A tensão se forma naquele escritório, pois ninguém acredita no que está acontecendo ali.
— Como ousa usar esse tipo de palavreado aqui, senhorita Taylor? — Vitório questiona, inconformado com aquela situação.
— Porque essa é a única palavra que consigo encontrar para descrever essa praga — continua.
— Pare com isso mesmo, ou será advertida — ameaça Vitório.
— Acha mesmo que me importo? — questiona nervosa.
Já havia começado o show, sentiu que deveria dar continuidade de colocar tudo o que estava entalado em sua garganta por tanto tempo.
— Você está nervosa porque sabe que é incompetente — Carmem provoca. — Você está frustrada porque percebeu que todos os seus colegas tiveram um desempenho satisfatório, enquanto você ficou para trás.
— Como ousa me minimizar? Você sabia que esse projeto não era de minha responsabilidade e, ainda assim, o sugeriu, para me prejudicar e prejudicar o meu profissionalismo.
— O seu profissionalismo não está em questão, já que todos aqui sabem o quanto você é irresponsável — Carmem insinua.
— Todos aqui sabem o quanto você pega no meu pé, isso sim! Você teme perder para mim, mas quer saber de uma coisa? Nunca desejaria o seu lugar, pois desejo coisas maiores e não um cargo tão insignificante quanto o seu.
Em toda a sua vida, Alice nunca quis ser melhor do que ninguém, só buscava pelo seu próprio lugar no mundo, sem precisar passar por cima de alguém, mas naquele momento sentia-se injustiça ao nível máximo. Considerou que deveria pegar um pouco da dignidade que ainda possuía e tentaria sair dali com a cabeça erguida.
— Como ousa dizer isso? — Carmem parece bastante ofendida com as palavras de Alice. — Você não passa de uma estudante que ainda nem concluiu sua graduação, acha que conseguirá um cargo melhor que o meu agindo desta forma?
— Não só acho como consegui — mesmo que sentisse estar sendo um pouco precipitada, concluiu que aquele era o melhor momento para sair da empresa. — Sou tão melhor que você que já recebi uma proposta de emprego de Richard Carter — revela. — Ele viu o meu potencial e sugeriu que, quando me formasse, não perdesse mais nenhum segundo aqui.
— Que mentira! — Zomba Carmem.
— Se acha que é mentira, pergunte a Vitório — sugere. — Diga se é verdade ou não, senhor Vitório, que Richard Carter o procurou pedindo que o enviasse alguns dos meus projetos para analisar.
— Isso é verdade — Vitório diz. — Mas não sabia que ele estava interessado em contratar você.
— Não sabia porque essa megera da Carmem sempre me diminuiu aqui e nunca deixou que eu mostrasse o meu talento. Mas isso não muda mais nada agora, o senhor Carter é um homem sábio e consegue enxergar o talento de uma pessoa de longe.
Enquanto a cara de Carmem está quase vermelha de raiva por saber da novidade, Laila, que também está ali com os demais estagiários, não consegue conter a expressão de orgulho ao ver que a amiga não está se deixando abater por conta de terceiros.
— Mesmo que tenha recebido a proposta do senhor Carter, não se esqueça que ainda trabalha para nós, Alice — Vitório a lembra.

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