— Duas mil libras? — Alice engole seco, quando descobre o valor do vinho que quer comprar.
— Isso mesmo — o atendente diz, a olhando de soslaio, percebendo que ela não tem dinheiro para aquilo.
— Não precisa comprar o mesmo vinho, amiga — Laila intervém. — Pode comprar um mais barato. O que vale é a sua intenção.
— Mas queria dar a ele o mesmo que havia quebrado na noite passada — confessa triste.
— Eu sei, mas não deve esquecer que o Richard é um arquiteto renomado, montado no dinheiro, enquanto você não passa de uma estudante.
Alice suspira, sabendo que Laila tem toda razão.
— Me indique um bom vinho, que custe menos que isso — ela pede ao atendente.
— Tudo bem — O atendente faz um bico, mas resolve providenciar o pedido dela. Ele a leva até uma prateleira de vinhos mais acessíveis para o seu bolso.
Mesmo que tenha tentado economizar, Alice acabou saindo dali com uma garrafa de cento e cinquenta libras esterlinas.
— Lá se vai metade das minhas economias — resmunga, enquanto sai da loja com Laila.
— Na minha opinião, eu nem acho que isso era necessário. Você mesma disse que ele nem se importou quando a garrafa quebrou.
— Isso é verdade, mesmo assim, sinto que devo um pedido de desculpa pelo modo como o tratei hoje e isso foi a única coisa que me passou pela mente.
— Se eu fosse você, apenas vestiria uma lingerie sexy e batia na porta dele, aposto que isso já seria o necessário.
— Sexo não resolve tudo, Laila.
— Você que pensa — Laila ri, enquanto entra no carro da amiga.
— Eu não quero esse tipo de relação, entende? De fazer as coisas erradas e achar que sexo pode consertar, sem que haja uma conversa antes.
— Escutou o que acabou de dizer? — Laila a encara. — Você disse “não quero esse tipo de relação” significa que está cogitando algo com o Richard, não é mesmo?
— Não é isso — seu rosto cora. — Digo sobre a nossa convivência.
— Está bem — ironiza.
— O Richard deixou claro ontem à noite que também quer uma boa convivência enquanto fica no país — diz com a expressão desaponta. — Isso para mim já é o bastante para saber que não devo me apegar a ele.
— Poxa… — reflete Laila. — Então vocês ficarão assim, até que ele vá embora?
— Pelo jeito, sim.
— E depois?
— Não vai haver depois, só isso mesmo. Quando ele ir, tudo irá acabar.
— Não vai considerar os seus sentimentos?
— Espero que o mesmo tempo que levei para começar a gostar dele seja o mesmo para parar de gostar — responde, percebendo que nem ela mesma acredita naquilo.
— Alice, seja mais positiva!

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