrá-las, acho que tive uma ideia para que elas surjam novamente. — Já estava pensando em algo do tipo desde a hora que acordei frustrado por não ter aquela francesa em meus braços.
— Vou te dar uma dica, mas antes quero que me prometa que não irá magoar a Amélie. — A sua voz sai tão baixa que olho para minha tia para saber se ela disse realmente algo ou foi imaginação da minha cabeça, apenas confirmo com a cabeça o seu pedido.
— Ela tem um grave problema e está tentando resolver, acho que você pode ajudá-la, propondo casamento e ajudá-la a quitar a dívida que têm. — Franzo o cenho, fico sem entender o que a minha tia está falando.
— Por favor, ajude-a, todos aqui gostamos muito dela e sabemos que ela não aceitará a nossa ajuda, pode não parecer, mas aquela baixinha é orgulhosa. — Mantenho os olhos em minha tia e tento seguir o raciocínio dela, pelo que parece ela não percebeu que estou suspeitando que ela seja a minha dançarina.
— Um casamento por contrato pode ser interessante… — Digo e deixo que a minha mente trabalhe, posso propor o casamento para ela e justificar sobre a herança da minha avó.
Meus planos começam a se formar enquanto estou olhando para a loira que talvez esteja esperando um herdeiro meu, que com toda certeza será lindo, sinto meu coração bombeando ainda mais acelerado, preciso encontrar um meio para que ela se interesse nesse meu plano. Tenho que descobrir mais sobre a minha pequena Ella e já sei como conquistá-la.
O dia passa correndo, minha prima se despede de todos e não demora muito ela some com os convidados, olho para todos os lados e procuro pelo meu primo e o acho conversando com a sua irmã Eve, que sorri para mim como se soubesse de um grande segredo, me aproximo dela e retiro um de seus cachos do coque que ela estava usando e se irrita.
— Não bagunça, usarei esse penteado no desfile. — Ela fecha a cara e chuta a minha canela.
— Cara temos que ir ali conversar. — Digo puxando o meu primo…
O puxo para longe de nossa família e conto minhas suspeitas e principalmente o que estou planejando.
— Preciso que você redija o meu contrato. — Ele apenas confirma com a cabeça e definimos o que farei e como será o nosso contrato.
A noite chega e vamos para os desfiles que já começaram e a casa Sisu estava apresentando sua moda praia e a modelo principal deles já estava na passarela, uma negra linda com os cabelos encaracolados para cima, estava com um biquíni estilo aos que as brasileiras adoram usar.
— Aurora Borges é uma modelo linda, pena que ela não aceita modelar para mim. — Minha ta se queixa atrás de mim. — Sua cadeira está separada ao lado da Amélie, pode ir querido. — Aceno e me preparo para as próximas três horas que será uma tortura estar tão perto e não poder tocar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Procura-se Uma Noiva
Alguém tem o livro completo ?...
Boa tarde... O resto da história, estava a adorar e do nada acabou......