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Proibida de Amar Meu Marido romance Capítulo 205

O sorriso educado permaneceu no rosto de Eduardo até Helena desaparecer entre os convidados.

Assim que ela sumiu de sua vista, ele deixou a pista de dança e caminhou lentamente até uma das grandes varandas da mansão, no caminho pegou um copo de uísque servido por um garçom.

Do lado de fora, o jardim iluminado parecia um cenário perfeito. Luzes douradas refletiam sobre o lago artificial, enquanto os convidados caminhavam entre as árvores iluminadas. Ao longe, a música da orquestra misturava-se ao murmúrio das conversas.

Mas dentro dele havia um turbilhão de pensamentos. Apertou discretamente o copo de uísque entre os dedos.

Lembrou das duas vezes que viu Helena com Danilo, uma vez no estacionamento e outra em uma cafeteria no shopping. A imagem dos dois sentados naquela cafeteria insistia em voltar à sua mente quando Danilo segurou a mão dela.

Helena dissera que havia se encontrado com Laura para fazer compras, mas estava com Danilo.

Eduardo fechou os olhos por um instante. Não era somente o encontro que o incomodava. Ela tinha um passado e ele também tinha. O que realmente o perturbava era a mentira.

Ele respirou profundamente.

— Você está ficando ridículo... — murmurou para si mesmo.

Não tinha o direito de sentir aquilo. O casamento deles jamais foi construído sobre amor ou qualquer sentimento.

Era um contrato, um acordo. Mais um negócio entre tantos que mantinha com as pessoas. Era o tipo de relacionamento que ele mantinha com as pessoas, frio e impessoal, apenas tirando proveito do que elas poderiam lhe proporcionar. Ele próprio fizera questão de deixar isso claro desde o primeiro dia.

Então por que a simples possibilidade de Helena ainda amar outro homem o incomodava tanto?

A resposta surgiu imediatamente.

Viviane.

O nome atravessou seus pensamentos como uma lâmina. Ele acreditou cegamente nela por uma paixão que agora via que era algo superficial demais para ser chamado de amor.

Ele acreditara conhecer aquela mulher. Acreditou tanto que rompeu de forma cruel com Leonardo, seu próprio irmão, aquele com quem cresceram juntos, dividiram as alegrias, brincadeiras e quando um fazia algo errado, o outro o protegia.

E quando descobriu toda a verdade… percebeu que nunca quis conhecer Viviane de verdade. Ou melhor… Angelina Santos.

Agora ele não seria enganado novamente, nunca mais permitiria que uma mulher manipulasse seus sentimentos.

Seu olhar endureceu. Se Helena ainda nutria sentimentos por Danilo, era melhor descobrir agora, antes que fosse tarde.

Mas, por mais que tentasse convencer a si mesmo, havia algo que desmontava toda aquela lógica.

As lembranças dos últimos dias quando voltou a ficar em casa e compartilhar os momentos juntos.

Eduardo percebeu que gostava de ver Helena o esperando para preparar o jantar, dividir um bom vinho e as conversas tranquilas.

Eduardo passou a mão pelo rosto.

Nada daquilo parecia mentira. A forma como não questionava, não pressionava ou se aproveitava dos momentos que estavam juntos, momentos que poderiam gerar uma intimidade entre eles nos momentos que começava a baixar a guarda.

Ela apenas estava lá, como se esperasse, pacientemente, que um dia ele decidisse atravessar a distância que os separava.

Viviane também parecia verdadeira.

Então como distinguir uma mulher da outra? Como confiar novamente no próprio julgamento?

*****

Helena fechou a porta do lavabo feminino atrás de si e permaneceu imóvel por alguns segundos. Apoiou as duas mãos sobre a bancada de mármore branco e respirou profundamente.

Seu reflexo no enorme espelho pareceu o de uma estranha. A maquiagem continuava impecável, o vestido permanecia perfeito, mas o sorriso... esse havia desaparecido.

Ela fechou os olhos e as palavras de Eduardo ainda ecoavam em sua mente.

"Talvez por não termos uma relação de marido e mulher."

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