Todo o processo do translado de Endrick foi feito pela família dele, mas Alice fez questão de só retornar ao país junto ao corpo do ex-namorado.
No dia da cerimônia fúnebre, os pais de Alice vieram para acompanhar a filha, visivelmente abalada.
— Tem certeza de que deseja ir, filha? — Silvia, mãe de Alice, a pergunta.
— É claro que sim — responde chorando. — Desejo expressar meu último adeus a Endrick.
Atendendo ao pedido da filha, o casal chegou no local onde estava acontecendo a cerimônia. George deixa Alice e Silvia na porta da igreja, enquanto procura por um estacionamento.
As duas se dirigem para dentro da igreja, onde há vários familiares e amigos de Endrick. Quando Alice entra, todos os olhares são para ela, pois todos ali sabem da relação dela com Endrick.
Entretanto, quando Dora, que está próxima ao caixão do filho, vê Alice entrar na igreja, caminha em direção a ela.
— Como ousa aparecer aqui? — pergunta Dora, lançando um tapa no rosto de Alice.
— O que está fazendo? — Silvia pergunta, desacreditada no que acabou de ver.
— Você não é bem-vinda aqui — diz Dora, sem desviar o olhar de Alice. — Não devia nem encostar perto do meu filho, sua vadia! — grita, deixando todos abismados com a cena.
— Você está louca? — Silvia pergunta incrédula.
— Sua filha não é bem-vinda aqui, não me ouviu?
— Respeite o corpo do seu filho — Alice pede, com a voz trêmula.
— Como ousa pedir respeito? — A voz de Dora continua exaltada. — Que todos aqui saibam. Enquanto o meu filho estava doente, essa vadia o traía — anuncia Dora, chamando a atenção dos presentes. — Ela terminou a relação com Endrick doente e, no dia seguinte, estava deitada com outro homem. Alice não se importou com os sentimentos do meu filho, ao contrário, andou com o amante pelas ruas de Londres, como se nada tivesse acontecido.
— A senhora sabe que não é verdade — Alice diz, completamente abalada.
— Saia daqui! — grita Dora. — Deveria ser você naquele caixão, não o meu filho!
Ao ouvir aquelas acusações, Alice olha para todos os presentes, mas percebe que os rostos de todos ficam borrados, o teto da igreja começa a rodar e suas vistas gradualmente começam a escurecer. Ela escuta a voz de sua mãe distante chamando o seu nome e sente uma pancada forte na cabeça. De repente, tudo fica escuro e silencioso.
Do lado de fora da igreja, George encontra uma vaga para estacionar. Ele sai do carro e anda em direção à igreja, mas já na porta percebe haver um alvoroço. Rapidamente, ele se aproxima e vê sua filha, caída no chão, desmaiada.
— O que aconteceu? — pergunta, se abaixando para tentar levantar a filha do chão.
— George, ela desmaiou — Silvia diz. — Me auxilie a tirá-la daqui.
George pega a filha no colo e sai dali, sendo seguido por sua esposa. Ele a leva até o carro e pede que a esposa dirija até o hospital mais próximo.
— Alice, querida, acorde! — George tenta animar a filha enquanto sua esposa dirige com os olhos cheios de lágrimas, por querer quebrar a cara de Dora Shaw.
Ao chegarem no hospital, os médicos levam Alice, que continua desacordada, para uma sala de atendimento, onde fará alguns exames. Enquanto isso, seus pais aguardam na sala de espera.
— O que aconteceu? — George pergunta à esposa, pois não havia tido tempo de perguntar ainda sobre o ocorrido.

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