Dito isso, Magnus ignorou as súplicas de Uriel e apenas instruiu Renato.
— Diga aos enfermeiros para reconectarem os tendões das mãos e dos pés dele por enquanto.
— Certo. — Renato assentiu.
Uriel chorava copiosamente.
— Você não pode fazer isso comigo! Não importa o que eu tenha feito de errado, eu ainda sou seu pai! Como você pode ferir seu próprio pai? As pessoas vão te condenar, seu avô certamente não concordaria...
— Me perdoe desta vez, eu realmente serei um bom pai para você, vou compensar todo o amor paternal que lhe faltou todos esses anos...
No entanto, a única resposta que obteve foi o som da porta se fechando.
Do lado de fora, Lívia esperava encostada na parede, sentindo um certo tédio.
Seu olhar percorreu o ambiente e pousou em sua mochila.
Ela então se agachou, abriu a mochila e tirou de dentro um monte de objetos de formas estranhas, colocando-os no chão – eram os instrumentos de tortura que ela havia preparado.
Lívia manuseava os instrumentos com interesse, examinando cada um deles cuidadosamente, como se estivesse apreciando obras de arte valiosas.
Só quando ouviu a porta se abrir é que ela levantou a cabeça e olhou na direção da entrada.
— Já acabou, tão rápido? — Lívia ergueu uma sobrancelha.
O isolamento acústico do quarto era razoavelmente bom, mas Lívia ainda conseguia ouvir vagamente os gritos que vinham de dentro.
Parecia que Magnus não tinha pegado leve.
Magnus fechou a porta casualmente.
Seu rosto não revelava muita emoção.
Ele apenas emitiu um "hum" e respondeu.
— Depois que ele acreditou que eu realmente era capaz de aleijá-lo, confessou tudo.

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