Jamais em toda a sua existência, Richard sentiu algo como aquilo. Um nó se forma na garganta enquanto seus olhos seguem o casal que anda até o outro lado da rua, onde o carro de Alice está estacionado.
O barulho dos carros atrás buzinando para que ele saísse da frente foi o que despertou daquilo. Rapidamente, ele acelera o carro e para mais adiante no acostamento. Ele espera que Alice passe com o carro por ele, a fim de segui-la e descobrir para onde está indo. Sua consciência o acusa de estar sendo irracional, mas ele segue em frente, até a ver parar em frente a uma residência.
Alice desce do carro, abre a porta do passageiro e ajuda Endrick a sair. Mais uma vez, ele se apoia nela e os dois se aproximam do portão. Ela o ajuda a entrar e se acomodar em casa. Como sabe que a mãe de Endrick chegará ali a qualquer momento, se despede e vai embora dali. Ela não percebe, mas continua sendo seguida por Richard.
Dirigindo para seu apartamento, Alice entra e percebe estar sozinha. Ela decide ir direto para o banho. Enquanto ensaboa seu corpo, pensa em enviar uma mensagem para Richard e informar que já está em casa. Mas ao olhar para a porta do banheiro aberta, ela vê Richard a fitando da mesma forma que quando se conheceram.
— Quer me matar de susto? — pergunta, com um tom de voz extrovertido.
— Quando chegou? — Ao contrário do que espera, Richard não parece estar com o mesmo humor que ela, pois sua face está séria e seu tom de voz ríspido.
— Agora a pouco — responde, cobrindo o corpo com a toalha.
— Como sua amiga está? — questiona.
Naquele momento, cara a cara com Richard, sente que não deve continuar com a mentira. Havia prometido a Endrick que não contaria sobre a sua doença e iria fazer, mas não poderia deixar que o relacionamento que estava iniciando começasse errado daquele jeito.
— Preciso te confessar uma coisa — diz, se aproximando dele. — Não era uma amiga minha que estava no hospital — inicia a conversa.
Richard franze o cenho revelando algumas rugas temporárias.
— Onde estava, Alice? — Pergunta sério.
— Eu não menti, realmente estava no hospital, mas não acompanhava uma amiga e sim o meu ex-namorado que havia passado mal.
Uma onda de ciúme b**e no peito de Richard, mas ele mantém a postura ao ver que ela está começando a lhe contar toda a verdade.
— Por que mentiu?
— Eu não sei — confessa. — Havia saído do trabalho e entrado no carro para vir para casa, quando o hospital me ligou dizendo que ele havia passado mal e estava desacordado. Eu me preocupei e fui até lá e, quando ele acordou, pediu que eu não contasse aos pais sobre seu estado e me pediu que ficasse lá com ele.

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