Entrando em seu quarto, Madeline corre para o banheiro e se tranca ali. Ao tirar o lençol que cobria o corpo, fica de frente ao espelho da pia. Ela encara o seu próprio reflexo, notando as marcas das lágrimas que rolaram por seu rosto, depois volta o olhar para o seu dedão do pé e retira o band-aid que havia colocado no dedo de madrugada. Aquele foi o lugar mais fácil e discreto que encontrou para fazer um corte expressivo o bastante para conseguir uma quantidade de sangue suficiente para manchar o lençol.
— Meu Deus, me perdoa por isso — sussurra, sentindo culpa pelo que acabou de fazer. Ela se ajoelha nua no banheiro e junta as mãos em sinal de prece. — Jesus, eu sei que o que fiz foi errado, mas o Senhor sabe o quanto gosto do Richard e o quanto espero por ele. Prometo que, se o Senhor fizer ele se casar comigo, me tornarei uma esposa compreensiva e amorosa que fará de tudo por ele. Me perdoa por essa mentira, eu prometo nunca mais mentir, mas para isso, preciso que me ajude a pesar a consciência do Richard até ele entender que precisa ficar comigo. Amém.
Ao se levantar, ela corre para o chuveiro, toma banho, veste um vestido longo e coloca um sapato fechado que tampe o seu pé, para Richard não notar o corte e não desconfiar que realmente não havia acontecido nada entre eles.
Mesmo que estivesse sentindo culpa por mentir, Madeline havia ficado chateada com Richard por achar realmente que ele tiraria a sua virgindade, quando entrou no banheiro e começou beijá-la. Mas isso não aconteceu, ele simplesmente a levou para o quarto e, quando caiu na cama, apagou de vez. O sentimento de frustração ao perceber que nem mesmo nua conseguiu atraí-lo a fez tomar aquela atitude, de cortar o dedo para manchar o lençol e tirar a roupa dele, deixando o cenário perfeito de uma cena de sexo.
Ao sair do quarto, Madeline volta a mudar a expressão no rosto, transparecendo culpa e tristeza. Ela encontra Richard na sala, com as mãos apoiadas no rosto, ele parece muito desconfortável com a situação.
“Era isso que ela queria”.
— Richard… — Madeline tenta começar a falar.
— Eu estive pensando — diz ele, interrompendo a fala dela. — Mas não consigo me lembrar de nada, juro para você — explica.
— Eu me lembrei de tudo — diz ela com lágrimas nos olhos.
— Então me diz o que aconteceu? — pede desesperado.
— Estávamos bebendo na sala e depois que me despedi de você, fui para o banho. Alguns minutos após, você entrou no banheiro e me surpreendeu com um beijo — diz, tentando transparecer estar descrevendo a verdade. — Eu não entendi o que estava acontecendo no momento, mas acabei cedendo ao beijo — confessa, recebendo um olhar de desaprovação de Richard. — Richard, eu nunca confessei para você, mas sei que é ciente dos meus sentimentos, então, quando me beijou, eu não consegui resistir — se justifica. — Jamais imaginaria que você me levaria para o quarto e consumaria de fato o que aconteceu.
— O que fiz, Madeline? — Richard pergunta com a voz mais alterada, negando-se a acreditar que havia tido relações com ela.
— Você sabe o que fez, o lençol manchado já diz tudo, não me faça dizer em voz alta, o que me deixa constrangida — responde.
— Não pode ser — se levanta do sofá onde estava sentado e começa a caminhar de um lado para o outro da sala. — Como deixou que eu fizesse isso?
— Vai me culpar agora? — ela grita, chorando. — Eu disse que não esperava que você consumasse de fato o que aconteceu, quando percebi, você já estava dentro de mim, o que eu poderia fazer? Me diz?
— Não estou tentando te culpar — se aproxima dela, a abraçando. — Me desculpa, eu não me expressei bem.

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