Laila olha para o rosto de Alice e percebe que ela diz aquilo com muita mágoa no coração.
— Amiga, você não pode fazer isso — Laila tenta fazer com que ela mude de ideia.
— Claro que posso, tanto que farei — Alice continua a dizer com cara de decidida.
— Mas ele é o pai do seu bebê.
— Acha mesmo que o Richard acreditaria nisso? Ainda mais após ter deixado-o para viajar com o Endrick.
— Mas você pode pedir o DNA caso ele tenha dúvidas.
— É por isso mesmo que não quero dizer nada, entende? Já não basta o que ele me disse quando nos vimos pela última vez. Ele virá com a sua desconfiança para cima de mim, eu estou cansada, Laila.
— Tudo bem — abraça a amiga. — Ainda é cedo para tomar alguma decisão, no momento deve cuidar de sua mente e de sua saúde, ainda mais agora que terá uma nova vida para cuidar.
As duas ficam ali, até que o caixão de Endrick seja coberto por terra e todos os presentes no enterro saiam. Após perceber que não há mais ninguém da família dele por perto, Alice deixa seu esconderijo e segue em direção ao local onde ele foi enterrado.
Ela permanece ali até que o céu se torne escuro, anunciando a chegada da noite.
— É hora de ir, amiga — Laila sugere, percebendo o quão abalada Alice está. — Se não quiser ir para o seu apartamento, pode pernoitar em minha casa.
— Obrigada pelo convite, mas meus pais estão esperando por mim e creio que devem estar bastante preocupados — comenta Alice, com os olhos vermelhos de tanto chorar.
— Tudo bem, caso precise de algo, pode me avisar. Estarei disponível para você sempre que quiser.
As duas se despedem com um abraço e cada uma vai para a sua casa.
Quando Alice chega em seu apartamento, encontra seus pais sentados à mesa lhe esperando para o jantar.
— Preparei uma torta de maçã que você tanto ama — Silvia diz, tentando animar a filha.
— Obrigada, mãe, irei tomar banho e já venho ficar com vocês.
Já em seu quarto, Alice cai no choro, por todas as coisas que aconteceram em sua vida durante os últimos meses.
Enquanto isso, na sala de jantar, Silvia e George conversam sobre o destino da filha. Mesmo que queiram saber sobre o pai do bebê, eles entendem que a filha já é grande o suficiente para decidir sobre a sua própria vida.
— O que faremos, George? Não podemos deixá-la aqui sozinha.
— Sei disso, Silvia. Mas acha que ela irá querer ir conosco?
— Vou tentar convencê-la, Alice precisa mudar um pouco os ares e sair desse lugar antes que fique doente — Silvia enuncia. — Além disso, ela não tem trabalho nem faculdade para segurá-la aqui e, como está grávida, não creio que deva procurar por emprego no momento.
— Você tem razão.
Os dois param de conversar quando veem a filha entrar na sala.
— Querida, sente-se conosco — George se levanta e puxa a cadeira para a filha se sentar.
Alice se senta e a mãe a serve.
— Sabe, querida — Silvia inicia a conversa. — Estávamos pensando em convidar você para passar uns dias conosco, o que acha?
— Eu aceito — Alice responde rapidamente.
A resposta rápida da filha causa espanto nos pais, que estavam esperando por protestos.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Querido CEO, seu bebê quer te conhecer!